quinta-feira, 17 de maio de 2018

Cantiga de Sapo




Quando é inverno no sertão
os sapos fazem reunião,
tocam tambores,
cantam e celebram a chuva
e com suas cantigas antigas,
trazem alegria e vida.
É quase uma canção de ninar,
ouvir sapo cantar
quando a chuva chega ao sertão
para a esperança plantar.
As sementes adormecidas
na terra  ressequida
logo, como sapos serão:
a saltitar pela terra
esverdeando o sertão

Paula Belmino

Eu jamais faria um poema sobre sapos, pois minha fobia é imensa, mas a poesia tem esse dom de libertar, de fazer a gente aprender a amar e se sentir bem entre a natureza.
Aprendi com Manoel de Barros a ver os sapos e bichinhos do chão como seres de paz, que trazem vida e afeição e a poesia alada para a alma.
Alice está se dedicando a desenhar e fez este sapo para mim, pois sabe de meu medo, e para não desprezar a arte e incentivá-la criei o poema acima, e não é que trouxe chuva para o dia de hoje aqui no sertão? Ela anda a buscar inspiração nos livros , fazendo suas releituras e eu amei este desenho coloridíssimo com as cores vibrantes das canetinhas e lápis de cor da CiS

Deixo uma canção de Manoel  de Barros cantada e tocada por Alice, onde rãs benzem, e enchem o menino de luz, de chuva, de natureza e poesia




Para conhecer material da CiS

http://cis.sertic.com.br/

4 comentários:

✿ chica disse...

Linda cantiga ,desenhos e poesia! beijos, ótimo fds! chica

Kunti/Elza Ghetti Zerbatto disse...

Parabéns pela linda postagem!

Cidália Ferreira disse...

As suas postagem são de Louvar!! Amei

Especial:- Quero a rosa, e teu afago no meu coração. { Poetizando e Encantando}
.
Beijo e um excelente fim de semana.

Toninho disse...

É muito engraçado Paula quando você fala da fobia por sapos e fazer uma linda poesia para eles.Realmente a poesia faz coisas que nem imaginamos. Poesia é mesmo este estar sem estar ou ser sem ser, mas saber esta e ser.
Muito linda Paula e a Alice cada vez mais aprimorada na arte de tocar e cantar.
Uma bela postagem amiga.
Meu terno abraço de paz e luz.