quinta-feira, 2 de agosto de 2018

Mani






Mani nasceu alva

Como flor de Narciso
Como a Via Láctea.
.
Lá da beira do rio
O cacique ouviu:
-Vida longa à Mani!

As andorinhas fazem verões 
Mas Mani viveu
apenas quatro estações.

A aldeia chorou sua morte
E embaixo da Sumaúma a enterraram
E seu corpo todos prantearam.

Seu avô a alma de Mani adorou
Foram tantas lágrimas
que a terra se afofou.

E na sepultura de Mani
Entre contos e lágrimas tantas
Nasceu uma pequena planta.


De rama delgada

Verde esperança
De grande raiz desenterrada.

Cor de canela por fora
Branca por dentro
Era de Mani o sentimento.
.
Matar a fome de seu povo
Ficar para sempre na história
Em farinha, goma, beiju e tapioca.


Tudo que se faz com mandioca!


Paula Belmino com licença de @Eloí Eloí Elisabete Bocheco



Essa é a releitura do poema de Eloí Bochecho no livro : Cobra Norato e outras miragens pela Habilis Press Editora com ilustrações de  Dane D'Angeli Ilustrador
As crianças ouviram a lenda contada como os antigos faziam, depois na versão de genêro poético.


Reescreveram a história, corrigimos o texto coletivamente.

Criaram os fantoches de dedo




Depois foram ler na turma do 1° ano da tia Cláudia Guimarães e contar a história, mostrar os fantoches, brincar e vivenciar a leitura.






Agora com esse novo poema vivenciaremos a história em outras releituras e expressões.Pois  A
gosto só iniciou com muita cultura,  folclore e muita leitura sempre!

Leitura do livro para outra turma


3 comentários:

Rejane Tazza disse...

Lindo trqabalho tendo como mote essa linda lenda da mandioca! beijos, chica

Cidália Ferreira disse...

Boa tarde!
Que beleza de postagem!!

Sonho que me acalenta...

Beijo e um bom fim de semana!

Toninho disse...

Que legal Paula, um belo trabalho na lenda e os meninos com certeza ficaram entusiasmado, emocionados e participativos.
Gostei de ver Mani.
Abraços