sábado, 19 de janeiro de 2019

Escreve teu nome




Escreve teu nome na areia
Onde as ondas do mar
possam vir beijá-lo.
E levando teu nome às profundezas
Guardá-lo em tesouros
e mistérios abissais.
Teu nome é
uma promessa de felicidade.
Escreve teu nome com amor,
ao sol na praia
E mesmo que o na areia
ele venha se apagar,
lambido pelas ondas,
 Terra e céus o enxergará.
Antes de ser varrido e entregue ao mar
profundo em segredos,
o oceano
há de teu nome amar.
Seres guardiões da vida;
Anjos abissais,
mergulham o fundo do mar,
 quando cansam de voar
e acharão teu nome escrito
Lá no mais fundo das águas
 E levarão teu doce nome
aos ares celestiais,
pois teu nome dará
aos anjos a lembrança
E a força para ao céu retornar
E assim como o mar,
 os céus também possam por
teu meigo nome os abençoar.



Paula Belmino


domingo, 13 de janeiro de 2019

Leitor não se nasce, se cria.






A gente não nasce leitor, a gente vai se formando leitor, desde o útero, recebendo variedade de leitura, muito antes do nascimento, recebendo a leitura alimento, o pão de poesia.
E ao nascer, num berço, o ser pequeno e frágil, de livros coberto e vestido, além toda a sorte de afeto, ouvir as canções e cantigas, dorme-se e se sonha entre contos de fadas e fábulas, um leitor em criação.
A gente vai crescendo e se transformando leitor, renascendo de fora para dentro, quando pelo prazer da leitura se cresce e voa, se aperfeiçoa:
Das letras ao sonho,
da palavra à imaginação,
da realidade à fantasia numa história ouvida, ou lida.
A gente não nasce leitor, a gente se cria por meio das histórias contadas, dos livros vivenciados!
A palavra nos refaz  e nos constrói leitores, célula a célula, no amor e no prazer de se criar num ambiente chamado cercado de amor e respeito: O livro!

Paula Belmino

Obrigada aos parceiros: Editoras, amigos, poetas e escritores que nos ajudam nessa construção de uma sociedade leitora na formação da cidadania e de indivíduos conscientes de seus direitos.








quarta-feira, 9 de janeiro de 2019

Poesia no Rádio




Hoje tive o prazer de participar do Programa Clube do Ray na Rádio Nova Serrana FM 87,9 o locutor e artista Ray Santos me convidou para falar sobre nosso projeto de Incentivo à leitura usando a poesia, e com música , projeto esse que conto com a parceria de José Garcia que transforma meus poemas em canção para que as crianças e adultos possam além de ler , cantar, dançar, se expressar e ler de memoria, alfabetizando e vivenciando a leitura literária.


Alice participou lendo o poema Asa de Borboleta que está na Antologia Casa da Poesia e depois cantamos ao vivo com voz e violão.




Mostramos outros poemas e nossa inspiração na natureza e nos livros infantis como o de Cecília Meireles para criar o poema O menininho azul.
Falei de outros poemas em livros didáticos como o da Moderna que acabei de assinar contrato ano passado e sairá num livro interdisciplinar para o  1º ano do Ensino Fundamental, além de outros poemas em sites e revistas.

A poesia deve ser levada aos quatro ventos e ser porta de entrada para o prazer e incentivar a ler com poesia é mafia pura , uma vez que a poesia brinca com as palavras e em suas rimas e encantamentos despertam a curiosidade das crianças pelo livro, pela palavra.Quando musicado o poema alcança a mente e o coração, a alma do leitor, sendo guardado nos recantos afetuosos da lembrança, e ainda que não se saiba o poema decorado, quando cantado, a melodia das palavras do poema em forma de música ressoará para sempre na alma de quem o ouviu, e cantou, é como ler e guardar a sete chaves no coração um poema amado.
Poesia é a melhor forma de se ver o mundo e promover sentimentos bons, é uma canção de alento para salvar o mundo. E como diz meu poema Asa de Borboleta quero ser "Uma borboleta ao encontro de sonhos do amor, voando em busca da paz."







Vejam um pedacinho da Entrevista:


Alice lê o poema Asa de Borboleta e depois eu canto com José Garcia tocando no violão.



Ouçam a Rádio 


segunda-feira, 7 de janeiro de 2019

Feiurinha Sabe Tudo (Dica de Livro)



Começar o dia com leitura é como abrir-se à uma janela iluminada, de onde se avista um jardim florido. E por essa janela, deixar-se flutuar, a alma leve voar pela vastidão do tempo e do conhecimento. Paula Belmino

Chegaram por aqui os livros da Editora Sinopsys que sempre trazem em seus livros histórias lúdicas, com personagens que parecem bem reais saídos de dentro de nós mesmos. Os livros são escritos por Psicólogos, psicopedagogos que tratam de assuntos e conflitos que todos nós lidamos, e ajuda a pais, educadores e as crianças a aprender mais sobre si mesmas e saber enfrentar suas dificuldades.
Dessa vez recebemos 4 livros maravilhosos:


Qual a cor do seu prato? escrito por:
Angelica Ozório Linhares
Raquel Barbosa Lhullier .
Ilustrado por Rodrigo Nunes

Por que é importante entender a Empatia? de
Luciana Tisser e Marina Gusmão Caminha e ilustrado por César Bressane .


Aperta o play Cara Pálida (e compartilha)  de Ricardo Gusmão

E  



Feiurinha Sabe Tudo de Ellen Moraes Senra
E Ilustrações do projeto gráfico CD D'VAZ que destaco aqui nossa leitura de hoje:


Feiurinha é melhor amigo de Vitor, um amigo imaginário, que sopra no ouvido de Vitor que ninguém gosta dele.O menino passa muito tempo sozinho, isolado, em casa seus pais precisam trabalhar para dar o melhor ao filho, e cada vez mais Vitor se acha só e pensa ler os pensamentos dos amigos. na escola se alguém se aproxima ele já imagina que é falsa a amizade, e não dá lugar para a amizade, sempre escutando Feiurinha.


O tempo passa e Vitor vai se tornando cada vez mais solitário e dando asas à Feiurinha.
O menino até em casa se isola não compreendendo que os pais precisam trabalhar para dar o melhor a ele, e mesmo o que importa é o tempo juntos mesmo que pouco, mas o amor é grande e se mostra em cuidados e responsabilidade.


Um dia chega novos vizinhos para morar perto de sua casa, com a auto estima baixa ele mal dá atenção à nova vizinha, uma menina chamada Lívia que também é sozinha, mas se dedica aos estudos.


Os pais se aproximam para se conhecer  melhor e permitir que os dois possam interagir. Vitor logo argumenta que Lívia não precisa gostar dele, mas a menina bem sábia diz que não é obrigado um gostar do outro, mas juntos podem brincar, se conhecer melhor.
E assim por meio da brincadeira e da relação diária os dois se conhecem melhor, e Vitor começa a confiar na amizade e a partir disso a se transformar, dando valor ao que é real, e não fazendo suposta ideia daquilo que não tem certeza.


O livro é lindo e colorido e traz ensinamentos para além das crianças, mas para nós adultos, afinal quando se trata de relações pessoais, quem não tende a se isolar, fazer mal ideia de alguém, não aceitando o outro como ele é e assim ao invés de fazer amizade e se completar nas diferenças, se isola e faz mal juízo do outro.


Eu li com Alice e aprendemos muito,e pudemos conversar sobre o que ela acha de si e eu dizer se era isso ou não, é o que também propõe o livro ao final da história um exercício para se autoconhecer e conhecer o outro.

É preciso dar lugar para que o outro se aproxime da gente e quebremos antes a barreira do isolamento, do pré-julgamento, dando voz à amizade e as boas relações que podem acontecer entre as pessoas, ao invés de ficar a sós e perder o bom de aprender junto e brincar, e se desenvolver num ser mais humano e mais feliz, pois só se pode crescer com a relação com o outro, já que homem algum, é uma ilha. Precisamos nos despir de nós mesmos e de nossas ideias errôneas e aceitar o outro na nossa vida. Um exercício diário, que os pais, educadores, eu e você, qualquer um de nós  precisamos aprender, aprender a deixar a imagem errada que se faz do outro e de si próprios para  permitir o sonho e a alegria do relacionamento afetivo que nos torna mais humanos e mais felizes e mesmo com nossos defeitos aproximar-se da perfeição que se chama amizade, o amor que nunca morre.



Este livro me foi mais que um presente, foi uma grande reflexão, uma lição!

Você pode ver em PDF aqui

https://www.sinopsyseditora.com.br/upload/produtos_pdf/1255.pdf

Para conhecer e comprar:




quarta-feira, 2 de janeiro de 2019

Embora mínima Marina Colasanti. Global editora



Que possamos ser gratos por todo bem
pela pequena abundância
que a vida nos reserva e diferente de lamentar o que não se tem
sejamos felizes pelo que o dia nos reserva.


Essa é a bela mensagem de um dos contos de Marina Colasanti no livro Quando a Primavera chegar pela Editora Global

Embora mínima conta a história de uma mãe que se reserva a multiplicar uma única fava para poder alimentar sua grande família.
Certo dia ao dormir o pé de fava nasce e cresce de em seu ouvido e se alastra pela cama, ao acordar a mulher se impressiona e imagina que o pé de fava poderá dá muitos frutos, mas ao limpar apenas duas vagens. Agora a mulher não faz mais pedido, mas sente-se feliz pela pouca abundância, antes era uma única fava, agora duas , uma a mais para alimentar seus filhos.

Que possamos ser gratos pelo pouco e pelo muito
E que em 2019 tenhamos muita prosperidade não só material mas espiritual

Estou incentivando a Alice a ler um por dia e a me explicar, uma maneira de incentivar a interpretação, nas entrelinhas, a compreender o texto e mais saber reproduzi-lo , contando, mesmo que com suas palavras. Uma forma de expressar-se e de se entender!

Vejam:



Para comprar o livro

https://globaleditora.com.br/catalogos/livro/?id=3836