domingo, 7 de outubro de 2018

Estrela Distante


Bem longe, 
a voar pelo universo
os olhos buscam 
alcançar uma estrela 
para iluminar a alma vazia
de quem perdeu seu par.

Viaja pelo espaço 
o ser celestial,
anjo das auroras e alvoreceres.
A outra alma, cá na terra
vaga no olhar
em plena escuridão 
como quem procura uma fagulha 
para ao encontrar 
se fazer luz outra vez
na alma desse anjo alado.

Quando o sonho se esvai
a lembrança remanescente
é amarga ferida
é saudade.
E só  quando o anjo se faz aurora
a alma solitária 
recebe o consolo de 
um canto.
Seria anjo
ou pássaro?
Um sussurro, um afago dentro do peito diz:
"- A dor da ausência se ameniza 
na esperança de que as almas se reencontrem 
sob o céu de uma noite estrelada. " 

Paula Belmino 


Hoje meu filho se tivesse nascido vivo faria 14 anos.
Um dia eu e ele nos reencontraremos junto à sua irmã Alice.

Augusto Rômulo  é anjo de luz, de auroras e alvoreceres
é estrela!

2 comentários:

Estação Cigana disse...

Linda e tocante homenagem!

Roselia Bezerra disse...

Boa Tarde, querida amiga Paula!
Uma foto linda de se apreciar com o cunho da maternidade tão feliz brilhando em seu rosto.
Um dia todos se encontrarão e haverá a maior alegria no céu. Eu creio, querida.
Muito bonita homenagem...
Deus a abençoe com sua Alice, agora!
Bjm carinhoso e fraterno de paz e bem