quinta-feira, 27 de abril de 2017

Conversas de cachorro (dica de livro)



Mais um lançamento da editora parceira Editora Biruta:

‘Conversas de cachorro‘, de Caio Riter e ilustrado por Daniel Araujo, conta uma história de amizade. Quem nunca teve um animal de estimação? Mesmo que apenas no desejo ou na imaginação? Um gato, um rato branco, um coelho ou um hamster? Até mesmo uma tartaruga? Pois o Ângelo, o garoto desta história, tem também o seu bicho, um cachorro, o Peter. A relação dos dois é mais que dono e animal, é uma relação de amizade. Daquelas em que os amigos sabem tudo um do outro. Aliás, sabem até mesmo aquelas coisas que só amigos podem saber. Peter e Ângelo são assim: parceiros, companheiros, amigos. E é Peter, com seus conselhos, que auxiliará Ângelo a enfrentar os problemas que surgirão em sua escola quando um novo colega chegar. Conversas de cachorro é uma história de amizade, mas também de aceitação das diferenças.



O livro já está disponível na nossa loja virtual, clique aqui.

quarta-feira, 26 de abril de 2017

Saber olhar




Aprendi a olhar para o céu 
atando-me às estrelas como fio de esperança.
Elas que, por anos luz, estão ali a brilhar
e mesmo quando dormem continuam imóveis
a piscar.
Outras vezes detenho-me ao chão
e emudeço em minha pequenez 
ao ver como as pequenas formigas
trabalham noite e dia sem descansar, nem reclamar.
Brinco sem enfadar-me com o tempo
perdida entre o jardim 
 a aninhar-me como os pequenos insetos
desatenta aos sons que ruidam mortes e guerras,
prefiro as cores da vida
as estrelas-guias
as flores em quimera
os insetos que fiam e tecem poesia.
Volta e meia, mudo a direção do olhar
ora ao céu, ora ao chão
Ansiando o mar 
na sua imensidão com cheiro de paz.


Paula Belmino

terça-feira, 25 de abril de 2017

Matemática e Poesia: Uma relação que dá certo!





Há quem tenha muito medo de aprender matemática,por ser difícil,  eu sou prova disso, em minha educação fundamental era um bicho de sete cabeças, talvez porque não ensinassem a matemática da vida, do dia a dia, e os exercícios não tivessem nada a ver com a realidade, ou nem usassem material concreto para que a criança em processo de alfabetização numérica e em processo de desenvolvimento do raciocínio lógico não tivesse em que se apoiar para resolver cálculos. Tive muitas dificuldades e creio que muitas crianças de minha época também. 
Ainda nos dias de hoje e difícil aliar o lúdico com matemática em sala de aula, percebe-se que a maioria dos professores deixam que leitura e interpretação é coisa de língua portuguesa, brincadeira e poesia para artes, e matemática apenas pra calcular, apesar de que o lúdico, os jogos, o material de apoio concreto são importantíssimos na formação da criança para que desenvolva o pensamento crítico, raciocínio lógico e vença suas hipóteses, aprendendo assim de forma prazerosa , sem medo dos números.
Por aqui tentamos levar poesia em tudo que fazemos e uma educação "não bancária" onde a criança apenas memoriza, e vai guardando mil conceitos, mas uma educação que sirva para sua reflexão, conscientização, sensibilização e  mudança em suas atitudes e procedimentos, que resulta numa aprendizagem eficiente e apta a usar fora de sala de aula, uma educação pautada no lúdico, partindo da brincadeira, da experimentação e da poesia, em todas as áreas do conhecimento, sempre inicializando os conteúdos pragmáticos e seguindo o plano anula, baseado no PPP da escola, orientações didáticas e regida pelas leis da educação, mas imergidos em muita leitura literária. Matemática então nunca fica de fora, afinal é pra entender com prática, com o concreto, para além do caderno de exercícios e do livro paradidático, e se tem um verso, uma rima, uma maneira de facilitar a aprendizagem, é poesia, vamos fazer valer nossa matemática poética, para um jogo de boa relações do cotidiano.







Recebemos um livro da Editora Rovelle: Guia do consumidor mirim de Maria Helena Estebam e veio a cair feito luva, ao ler para planejar minhas aulas, pois alio a leitura literária aos conteúdos pragmáticos, e contextualizando minhas aulas, sempre com muita leitura e poesia, percebi que as crianças iam gostar e aprender bastante e até levar o conhecimento dentro delas e repassando para os familiares sobre as relações de consumo.
O livro conta a história de uma turma que resolve fazer uma festa e ao irem ao mercado garantir as comprar e os preparativos, passam por muitos desafios e situações como a de encontrar propaganda enganosa, produtos com a data vencida, embalagens que não condizem com o real, falando assim em leis do consumidor e dos direitos de cada um pra garantir a boa compra.
As nossas aulas partiram dali para casa, pesquisando em casa embalagens, observando as compras com os pais, trazendo folhetos de promoções, comparando os preços, e depois de muita conversa e atividades as crianças escreveram alguns direitos do consumidor da forma como compreenderam, com quadrinhos, desenhos, listas , enfim, participativa.




Depois criamos um mini supermercado , com ações além de compra e venda, com o famoso escampo, e com o tema: Supermercado poético criamos juntos pequenos versos que seriam escritos no  mercado como por ex:

Compre 1 KG de maxixe
E leve  1 kg a mais
de qualquer verdura ou legume
das cores iguais



A aula foi bem proveitosa, aliando também outro livro que recebemos da escritora Eloí Bocheco : Rimas e Números , que traz muitos probleminhas brincantes como por ex:

" No morro tem sete goiabas,
as setes são vermelhas.
Colho uma, colho duas,
deixo cinco para a abelha."



Ao criarmos na sala o mercado com as embalagens trazidas pelas crianças, elas mesmo escreveram os nomes dos produtos e preços, e iam colocando na embalagem, ao final de toda marcação de preço, usaram dinheirinho fake, para comprar e passar troco, tinha criança repositora no mercado, caixas, e cada uma ao escolher seus produtos pesquisava, via a data de validade, observava a promoção, qual mais em conta enfim, trabalharam com a moeda, usando o raciocínio lógico, sem sair do lúdico, da brincadeira, da experimentação e da poesia, afinal matemática é pra se aprender com prática, com o concreto , para além do caderno de exercícios, para a vida.


Para saber mais do livro:




A história é divertida, educativa e poderia acontecer a crianças de qualquer escola, lugar e tempo. Organizando uma festa, alguns alunos seguem para um mercado, onde passam por situações que ensinam muito a eles sobre as relações de consumo e sobre as leis que protegem os consumidores. Ao final do livro um pequeno guia reforça os conceitos e serve para uma consulta rápida da criança e dos pais.

Autor(es): Maria Helena Esteban
Ilustrador: Flávio Dalmeida
ISBN: 978-85-61521-50-9
Formato: 22 x 20 cm
Nº de páginas: 40
Gênero: Infantil
Tema: Direitos e deveres do consumidor; cotidiano infantil; consumo; preços; orçamentos; organização; planejamento.
Interdisciplinaridade: Língua portuguesa; Geografia; História.
Temas transversais: Ética; trabalho e consumo.
Faixa etária: a partir de 8 anos
Preço de capa: R$ 31,90


segunda-feira, 24 de abril de 2017

Asa de Borboleta







Na asa da borboleta
voa a primavera
um elo entre rosa e amarelo
recortes geométricos 
liberdade celestial
Na asa de
leve bordado
flores ancestrais
um tempo eterno
de segredos e impressões
Na asa da liberdade
uma borboleta vai
ao encontro
de sonhos do amor
Voa em busca da paz!

Paula Belmino




Alice usa Dedeka
fotografia de Flávia Alves


domingo, 23 de abril de 2017

Uma borboleta e sua vida espetacular




Colorindo, encantando
Beija a flor sem alardes
Mas sabe que é demasiadamente importante
É da flor o par
Quando é lagarta, é força e vigor
É rápida a transformar alimento em cor
Entra em seu casulo
E mesmo solitária chama atenção
Quem atrapalharia o sono 
De uma lagarta em transformação?
Cálida, fiando sonhos de paz
No seu sono profundo pensa trazer o mais belo, 

o melhor de si para todos em volta
É borboleta desde o primeiro pensamento
Viveu a vida pra colorir e fecundar
E abriu as asas transbordadas de estrelas do céu e do mar
Tudo que se possa imaginar

Trabalho sempre lhe espera
Quem vê a borboleta pensa:
Nasceu pra encantar!
E ela porém, sabe que tem nas asas o dom da vida
Na boca o hálito do amor
Mesmo saída do casulo é toda enclausurada,
não vive longe da flor
Fia, rega, come, bebe, protege, colore, voa, emerge em sua dor
Não cansa, tem uma missão
De tudo ao redor fazer feliz
E cuidar do mundo que criou.
É borboleta
É feito beijo de Deus
Semeando liberdade e vida
Em pequenos ninhos
Nas plantas pelo caminho
Nos olhos de quem a vê
Borboleta encantadora
É mãe da natureza e de todo ser.

Paula Belmino 
.
Essa Poesia ofereço à minha mãe Cicera Simoes que é a borboleta mais bonita de nossa vida, trazendo perfume do amor por onde passa, e criando histórias de afeto, vida plena em muitos sonhos.
Feliz aniversário, muita luz, saúde e a presença de Deus abundante sobre sua vida.

sábado, 22 de abril de 2017

Dentro do girassol






A luz do sol
colore  o olhar
da menina
a voar.
Leve, em seus pensamentos
feito pluma
feito folha ao vento
como ave a bailar.
No arrebol
A menina ao sol
vem e vai,
gira em seu balé
dentro do girassol.
Onde gosta de estar.
Sob o sol de abril
a vida a passar
 principia a paz
perfumada, 
delicada,
pueril.
É preciso cuidado
 qualquer passo em falso
o girassol pode não abrir
e a menina em sua roda cair.
A menina e o girassol,
um casamento perfeito
brincam, enfeitam
feito natureza espreitam
ares de céu.
Sempre ao sol
a menina e o girassol
como ave a menina a cantar
e a música da vida
o girassol sabe expressar.
Vão os dois
menina e girassol
a girar
bailando, brincando,
aceitam toda luz
que o sol quiser neles brilhar.
A menina é ave
é paz
é vida que gira
dentro do girassol
O girassol é vida que se sabe aproveitar
é flor delicada
é ave em arrebol.
Fina flor o girassol
esperando ansioso o sol
antes que se achegue o luar.

Paula Belmino



*Alice usa Bugbee






Essa poesia foi inspirada nesse look lindo cheio de girassóis. Considerada a flor do sol, é uma planta fácil de cultivar e tem muita beleza, e energia em cor que transmite encantamento e força, vida e felicidade. Quando recebemos o look da Bugbee pensamos logo em mais que moda, em vestir bem a Alice, sempre aliamos o que usamos com a arte, com a poesia, e incentivamos nossa criança a ter esse olhar ao belo, às coisas da vida, à poesia, á natureza, o poético , o sagrado.
Vestir girassol é mais que estar colorida para nós tem essas referências artísticas mundiais!
Creio que mais que consumir, vestir-se bem , estar em dia com a moda é criar para as criança o lúdico no vestuário e as referências da arte e da natureza para dias felizes e mais preocupados com os relacionamentos interpessoais



O poeta Manoel de Barros criou uma linda composição com a vida e a fertilidade, o que de bom pode receber dos céus, mesmo quando em tempos de crise, ou em meio à guerras, ás lutas, à violência de nossos dias.
Em seu poema: Os girassóis de Van Gogh, Manoel de Barros faz alusão às guerras, as mortes causadas por armas bélicas e na sutileza mostra todo amor que a natureza é capaz de nos dar, a paz que é como flor, fina, frágil, delicada , e que de repente pode se esvair de nós.O autor faz a referência intertextual à obra: Doze girassóis numa jarra do artista Vincent Van Gogh,1888 na mesma época em que o autor cortou sua orelha pelo estado grave de depressão em que se encontrava. 
É preciso mais amor, poesia, brincadeira, olhar para o outro com solidariedade para enfrentarmos os dias difíceis, as lutas espirituais sem perdemos o alvo, o foco, a paz, a fina flor do amor.


OS GIRASSÓIS DE VAN GOGH

Hoje eu vi 
Soldados cantando por estradas de sangue 
Frescura de manhãs em olhos de crianças 
Mulheres mastigando as esperanças mortas

Hoje eu vi homens ao crepúsculo 
Recebendo o amor no peito. 
Hoje eu vi homens recebendo a guerra 
Recebendo o pranto como balas no peito.

E, como a dor me abaixasse a cabeça, 
Eu vi os girassóis ardentes de Van Gogh.
- Manoel de Barros, no livro "Face imóvel" (1942), em 'Poesia completa: Manoel de Barros'. São Paulo: Editora Leya, 2010.



sexta-feira, 21 de abril de 2017

Caiu na rede é... Poesia!!!




Ser Livre
Deito livro
Acordo livro
Bebo livro

Como livro
Respiro livro
Vivo livro
Livre sou!

Ler na roda
Na rua
Rendido na rede
Esse livro de amor!



Paula Belmino




Hoje é feriado. Hoje é dia de ler! 
Convidei amigas de Alice , primas e crianças da escola pra vir ler aqui em casa pra uma linda roda de leitura, direito à música, brincadeira, recitar poesia, e o que eles mais queriam: poesia na rede,pois a gente precisa de poesia na roda, na rua, na vida!
Dispus os livros numa colcha de retalhos, eles leram á vontade, depois escolhi 3 a 4 livros, recitei, contei histórias, brincamos de viver poesia.
Por fim as crianças escolheram uns versos curtos pra recitar na rede, em duplas, trios, pra todos.













Assistam um dos vídeos:




Agradeço às editoras e escritores parceiros que proporcionam momentos como esses com as crianças que tanto precisam de poesia :

Editora Bambolê
Editora Aletria
Editora Pulo do Gato
Editora Rovelle
Pablo Morenno Editora Physalis
Eloí Bocheco
Roseana Murray
Anderson Novello com seu livro A bruxa do Batom Borrado

quinta-feira, 20 de abril de 2017

Caiu na rede é... Poesia. Momento literário











Caiu na rede... não é peixe
É poesia que eu quero fazer
É pescar o mundo com as mãos
No livro voar ao ler
É ter o aconchego na rede
No balanço frenético do amor
Acalentando sonho,
nuvens, árvores, estrelas
tudo ali bem perto do coração.

Caiu na rede... é poesia
é ler aninhando 
no vai-vém de uma canção
na rima, no som, nos trocadilhos das palavras
 brincar ao ler com emoção
Vestir-se de poesia
o corpo todo na rede rendido
cheio de poesia que embala
que dá a infância o sentido

Ler na rede 
No chão
debaixo da árvore, 
sentado, deitado, pulando
de poesia em poesia
na rede pescando!

Paula Belmino


 Essa foi nossa aula ontem, um momento literário na rede embaixo das árvores do jardim da escola, fizemos um recital poético, onde as crianças liam em voz lata para os outros, de três em três, de dois em dois, depois liam todos, embalados na rede, no amor à poesia.
Aproveitei para inaugurar lá essa ação literária: Caiu na rede ... é poesia  aproveitando todo o contexto dos conteúdos trabalhados, no caso, a cultura indígena, levei alguns livros que falavam sobre índios como: Poeminhas da Terra de Márcia Leite , pela editora parceira Pulo do Gato
Cobra Norato de Eloí Bocheco
e Pitulú de Bê e Léo Maciel pela Aletria

As crianças depois puderam ler os livros da biblioteca que chegaram pelo projeto RoMaria de Livros e e se esbaldaram.

Vejam só:











Em comemoração ao dia do índio, falamos sobre a importância do povo indígena e a contribuição na língua, comida, artesanato. Li o poema Cadê o índio que tava aqui? De minha autoria, as crianças fizeram a reescrita do poema e surpreenderam na produção. Aliamos o conteúdo ao livro didático sobre a cultura indígena e o trabalho dia a dia, materiais e extrativismo. 
Aprendizagem significativa, lúdica e reflexiva.

Assistam: