segunda-feira, 24 de agosto de 2020

Cuca (Da série: Folclore)












Além do texto com arte da amiga Camila do IG @Contacamilaconta


Recebemos este lindo vídeo por Laurinha lá de Mossoró recitando o poema:




Cantiga da Mãe d'água

Para brincar no Folclore:  Poema  no teatro de sombras.
Meu vídeo é  bem caseiro, mas deixo aqui a sugestão para  fazer com as crianças com os personagens bem enfeitados e ler na apresentação o poema :

Cantiga da Mãe d’água

Na canoa o pescador
Navega  no corpo do rio
Espera com sua rede
Pescar muitos peixinhos.

Vai, vai pescador
Na tua canoa navegar
Mas deixa no fundo do rio
Os peixinhos a brincar.

Mãe d’água e seus filhos
Lá  no fundo a chorar
Tanto peixe fora do rio
A despedir--se de seu lar.

Vai, vai pescador
Nestas águas se banhar
Guarda a rede, por favor,
Para Mãe d’água consolar.

Se for fome que sentes, pescador
O rio alimento proverá
Mas não pegue todos os peixes
Para Mãe d’água confortar.

Canoa segue seu fluxo
No leve e doce balançar
Pescador ouve o pedido
Da Mãe d’água a lamentar.

Essa é a cantiga
Da mãe d’água e seus peixinhos
Só se pesca o necessário,
Cuida das águas do rio!

E  lá vai o pescador
As águas a observar
Doce é a fonte da vida
E dela se deve cuidar.

Paula Belmino


sexta-feira, 21 de agosto de 2020

Saci Pererê (Da série Folclore)


Saci Pererê vive na mata,
É cheio de artimanha.
Fuma cachimbo, tem uma perna só,
É fazedor de façanhas.

Moleque travesso
Usa um gorro vermelho.
Ao fazer setenta e sete anos
Transforma-se em venenoso cogumelo.

Saci Pererê é conhecido
Por incomodar os cavalos
Fazer nó em suas crinas,
E depois, amarrar-lhes os rabos.

Quando se aproxima de casa
Vem pulando num pé só,
Ou dentro de um rodamoinho
Para esconder os óculos da vovó.

Assovia estridente
Assombrando quem cozinha
Queima as panelas no fogo
E choca os ovos da galinha.

Saci Pererê é traquina
Não gosta de caçadores,
Faz se perderem os viajantes
E na floresta causa-lhes horrores.

Para prender o saci
E acabar com a brincadeira
É preciso tirar-lhe o gorro,
Ter garrafa, rolha com cruz e peneira.

Passar a peneira
Por baixo do redemoinho
Fechá-lo na garrafa com a rolha
E por fumo no caminho.

Pelo fumo espanta-se o saci
Na garrafa prende-se apenas um
Mas existem muitos outros soltos
E você já viu algum?
Paula Belmino

A Aluna Alana da Escola Municipal Edmo Pinheiro em Parnamirim-RN recita o poema:


quinta-feira, 20 de agosto de 2020

Poesia no Ar

 

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Telhados


Gosto de ouvir
a primeira gota de luz
pousar de leve
nos telhados:
pouco a pouco
vai pintando o mundo
de azul e dourado.

Acordam os pássaros
de todas as cores,
bem-te-vis, andorinhas ,
sabiás,
e de todas as notas
musicais,
depois acordam os gatos
acariciando os telhados.

Então dia começa
com seu carrossel de ruídos
e eu bebo café com nuvem.
.

Roseana Murray in.Caixinha de música. Ed. Manati
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Hoje é dia de "Poesia no Ar " momento de ouvir poesia na voz dos alunos da rede municipal de ensino com participação também de poemas dos autores tais como: Roseana Murray
Lalau Simões Lalau e Laurabeatriz
José de Castro

Eloí Elisabete Bocheco
Pablo Morenno e outros
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Os poemas serão divulgados na  Rádio Nova Serrana
Às 10h:50 apresentado pelo locutor Ray Santos 

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Ouça através da internet:
https://www.radios.com.br/aovivo/radio-serrana-879-fm/28361

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segunda-feira, 17 de agosto de 2020

Razões para aprofundar







 


N o fim de semana eu e o Paulo Rosa, educador, historiador e escritor batemos um papo sobre literatura e fomento à leitura  na série de lives que ele está realizando com o tema: Razões para aprofundar.


Para quem não assistiu ao vivo deixo aqui o vídeo gravado no canal do Paulo, curte lá, se inscreva e compartilhe