quarta-feira, 24 de maio de 2017

A Pipa e a Flor de Rubem Alves (sequência didática)













Ler é brincar, já disse o grande mestre Rubem Alves, afinal um livro é um brinquedo feito com letras e papel, apesar de que se sabe é muito importante ler, é sério demais pra ser pensado como coisa secundária, pois se tem algo importante na escola em meio à toda sua missão de educar, é o incentivar á leitura e propiciar momentos de aprendizagem lúdicas e contato com livros e variadas fontes, gêneros, suportes etc...

Recebemos um kit de livros do Instituto Rubem Alves e claro foi uma feta só, as crianças puderam ler em duplas e trios, umas para as outras, em voz alta, silenciosamente, no tapete, deitadas, de todas as formas.
Depois escolhemos A pipa e a flor para sequencia didática, trabalhando de forma contextualizada, arte, geometria, matemática, Língua Portuguesa, Valores etc...

As crianças ouviram a história, que nesse livro o autor traz 3 finais possíveis para as crianças escolherem, mas que eu pedi para escrever um final que eles achavam que ficaria bom. Depois de todos fazerem a tarefa ai sim compartilhei o final da história, e eles escolheram o que mais gostava.






Conversamos sobre amizade, sentimentos de benevolência, solidariedade, ciúme, inveja, porfias etc... 
Depois elas fizeram lista de sentimentos e davam o significado de acordo com o que achavam.
Desenharam, pintaram, fizemos dobraduras da pipa e trabalhamos ortografia.

Na aula seguinte houve a apresentação da obra Pipas de Cândido Portinari , elas observaram e depois fizeram suas releituras usando grafite






Além da releitura da obra de Portinari, trabalhamos a forma geométrica plana, a quantidade de linha necessária para confeccionar uma pipa, manual de instrução e criamos uma oficina de pipas que foi um sucesso:




Depois de todo aprendizado foi só brincar e brincar....





E vejam só o quanto essas pequenas crianças já sabem da importância da leitura



Para refletir:

A pipa e a flor:

Era uma vez uma pipa de cara risonha que ficou enfeitiçada por uma florzinha maravilhosa. Não conseguindo mais viver sem ela, deu sua linha para a flor segurar. 
A flor, então soltou a linha para a pipa voar bem alto.
Mas a flor, aqui de baixo, percebeu que estava ficando triste. Não, não é que estivesse ficando triste. Estava ficando com raiva. Que injustiça que a pipa pudesse voar tão alto, e ela tivesse de ficar plantada no chão. E teve inveja da pipa. Tinha raiva ao ver a felicidade da pipa, longe dela... Tinha raiva quando via as pipas lá em cima, tagarelando entre si. E a flor, sozinha, deixada de fora. 
_ Se a pipa me amasse de verdade não poderia estar feliz lá em cima longe de mim. Ficaria o tempo todo comigo... 
E a inveja juntou-se ao ciúme. 
Inveja é ficar infeliz vendo as coisas bonitas e boas que os outros têm, e nós não. 
Ciúme é a dor que dá quando a gente imagina a felicidade do outro, sem que a gente esteja com ele. 
E a flor começou a ficar malvada. Ficava emburrada quando a pipa chegava. Exigia explicação de tudo.
E a pipa começou a ter medo de ficar feliz, pois sabia que isto faria a flor sofrer.
E a flor foi aos poucos, encurtando a linha. 
A pipa não mais podia voar. Via, ali do baixinho, de sobre o quintal (esta era toda a distância que a flor lhe permitia voar) as outras pipas, lá de cima... E sua boca foi ficando triste. E percebeu que já não gostava tanto da flor, como no início.

(Rubem Alves, A pipa e a flor. São Paulo

Moletom pra Aquecer o Frio





Para os dias nublados...
Cor!
Para os dias frios...
Moletom!
Para todos os dias...
Amor!


Estilo, conforto, empoderamento, é o que marca a coleção Bugbee que traz looks super Trends com sutiliza em detalhes, e colocam o moletom em alta trazendo modelagens amplas, alegres e coloridas para meninos e meninas, numa proposta street pop, trazendo despojamento que combina com aventura, brincadeira, ares de satisfação para que as crianças possam estar protegidas nos dias mais frios do ano, mas também que possam brincar sem se importar com os detalhes de uma roupa que não permita subir em árvore, correr, saltar, ser criança de verdade.
O moletom vem como peça-chave nessa proposta da Bugbee e eleva  com muita qualidade as belas estampas e modelagens versáteis e diferenciadas como a calça Jogger, a jaqueta jeans com mangas em moletom, os shorts em moletom entre outras que se tornam essenciais nos dias de inverno todas com empoderamento mostrando que azul também é para meninas, que elas podem brincar de skate e de tudo que desejarem, uma proposta de desde cedo fugir dos padrões impostos pela sociedade à meninos e meninas.

Confere só:













Sobre a inspiração:

GIRL GANG 

O tema surge da onda de empoderamento feminino, trabalhado em uma pegada street divertida. É o poder das garotas! Fofas mas fortes, elas formam uma gangue que pode mudar o mundo! Girl Gang se inspira no movimento underground do Hip Hop, na inteligência das meninas, e na ideia de que "azul" não é só para meninos, fazendo surgir três famílias de produto. A família Hip Hop busca a auto expressão, trazendo música e frases encorajadoras, mostrando que as meninas são fofas mas fortes. A família Clever traz a inteligência das meninas brincando com o símbolo da coruja, com os balões de fala de quem tem opinião, e com os patches, que há muito são símbolo de auto expressão e personalização. Já a família Sneakers, mostra o lado cor-de-rosa em harmonia com o azul, que são só para meninas de personalidade forte - aquelas que adoram um tênis bem confortável pra andar de skate, seja ele estampado de flores ou não. 



Para conhecer mais:
http://www.bugbee.com.br/

segunda-feira, 22 de maio de 2017

Abraça-me




Abraça-me ao acordar
forte, demorado
abraço terno
com afago.

Abraça-me antes de sair
com carinho, afeto
alma na alma
abraça-me com com teus braços.

Abraça-me quando me encontrares
com amor
olhos nos olhos
abraça-me de corpo colado.

Abraça-me  quando fores dormir
com saudade, nostalgia
abraço de boa noite
abraça-me pra desejar bom dia!


Abraça-me em todos os instantes
ombro no ombro
sinuosa devoção
abraçar seja nosso ritual
abraça-me com emoção.


Abraça-me forte, demoradamente
com braços ternos
alma na alma 
abraço a guarda o tempo dentro da gente
Abraça-me fervorosamente!


Paula Belmino


Hoje é dia do abraço, e mais um para abraçar muito quem a gente ama!!!!

Eu e Alice usamos Lecimar!!!

sexta-feira, 19 de maio de 2017

Esperando a chuva...A chuva de poesia!






Falo das lutas
Do luto 
das dores do mundo
da brava gente que resiste às feridas
ao calabouço
ao roubo da alma, e de sua terra.
Do povo africano
trazido em navios negreiros, desolados
separados, pais, mãe, filhos.
Falo das gentes isoladas de sua família, 
do rito, da cultura
de sua pátria.
Falo de cultura
contando a história a brincar
criando, imaginando
numa interação cocriadora
onde a poesia sensibiliza, humaniza,
restaura, fecunda.

Falo do amor e da luta dos negros aos montes
num navio açoitados, amofinados trazidos ao Brasil
com lucidez e seriedade no assunto
para que as crianças possam desde cedo aprender 
a respeitar e a valorizar as diferenças,
e a grande importância da herança cultural.

Falo de sonhos de liberdade
de acalanto de mãe para  seus filhos
rasgando a alma em lágrimas
dando o melhor de si, 
o que podiam ali, presas em terra estranha
uma boneca de trapos, rasgada da barra da saia
com nós tão fortes como a própria alma
deveras atormentada , mas na esperança de sobreviver
lutar pra viver e garantir seus direitos
ali sob o sol a pino ainda tão alienados.

Falo dos negros nas senzalas, moídos, 
alma, carne, sangue derramado
ora na capoeira, ou quilombos
lutando e chorando
pra hoje pintar nossa história
com todas as cores da África!


Paula Belmino


Através do livro Esperando a chuva de Véronique Vernette pela Editora Pulo do Gato, pudemos  relacionar de forma interdisciplinas assuntos e conteúdos tratados em sala de aula de forma lúdica e significativa.
A leitura se deu ainda em nosso projeto Chuva de Poesia, que trata sobre a importância da água , e tudo a que ela se relaciona como estados físicos, para que serve a água, os cuidados com a água para evitar doenças etc...
Além disso fizemos atividades que mostram o clima do nordeste e toda dificuldade que as pessoas no sertão passam nos anos de seca. Aliado a este lindo livro que acontece na África onde uma menina espera a chuva , pudemos trabalhar as semelhanças dos costumes africanos, as diferenças no modo de vestir, falar, comidas, rituais etc...
As crianças leram, interpretaram, fizeram a reescrita, ilustraram:





E hoje fizemos uma oficina de bonecas Abayomi , que significa "Encontro Precioso", ou "O melhor de mim " que é símbolo dessa resistência e conta que as mulheres presas ao navios vindo traficadas para o Brasil , á própria mão, rasgavam suas saias e criavam essas bonecas para acalantar os filhos, 
As crianças ouviram a história confeccionando suas bonecas, e vestindo-as com cores alegres como no livro Esperando a chuva, que também narra a luta de uma mãe a cortar lenha, a fazer o fogo fora da casa, a cuidar da filha que ansiosa aguarda a chuva, que por ali demora a chegar 



Depois de prontas puderam perceber que mesmo usando alguns tecidos iguais todas saem diferentes, e que não existe diferença na hora de dar o melhor de si, se é menino ou menina, as crianças todas fizeram suas bonecas com muito prazer para levar para casa e contar essa bela, real, triste para seus pais,, levando assim, à valorização de nossa cultura Africana e toda contribuição dos negros para nós, podendo assim reconhecer o poder feminino e da tradição cultural.

Olhem o resultado: