sábado, 5 de julho de 2014

Contando Histórias da Casa Grande










Todos que acompanham o Poeia do Bem já sabem que aqui o que publico como editorial de moda vai além de propaganda das marcas parceiras,  é mais que moda e marketing e incentivo ao consumo desenfreado, pelo contrário uso as fotos e seleciono por temas e a partir das ideias que tenho faço uma releitura , vejo além do que elas propõe, fotografo história, escrevo sobre natureza, amor, contos de fadas e o mais que a marca queira passar nas entrelinhas de suas estampas ou na inspiração de sua coleção. Hoje não vai ser diferente, ao fotografar Alice em um cenário cheio de cultura e história que além de aprendizagem remete ás lembranças de nossa infância e é oportunidade para minha Alice aprender mais sobre nossa cultura seridoense e desperta para conhecer mais da cultura do sertão, das gerações que vão deixando marcas, de casas que contam  muitas histórias.
Fomos conhecer a "Casa Grande" casa da antiga e tradicional família Pereira na cidade de Cerro Corá que guarda até hoje muita história e tive o prazer de adentrar e  receber informações sobre a casa e a família por um dos netos dos Pereira a quem agradeçoa  gentileza e o acolhimento em sua casa linda e com tanta história viva pra contar.
Além da tradição da cidade e tanta historia bonita, a cidade de Cerro Corá tem em suas terras a nascente do Rio Potengi, um dos rios mais importantes do Rio Grande do Norte, e recebeu este nome em homenagem ao último momento histórico da Guerra do Paraguai, que ainda estava ávida na memória dos sertanejos potiguares, e talvez por isso, José Pancrácio Madruga, sugeriu o nome de Cerro Corá, quer dizer “serrote do curral” recebeu esta denominação por ser este local onde faleceu a 1º de março de 1870, o ditador Francisco Solano Lopez, do Paraguai. “Sendo o local onde Solano Lopez fora definitivamente derrotado pelas tropas brasileiras na citada guerra. O nome do município que remete a batalha final da guerra do Paraguai, quando na serra de Santana esta comunidade que teimava mudar de nome”, teve este momento escolhido para homenagear os feitos dos soldados brasileiros.
*Fonte http://www.cerrocora.rn.gov.br/portal1/municipio/historia.asp?iIdMun=100124031



Confiram o ensaio e conheçam um pouquinho mais da "Casa Grande da Família Tomás Pereira





 



Abaixo  poesia sobre as memórias da Casa Grande e sua história registrada por um escritor da família da qual aproveitamos a inspiração e neste  ensejo realizamos este belo ensaio.

Reminiscências poéticas de Edson Pereira
"CASA GRANDE"  *

Casa Grande, Casa Grande,
Que hoje tanto me doe,
Pedaço de minha vida,
Da minha infância querida,
Que o tempo não reconstrói

Casa Grande eu me lembro
De minha mãe e meu pai,
De meus irmãos e irmãs,
De doces recordações,
Cujo tempo já se vai.

Casa Grande eu recordo
"Tetê", "Vitô" e "Didita",
De "Zé Preto" e de "Verdura",
Que para mim era aventura
Guiá-lo com tanta dita.

Eu me lembro que meu pai,
De uma de construtor.
Casando a primeira filha
Tu ficaste - maravilha!
Aos olhos do viajor.

Casa Grande, o progresso
Desvirginou tua frente,
Porque teus figos cortaram?
Porque não te conservaram
Para alegria da gente?

Debaixo daqueles figos,
Eu guardo bem na memória,
Vendo meu pai numa rede,
Recostado na parede,
"Pintado" contando estória.

A meninada escutando,
Esperando o seu final,
Em torno de uma bacia
Debulhava com euforia
Produtos de seu quintal.

De dançar, meu pai gostava,
E clareou sua mente,
Com a segunda intenção,
Aumentou no casarão
A sala grande da frente.

Casa Grande, quantas festas
Assisti tão inocente,
A fina flor da cidade,
A nossa sociedade,
Brincava ali docemente.


Eu te deixei Casa Grande,
Á procura de estudo.
Eu via dos olhos meus
Os figos dizendo adeus,
Me deixando quase mudo.

Voltei para gerenciar
A firma do meu irmão.
Encontrei-a quase só,
"Tetê ", "Joana" e "Cocó"
Morando no casarão.

Para ficar majestosa
Foi feito um primeiro andar.
Quantas vezes organizei
Na área que cimentei,
Para te valorizar.

Fizeram na tua frente
Um Museu Municipal,
Amanhã pra nossa glória,
Tu serás a nossa história,
Num museu nacional.

Quando amanhã, Casa Grande,
Me chamarem de saudade,
Peço a Deus que me mande
Residir na Casa Grande
Como espírito de amizade.

Edson Pereira
(créditos ao blog:  Cerro Corá News http://cerrocoranews.blogspot.com.br/2012/04/reminiscencias-poeticas-de-edson.html )

Alice usa
Conjunto saia jeans, blusa e colete em paetê Pakita Modas
Vestido xadrez com laço couro fake Pakita Modas
Sapatilha Pé com Pé Calçados
Acessório Vic &Vicky

7 comentários:

Modinhas da Palloma disse...

Adorei a matérias e as fotos, beijos na Alice

Maria Rosa Sonhos disse...

Uma mistura fina de modernidade e antiguidade. Linda história! Beijo! Renata

Anônimo disse...

Sempre usando a criatividade em seu blog Paula.... muito criativa e lindas fotos ... bj

Vida disse...

Super bacana essa história, as fotos ficarão lindas Alice arrasou no look... bejjinhossss

Vida disse...

Super bacana essa história, as fotos ficarão lindas Alice arrasou no look... bejjinhossss

Anne Lieri disse...

Querida Paula,as fotos estão incriveis! Quem fotografou? Vc mesmo? Estão lindas! E adorei conhecer essa História e a bela poesia que escolheu! bjs e ótima semana,

Kunti/Elza Ghetti Zerbatto disse...

Bom dia Paula!
A postagem está de ótima qualidade e Alice com jeitinho de fada!
Muito legal conhecer um pouquinho mais do nosso país e por poesia melhor ainda.
Vou fazer a resenha e te passo por e-mail,ok?
Uma ótima semana para ti e família.
abração com carinho