terça-feira, 24 de outubro de 2017

Poesia para educar com empatia





E na escola também teve homenagem pra Ângela Lago.
Foi muita emoção e carinho, as crianças já tinham lido A festa no céu, a flauta do tatu, além de ver as ilustrações dela no livro Nas asas do Haicai de Sônia Barros pela Aletria  do qual ganharam rica inspiração para construir seus haicais e desenhos e eu não poderia deixar esse registro em vão.

Falei sobre a morte da autora, ilustradora e grande artista com sensibilidade, mostrando a eles que é preciso amar o terno, as pessoas que nos transforam por meio da literatura e da arte.

Eles também puderam conhecer O bicho folharal da Editora Rocco e brincar com o macaco e a onça cheia de cismas

Infelizmente eu não tinha o livro: O caderno do jardineiro mas levei impresso este poema: 


Árvore Vergada e depois de ler e ouvir várias vezes as crianças interpretaram oralmente o que sentiam, expliquei que não era para escrever o que o autor quer dizer, mas o que eles sentiam, e assim escreveram o que sentiam! 

Enquanto liam e refletiam, internalizavam os sentimentos e desdobravam a expressão na arte de fazer as flores de papel em homenagem à Ângela Lago




É a escrita com funcionalidade com expressão, viva, escrever para dar razão , registrar os momentos e sentimentos, deixar a alma falar.

As crianças falaram e escreveram sobre vida, sobre o tempo que passa, a saudade que ela sentia de si mesma, do colo do de sua infância, que de repente a vida passa e voamos.
O que mais me comoveu foi ler do aluno João: 



"Parecia que ela nos contava histórias aqui na nossa frente e de repente morreu, logo ela era tão querida. "
Compreendi que ele sentiu muita saudade e o medo de nunca mais ouvir as lindas histórias de Ângela, coisa que não deixarei acontecer , pois lerei sempre e sempre com novas releituras sua obra tão rica.




As crianças criaram seus poemas  escreveram nas folhas das flores de papel crepom:

Ângela virou flor!
Ângela Lago do amor!
Ângela voou!
Virou estrela no lago que brota amor.
Ângela é estrela no céu com o anjo Gabriel etc...

Uma festa pra ela sempre eterna.

Ainda vimos a biografia dela, e pudemos em matemática trabalhar a linha de tempo de sua vida, de sua obra.
Mas além de dar conteúdos quis trazer a humanização, a sensibilização, a empatia, para que as crianças possam se colocar na alma do outro, no lugar do outro e
 não construir robôs que saibam apenas calcular e elaborar conceitos, mas  educar para a sensibilidade , a ser mais  humano e apto a se voltar para as dores e alegrias do mundo.

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5 comentários:

Sônia Barros disse...

Que linda homenagem!!! Parabéns! Um abraço e o meu carinho!

Toninho disse...

Emocionante ver como estas crianças se posicionaram e soltaram emoções dos sentimentos diante uma leitura orientada.
Para você Paula deve ser ainda maior, como uma recompensa aos esforços dedicados nesta sua longa vida voltada para a educação e formação de seres capazes de extrair poesia de uma pedra que cai.
Parabéns aos meninos e a você Paula.
Abraços com carinho.

Renata disse...

Ensinar empatia é muito necessário.

Elza Interaminense disse...

Boa noite!
Vim agradecer sua amável visita ao blog da biblioteca na qual sou moderadora. É muito bom iniciar um trabalho na blogsfera e sentir que estamos agradando. Os elogios dos seguidores, o seu tem motivado a continuar. Obrigada de coração.
Desculpe hoje está com uma visitinha rápida, depois de um longo dia de trabalho, faço isso com carinho para lhe agradecer e dizer, muito obrigada!
Abraços da amiga Elza e da colega Lourdes que juntas tentamos acertar com as postagens.

Juliana Pelizzari Rossini disse...

Um jeito maravilhoso de homenagear e não deixar as obras de um autor morrer, é através desse lindo trabalho que vc faz na escola, com as crianças.
Um autor pode morrer, mas suas obras sempre ficam e são espalhadas através da leitura, roda de leituras, trabalhos...
Adorei.
Bjs
Ju