quarta-feira, 31 de maio de 2017

Livros são...




Livros são sementes de doces frutos.
Livro é  alimento
O pão de cada dia
A água que lava a alma
Livro é comida e bebida!



Livros são portas que abrem o paraíso
janelas pro infinito
Livros são sonhos alados
Livros  são livramentos
Benditos!


Livros são caminhos
Livro é imaginação!
Casa, pouso, castelo
Livro é emoção!

Livros são fonte de esperança
Livros são delicadezas e presente
Livros são asas
pra voar e imaginar!


Livro é remédio
Livro é pão
Livro é bebida
Livro é liberdade
Livro é semente na alma
Paz no coração!


Paula Belmino




segunda-feira, 29 de maio de 2017

Chuvinha Pinga Pinga






Plinc plonc
Plonc plinc
Uma cantoria sem fim
Chuvinha fina
lá fora os sapos
coaxam no jardim.

Plinc  plonc
plonc plinc
Um coral de
pingos de chuva
nas flores sedentas que se abrem
trazendo poesia e vida
chuva de fim de tarde!

Plinc Plonc
 Plonc plinc
Chuva a dançar
corre e forma riacho
molha a calçada
banha o mato
deságua entre as pedras
é doce fonte.

Plinc plonc
Plonc Plinc
rala chuva no telhado
doce  melodia
um coral afinado.

Plinc Plonc
Plonc Plinc
Névoa e sereno
pinga pinga 
alegrando o dia
a chuva de prata.

Plonc plinc
Plinc plonc
chuvinha serena
de gota em gota se faz
lagos, rios, riachos
Banhando os dia de paz

Plinc plonc
Plonc plinc
chuvinha molha a terra
germina as sementes
alegra as crianças
a alma também floresce
de fé e esperança.

Paula Belmino


Alice e Sophia usam: Dedeka Homewear
Fotografia de Chagas Lima

sexta-feira, 26 de maio de 2017

Nas Asas do Haicai









E a gente voa 
Vai ao paraíso
quando ver as crianças evoluírem
inspiradas, dispostas
apaixonadas pela leitura
ler, recitar e criar
escritores autônomos
aprendendo a cada dia a voar
nas asas da poesia.

Paula Belmino

Nossa aula com o livro Nas asas do Haicai de Sônia Barros pela Aletria Editora , veio somar e inspirar em nossas produções de texto e vivências poéticas em sala de aula.
Após as crianças lerem o livro A flor e a pipa de Rubem Alves, tivemos oficinas  d epipas e outras práticas brincantes,a escrita não poderia ficar de fora e assim criamos o manual de instrução, brincamos, vivemos a poesia.
 Hoje o livro nos trouxe além do que se podia imaginar, ludicidade, criatividade, aprendizagem e habilidades leitoras e de escrita, pois para as crianças  ao listarem objetos que voavam, apenas citaram aves e insetos, mas não se permitiram ir além, com o livro que fala do sonho, da imaginação, da fofoca e outras coisas que faz voar, eles puderam perceber que poesia não é lógica, não precisa razão e assim com muito estímulo e inspiração criaram seus poemas a partir do comando: Isso voa...

Olhem só que alegria:













Eles puderam compreender  a estrutura de um haicai que é um poema conciso de origem japonesa que tem três versos , não precisa de título e nem rima, e que o primeiro e o terceiro verso têm 5 sílabas poéticas e o 2º  sete sílabas. Claro não os prendi a essa métrica e normas, mas sim ao sentido
e todos se saíram bem em suas produções, juro que eu intervi pouco, e ainda ganhei um presente enorme de um aluno que escreveu que do que voa, a professora voava todo dia na poesia
Confesso: Chorei!!!


Outros que voaram com os livros:






E voamos todos!!!

Para saber mais do livro:


NAS ASAS DO HAICAI

Será que é preciso ter asas pra voar? Neste livro o pequeno leitor vai conhecer o voo inusitado de seres vivos ou inanimados. Cada jeito de voar é apresentado num haicai – uma forma especial de poesia nascida lá no Japão, que consiste em três versos e um número determinado de sílabas. Aqui a premiada autora Sônia Barros faz o retrato de um voo, utilizando como fio condutor o alfabeto. Os versos de Sônia ganham mais emoção com os desenhos de Angela-Lago que são verdadeiras obras de arte. Um dos mais importantes nomes da literatura infantil no mundo, Angela neste livro, inovou mais uma vez: usando a estética de desenhos de criança, quase garatujas, ela nos convida a refletir e sentir os haicais de Sônia.


quinta-feira, 25 de maio de 2017

Costurando a alma





Alinhava o pensamento
borda o sonhos
refaz com linha e agulha cada ponto solto,
e emenda, remenda,as sensações
frustrações.
Corta o que não faz bem
costura com amor os sentimentos bons
Craveja com afinco abotoaduras
que não deixem sair a paz do coração.
Arremata, pinta, enfeita 
com esperança e cor.
Costura noite e dia os sonhos
e prova na alma o vestido das emoções
só deixa no armário o que for bonito e vestir bem
o que não couber e apertar 
desfaz os nós
ou descarta, desapegar faz bem.
Só o vestido que encanta e traz calma
é o que deve vestir a alma.


Paula Belmino


Fotos da Alice por Marion Caruso Fotografia

quarta-feira, 24 de maio de 2017

A Pipa e a Flor de Rubem Alves (sequência didática)













Ler é brincar, já disse o grande mestre Rubem Alves.
"Um livro é um brinquedo feito com letras"
E se sabe é muito importante ler, sério demais pra ser pensada como coisa secundária, pois se tem algo importante na escola em meio à toda sua missão de educar, é o incentivar à leitura e propiciar momentos de aprendizagem lúdicas e contato com livros e variadas fontes de leitura, gêneros, suportes, levando a  criança a interagir por meio da leitura para se divertir, aprender, brincar, saber se informar, e todas as infinidades de  objetivos que os livros têm, além de garantir a aprendizagem significativa e prazerosa.


Recebemos um kit de livros do Instituto Rubem Alves e claro foi uma festa só, as crianças puderam ler em duplas e trios, umas para as outras, em voz alta, silenciosamente, no tapete, ou deitadas, de todas as formas, ler sem tempo, dei-lhes tempo livre para ler e brincar.

Depois escolhemos A pipa e a flor para sequencia didática, trabalhando de forma contextualizada, arte, geometria, matemática, Língua Portuguesa, Valores etc...

As crianças ouviram a história, que nesse livro o autor traz 3 finais possíveis para as crianças escolherem, mas que eu pedi para escrever um final que eles achavam que ficaria bom. Depois de todos fazerem a tarefa ai sim compartilhei o final da história, e eles escolheram o que mais gostava.






Conversamos sobre amizade, sentimentos de benevolência, solidariedade, ciúme, inveja, porfias etc... 
Depois elas fizeram lista de sentimentos e davam o significado de acordo com o que achavam.
Desenharam, pintaram, fizemos dobraduras da pipa e trabalhamos ortografia.

Na aula seguinte houve a apresentação da obra Pipas de Cândido Portinari , elas observaram e depois fizeram suas releituras usando grafite






Além da releitura da obra de Portinari, trabalhamos a forma geométrica plana, a quantidade de linha necessária para confeccionar uma pipa, manual de instrução e criamos uma oficina de pipas que foi um sucesso:




Depois de todo aprendizado foi só brincar e brincar....





E vejam só o quanto essas pequenas crianças já sabem da importância da leitura



Para refletir um pedacinho da história:

A pipa e a flor:

Era uma vez uma pipa de cara risonha que ficou enfeitiçada por uma florzinha maravilhosa. Não conseguindo mais viver sem ela, deu sua linha para a flor segurar. 
A flor, então soltou a linha para a pipa voar bem alto.
Mas a flor, aqui de baixo, percebeu que estava ficando triste. Não, não é que estivesse ficando triste. Estava ficando com raiva. Que injustiça que a pipa pudesse voar tão alto, e ela tivesse de ficar plantada no chão. E teve inveja da pipa. Tinha raiva ao ver a felicidade da pipa, longe dela... Tinha raiva quando via as pipas lá em cima, tagarelando entre si. E a flor, sozinha, deixada de fora. 
_ Se a pipa me amasse de verdade não poderia estar feliz lá em cima longe de mim. Ficaria o tempo todo comigo... 
E a inveja juntou-se ao ciúme. 
Inveja é ficar infeliz vendo as coisas bonitas e boas que os outros têm, e nós não. 
Ciúme é a dor que dá quando a gente imagina a felicidade do outro, sem que a gente esteja com ele. 
E a flor começou a ficar malvada. Ficava emburrada quando a pipa chegava. Exigia explicação de tudo.
E a pipa começou a ter medo de ficar feliz, pois sabia que isto faria a flor sofrer.
E a flor foi aos poucos, encurtando a linha. 
A pipa não mais podia voar. Via, ali do baixinho, de sobre o quintal (esta era toda a distância que a flor lhe permitia voar) as outras pipas, lá de cima... E sua boca foi ficando triste. E percebeu que já não gostava tanto da flor, como no início.

(Rubem Alves, A pipa e a flor. São Paulo


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