segunda-feira, 12 de novembro de 2018

Borboleta flor




Uma borboleta amarela
tão bela
voa sobre o jardim.
Pousa e esvoaça
feito um querubim.
Vai e vem
terna e singela
E com suas asas
douradas como o sol
pinta uma aquarela.
Com sua amarelada asa
e o verde das folhas,
que contrasta em si
faz nascer no jardim
uma flor amarela,
tão bela feito
o amarelo jasmim.



Paula Belmino




domingo, 11 de novembro de 2018

Gravidez





A lua do alto observava
a árvore a se contorcer,
Como quem quisesse alcançá-la,
braços abertos a lhe estender.

A árvore pela lua apaixonada
deixava-se ir, o vento lhe deixava nua .
Suas folhas de verde pintavam o céu azulado,
dizendo  com ternura: _ Sou tua!

Lá bem distante, a lua sorria feliz
por ser admirada pela árvore
de folha em folha voando
para o alto,  à lua branca subir.

E de repente, com  paixão 
Um beijo  entre a árvore e a lua aconteceu
Tudo brotou na terra e no céu:
Nasceram flores na árvore, a lua ficou redonda
E grávida de amor no céu apareceu.

Paula Belmino

Essa é minha inspiração para o Poetizando e Encantando do Blog  Filosofando com a Lourdes. Essa blogagem coletiva que nos inspira a desenvolver a criatividade, a interagir com a poesia e o olhar poético em ver numa imagem alguma expressão para interagir com os demais amigos leitores, escritores, poetas.
Eu já estava escrevendo este poema de amor entre  a lua e a árvore com inspiração nessas imagens que fiz na casa de uma amiga, quando vi a imagem da casinha em meio ao campo rodeada de árvores e numa noite sem lua sugerida pela Lourdes para a 60ª  Blogagem coletiva, então vi que a poesia compunha bem com a arte aqui expressa.
E sendo assim,eis aqui minha participação:


Participe você também da BC, basta seguir o blog, ler e comentar, visitar os participantes e deixar a imaginação fluir.


Carinho que ganhei da Lourdes



quinta-feira, 8 de novembro de 2018

Flor das Águas








Surge nas águas
A beleza rara de uma flor
Alimenta-se de ar
Da luz solar.
Esbanjando frescor
ao beijar as águas
da primavera
colore  os dias
e traz vida
a bela quimera.
A flor das águas
renasce da luz,
do ar
é pura natureza
e há que se cuidar.
É gota de esperança
a flor criança.
Perfuma-se de sol
E brinca feliz
nas águas azuis
repletas de vida
a flor chamada infância.

Paula Belmino




Alice ama brincar com água, mergulhar, nadar, tomar sol.Para isso é essencial proteção solar na pele e cuidados para evitar doenças da pele. A Dedeka pensando nas crianças que amam passar dias aos sol livre a brincar produziu as camisetas de manga longa com fator de proteção solar 50 UV-A  e UV-B
Assim as crianças além de se protegerem dos danos causados pelos raios solares também protegem a pele do ressecamento.
Com estampas de Flamingos é alegre, confortável e deixa a pele transpirar livremente 

A Coleção Summer da Dedeka tem peças confortáveis, coloridas e produzidas com alta  tecnologia para proteger a pele dos pequenos

Conheça mais das camisetas Dedeka



E aproveitem que esse mês a Dedeka inicia a promoção Blak November , a cada semana uma promoção nova em pijamas, linha praia, etc..



O Peixinho do São Francisco (Dica de Livro)




Compreender a importância dos rios vai além de conhecer a hidrografia, mas de preservar as águas a começar por não poluir desde jogar um papel de bala ao chão, sabendo que o lixo não desaparece só porque não está mais na sua vista, mas que as águas da chuvas, o vento,  se encarregam de levar aos mananciais, as nascentes dos rios que podem por sua vez contaminar as águas e acabar por poluir rios e mares, e que o tempo de um pedaço de papel, do plástico e de outros tipos de lixo demoram muitos anos para se decompor podendo causar danos ao solo, onde as águas subterrâneas alimentam os rios.




Lemos o livro: O peixinho do São Francisco de Luis Pimentel com ilustrações de Graça Lima pela Editora Rovelle que traz uma bela lição de um peixinho que cuida das águas e é líder da associação dos defensores do Rio São Francisco, rio totalmente brasileiro que tem mais de 2.800km de extensão e passa por 5 estados brasileiros
Na história toda em poesia o peixinho branquinho de olhar arisco é bravo, mas também sabe contar histórias de assombração, brinca e joga futebol e frescobol, faz gol de peixinho e é muito divertido.



As crianças puderam ler em duplas e trios, em voz alta, para trabalhar a fluência, interpretar oralmente e depois reescrever a história em prosa e poesia cada um respeitando a hipótese silábica em que se encontram







As crianças puderam estudar no mapa onde nasce o Rio São Francisco e que estados ele banha
Nessa conversa constante que temos em sala de aula de cuidados com o meio ambiente para preservar o verde, os animais,a  vida, está o cuidado em economizar água, água que por aqui no sertão é escassa e vale muito mais que ouro, já que as chuvas são escassas. As crianças aqui já são acostumadas a viver essa escassez, essa economia, a escola no entanto prioriza que possam levar o conhecimento aos pais, à família para aliar na conservação e  no racionamento da água.
Ideias são sugeridas e aprimoradas pelos alunos tais como:
 *reaproveitar a água usada no enxague nas roupas para regar plantas, lavar o banheiro ou dar descarga
*Já existem vasos sanitários com dispositivos para economizar na hora da descarga, mas colocar uma garrafa PET com areia dentro do depósito de descarga fará com que entre menos água e assim ao se dar descarga na privada gastará menos água e fará o mesmo papel.
*Apagar as luzes quando não estiver num cômodo gasta menos energia, que vem da força das águas
*Não jogar lixo no chão
*Plantar mais árvores e não cortar as que tem na rua

No livro didático compreender como as cidades se formaram à beira dos rios, os chamados ribeirinhos, além de saber a importância desses rios para a agricultura e para a vida, e puderam relacionar o rio que é pura vida com a lagoa que deu origem á nossa cidade que há muitos anos é poluída e traz consequências desagradáveis como o mal cheiro puindo o ar

Vejam a Alice dando a  dica do livro:




O livro O peixinho do São Francisco foi aprovado pelo PNLD Literário e de acordo com a escolha dos professores deve chegar às escolas públicas de todo o Brasil


saiba mais:


quarta-feira, 7 de novembro de 2018

Bela e o Menino manchado (Dica de Livro)




Respeitar o outro na sua diferença é reconhecer-se semelhante, e usar a empatia para tratar o outro da forma como gostaria de ser tratado: com respeito e amor.


Por meio da literatura podemos conversar sobre conflitos, sentimentos, e situações que enfrentamos diariamente para poder através da leitura de um conto, um poema, uma fábula refletir sobre como agimos, como nos sentimos e por meio da fantasia compreender a realidade que nos cerca e transformá-la, por meio da reflexão e da conscientização de que podemos tanto acolher como magoar alguém


Na escola lemos o livro: Bela e o Menino manchado de Agláia Tavares  com ilustrações de Francisco Dam pela Editora InVerso 



O livro conta a história de uma menina que gosta de brincar, e se muda de um lugar cheio de árvores para um prédio. Na busca por novos amigos na escola Bela está sempre se mostrando prestativa. Num momento na escola esbarra num menino, e descobre que ele é solitário, e se isola devido sua pele manchada.O menino chamado Zé tem Vitiligo e por sua condição se esconde, se isola, sofre.  Bela com toda sua graça mudou  a relação de todos os amigos para com o menino.
Uma história de empatia e respeito às diferenças, de afetividade e amor ao próximo.


As crianças leram, interpretaram, fizeram seus textos dando a opinião sobre a atitude de Bela, sobre Bullying e preconceito, ilustraram a história e resenharam o livro em forma de vídeo.


Para comprar o livro:

domingo, 4 de novembro de 2018

SOS



Por vezes sangro  quase a desfalecer.
A alma pálida em tantas
roturas e estrangulamentos,
sangra à beira da morte
e fraca esvai-se a cada dia
verte apenas lágrima.
O sangue a fugir das veias
Vermelho como a vida
vai perdendo-se,
derramando-se nessas guerras interiores, 
na luta entre a mente
e o coração ferido,
da razão e da emoção.
Cicatrizes que já não se curam mais,
São tantos ais!
E se faz um mar de sangue 
a banhar as mãos,
os pés,
o meu olhar
Esmaece o tom dos lábios 
e já nem pronunciam mais o que se sente
só pedem socorro, 
em silêncio.
E quando a guerra parece tudo destruir,
ser mesmo o fim, 
a poesia renasce de um sorriso alheio,
é como uma transfusão:
alimento para veias e artérias
a bombear o sofrido coração.
E quem outrora lapidava 
todo dia a morte,
refaz a vida, 
numa lágrima, num sorriso,
 na fé e na poesia 
vermelha feito sangue
mesmo aos cacos,
refaz-se,
para refazer a vida.

Paula Belmino


Essa é minha poesia inspirada na imagem de uma moça de vermelho com olhar ao céu, e de chapéu , Usei s imagens acima da minha Alice também de vermelho e de chapéu para chamar atenção para este pedido de socorro, de que muitas vezes estamos aos cacos, rasgando a alma, pedindo socorro e mesmo por fora bem vestidos, a alma anda em frangalhos, e é preciso sangrar quase a morte por vezes para em lágrimas obter o socorro Divino


Participe você também da BC Poetizando e  Encantando com a Lourdes no blog http://filosofandonavidaproflourdes.blogspot.com/

sexta-feira, 2 de novembro de 2018

Celestial



Busque o céu
com singeleza
como uma flor fincada à terra
mas a alçar voo à luz.
Com toda força anseia o céu
infinitamente azul
sem no entanto, deixar de viver, 
o colorido da vida
a diversidade.
Busque o céu
na arte de saber estar aqui 
momentaneamente 
com os olhos fixos no alto.
O equilíbrio entre o real e o inimaginável.
Busca tu, ser celestial
sem perder porém,
as raízes da humanidade.
Até que um sopro
te arrebate,
de repente,
para ser do céu
eternidade.
.
Paula Belmino