domingo, 22 de outubro de 2017

Há festa no céu pra Ângela Lago







O céu se abre
chama o pássaro azul
seu pouso de luz em festa.
E de lá brilha para sempre,
acena e nos conta histórias
feito estrela a piscar
eterna!

Paula Belmino


A festa no céu é um conto de nosso folclore e foi lindamente ilustrado e escrito por Ângela lago que hoje nos deixou para fazer festa no céu.
Uma estrela que se junta às tantas constelações para brilhar infinitamente. Por ironia do destino esse livro dela foi lido esta semana na escola, hoje a Hadassa minha sobrinha na foto acima, quando soube ficou triste, e ai expliquei que agora a grande mestra contará histórias no céu, e que nós aqui continuaremos vivendo sua vida por meio dos livros.

Descrição da imagem:

Lá no horizonte se põe a
estrela maior pra receber outra estrela 
que seguiu a estrada de flores 
e pintou pra gente a vida em cor.

Paula Belmino


Quando vi a imagem sugestiva do blog Filosofando na vida de Lourdes na brincadeira Poetizando e Encantando vi um caminho de conquistas, um céu aberto para receber aqueles que amamos e deixam aqui saudade, mas ficarão guardados para sempre em nossa memória afetiva através de suas boas obras. No caso de Ãngela Lago deixará nossa memória literária enriquecida, por poemas e contos, ilustrações que nos faz sonhar. Fica para sempre entre nós, pois um escrito não morre, escreve em nosso coração para sempre sua história, faz uma estrada de sonho e poesia que nos leva além da imaginação.

Vá em paz Ângela lago pela estrada celestial e aqui trilharemos pelo caminho dos livros de sua obra a criatividade e a fantasia.

Obras da autora



Alguns Livros de Ângela-Lago
Cena de Rua, Editora RHJ, Belo Horizonte, 1994
Tampinha, Editora Moderna, São Paulo, 1994
A festa no céu, Editora Melhoramentos, São Paulo, 1995
Uma palavra só, Editora Moderna, São Paulo, 1996
Um ano novo danado de bom, Editora Moderna, São Paulo, 1997
A novela da panela, Editora Moderna, São Paulo, 1999
Indo não sei aonde buscar não sei o quê, Editora RHJ, Belo Horizonte, 2000
Sete histórias para sacudir o esqueleto, Companhia das Letrinhas, São Paulo, 2002
A banguelinha, Editora Moderna, São Paulo, 2002
Muito capeta, Companhia das Letrinhas, São Paulo, 2004
A raça perfeita, Ângela Lago e Gisele Lotufo, Editora Projeto, Rio Grande do Sul, 2004
A casa da onça e do bode, Editora Rocco, Rio de Janeiro, 2005
A flauta do tatu, Editora Rocco, Rio de Janeiro, 2005
O bicho folharal, Editora Rocco, Rio de Janeiro, 2005
João felizardo, o rei dos negócios, Cosac-Naif, São Paulo, 2006
Um livro de horas, Editora Scipione, São Paulo, 2008

sexta-feira, 20 de outubro de 2017

Dia do Poeta






Ser poeta
é ter na alma escrito o sentimento
como a sangrar
latejante cicatriz
a condoer-se e  queimar feito chama
o amor imortal.

É  ter na alma as dores todas do mundo
e esvaziar-se de si
para encher-se da poesia
a breve pacificação das guerras
dando vida à esperança.

Ser poeta é ter nas mãos o dom de deixar
 as palavras escreverem o novo
fazendo a paz  no caos
Palavras que fabricam o sonho e alentem
Floresçam na vã dureza dos corações.

Ser poeta
é não ter casa, nem asa, mas voar na imaginação
para encontrar a liberdade na natureza
 e em toda beleza ofuscada
 que os olhos enxergam além
fazendo-se amanhecer  de utopia
em outras galáxias desconhecidas da poesia.


Paula Belmino


Alguns livros e Poetas que a gente ama:


Jardins -Roseana Murray


Meu quintal é maior do que o mundo- Manoel de Barros


Qual é que é? Lalau e Laurabeatriz


                                                         Cantorias de Jardim-Eloí Bocheco


111 poemas para crianças -Sérgio caparelli


O rei descalço -Pablo Morenno



A marreca de Rebeca -José de Castro


A busca de Talita Anne Lieri


Ou isto ou aquilo Cecília Meireles

Além desses que estimamos tem  nomes que moram no nosso coração como os grandes Vinicius de Moraes, , Mário Quintana, Drummond e infinitamente poesia.


Um feliz dia do poeta a todos que vivem a plena poesia!






Deu Zebra no ABC (dica de livro)





Um "abichodário" engraçado, com muita cor para instigar a imaginação assim é o livro: Deu zebra no ABC de Fernando Vilela pela Editora Pulo do Gato, que brinca com o imaginário, instiga a criatividade e a percepção, trabalha a sequencia lógica de forma divertida onde a criança pode atuar como coautora do livro usando as 26 letras do alfabeto para criar outra história com os bichos que aparecem sem nomes e apenas imagens.
O autor e ilustrador aposta na ideia de que a criança possa dar vez e voz aos bichos. Escrito com letra em caixa alta ideal para as crianças em fase de alfabetização, mas uma leitura leve e bem humorada  para brincar em qualquer idade.
Na escola fui lendo e mostrando as páginas as crianças, que iam imaginando quem vinha depois. O engraçado é que de acordo com cada letra no livro aparecem outros bichos que não são citados, e que no final o autor leva bronca da dona coruja,a final tantos bichos ficaram de fora.


Lemos em voz  alta, fizemos lista dos animais, trabalhando a ordem alfabética,ilustraram e criaram seus bichodários onde cada um recebeu um nome de animal e eles precisavam ilustrar e pesquisar sobre ele, hábitos, alimentação, peso, classe, reprodução etc...




E também escreveram um poema ou um texto informativo com as informações sobre os animais, Depois cada um apresentou o seu na grande roda.
Também aproveitamos para trabalhar os verbos por ex: O burro beijava, a naja hipnotizou, o macaco mexeu. Mais muito além de se deter na gramática pudemos brincar e imaginar, criar e amar o livro. A verdadeira leitura sem didáticas.
Ainda com os dados dos pesos dos animais resolvemos situações problemas envolvendo as quatro operações. Por exemplo:

Quanto um chipanzé pesa a mais que um gato?
Quanto pesam 3 hipopótamos juntos?

As crianças se divertiram para valer!

Vejam só:









Assistam e se inscrevam em nosso canal:


Para conhecer e adquirir o livro aproveitem que a loja virtual da Pulo do gato está dando neste mês de outubro 60% de desconto em todo catálogo. Clica na foto!



Autor: Fernando Vilela
ISBN: 978-85-9576-001-1
Páginas: 40
Formato: 21 x 27,5 cm
Cores: 4 x 4
Do que trata o livro:  jogo de palavras, alfabeto, animais, natureza, adivinhação, humor
Gênero: livro ilustrado e narrativa

terça-feira, 17 de outubro de 2017

Aranha Dailili (Dica de Livro)





Um livro é um poço de criatividade.
Um livro é uma ferramenta pra inventar
e se apropriar do novo.
Um livro é um novelo de ideias,
é uma teia que nos dá liberdade de ir onde quiser tecendo os sonhos.
Um livro é a possibilidade do brincar e aventura-se no inimaginável.


Paula Belmino

Quer ver as crianças sorrirem  e ter a total liberdade para brincar, criar, inventar, e imaginar? É ler um livro, mais que ler um livro é deixar que sonhem e brinquem. O livor é um brinquedo feito de letras como bem colocou Rubem Alves e é essa magia que tento levar diariamente pra sala de aula onde as crianças estão se  alfabetizando. Mais que aprender conceitos ou decorar fonemas, as crianças leem por prazer, aliam a leitura literária com a poesia do vivenciar, brincar, criar.
Toda vez que leio um livro faço uso de caras e bocas, de sons, recrio os personagens, dou importância para a releitura das crianças sem esteriótipos
Ontem lemos a historia do livro Aranha Dailili de Leticia de Luciana Savaget com as belas ilustrações de Patrícia Melo pela Editora ZIT

O engraçado que criamos a aranha com recorte e colagem cada um de seu modo, com giz de cera, fazendo olhinhos, boquinha e ai perceberam que numa das ilustrações viam so 6 partas, ai quiseram logo saber se eram 6 ou 8 pares, como se chama as patas e que servem para sentir e injetar veneno.



As crianças puderam compreender que as aranhas são aracnídeos, fizeram a pesquisa sobre a quantidade de patas, descobriram que elas não possuem antenas e como sentem o cheiro, de que se alimentam, mas além de todo conhecimento científico as crianças puderam idealizar no tecer da teia da aranha a poesia do tempo, da criatividade, do gostar de fazer algo.

Aula divertida com pesquisa e criatividade.
As aranhas depois ficaram obre a mesa observando as crianças estudarem e eles levam a fantasia bem á sério. Basta um vento na sala soprar a aranhinha e eles creem que elas querem passear.

Depois de ler elas desenharam e escreveram como viam Dailili, na escola incentivo o reescrever, usando o próprio entendimento do texto








Ainda estaremos estudando sobre os aracnídeos e a Aranha Dailili está no coração das crianças, afinal é uma aranha brincalhona e esperta.
Para conhecer e adquirir o livro:




https://ziteditora.com.br/produto/aranha-dailili/

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Dia Mundial do Pão




Todo dia bem cedinho
o forno quente espalha
o cheiro de pão pelo ar.
Pão de todos os tipos
pra fome saciar.
A gente come antes com o olfato
e enche os olhos de desejo
quer de pão se alimentar.
Pão e café quente
ou o leite pra molhar.
Pão na chapa com pingado
Pão com frios pra se deliciar
pão doce, pão francês,
a gosto do freguês.
Todo dia bem cedinho
a gente vai na padaria
escolher o pão da vez.
Bendito seja o pão 
que alimenta e sacia.
Multiplica Senhor em cada mesa
o nosso pão de cada dia!


Paula Belmino





História do pão



O primeiro registro do pão fermentado data de, aproximadamente, 4 mil anos a.C., quando os egípcios, realizaram a fermentação de uma massa de trigo. O pão era o alimento do povo. Os egípcios amassavam o pão com os pés, utilizando espécies de trigo de qualidade inferior. O trigo de qualidade superior estava reservado para os ricos.
Foram os romanos que espalharam o consumo do pão pela Europa. Era costume fazer-se uma cruz na massa do pão e rezar para que ele crescesse bastante, o que originou um corte que ainda se vê nos pães de hoje. Até à Idade Média o número de pães era uma medida de pagamento.
Para os cristãos o pão é um alimento sagrado: um símbolo do corpo de Deus, da vida e de partilha.