Essa é resenha em forma de poesia do livro: Este é o lobo de Alexandre Rampazo pela Editora DCl que chegou aqui ano passado e faz sucesso entre as crianças. Esta minha turma o encontrou hoje e se emocionaram, compreenderam as entrelinhas, o discurso entre o texto verbal e não verbal, o muito que diz as imagens, a brincadeira no espaço comandado pelo lobo no livro. Foi uma maneira muito boa de incentivar a leitura, com o texto que se repete para ajudar também a alfabetizar, mas além disso, imaginar, desenvolver o raciocínio e a percepção, o pensar sobre valores e o que aprendemos a olhar algo ou alguém, no fundo, sem julgamentos ou impressões, mas sempre mostrando empatia. Após a leitura e toda roda de conversa as crianças escreveram o texto de memória de como o compreenderam, pautando-se no uso da pontuação. Depois foi a hora de fazer a releitura da ilustração também pelo autor do livro e usando lápis grafite dar vida a um lobo feroz, carinhoso, esquisito, o que a alma pedisse.
Olhem só as crianças dando a dica:
O livro Este é o Lobo de Alexandre Rampazo ganhou o Selo Altamente recomendável pela FNLIJ
Sinopse
Eis uma história distinta de todas as atravessadas por
lobos. Aqui não há medo, mas solidão. Alexandre Rampazo sacode, com lindas
imagens e palavras, a rede onde estão, presos a velhos sentidos, personagens
singulares do nosso imaginário, como a Chapeuzinho Vermelho, sua avó e o
caçador, o príncipe, a princesa e os três porquinhos. Ao lado do lobo ou dele
apartadas, elas ganham um inédito significado. Graças, sobretudo, a
sensibilidade de um menino. Um menino que não é senão o próprio Rampazo e todos
nós, leitores, que, por meio de narrativas, re-descobrimos (mesmo em condições
suspeitas) as maravilhas da amizade
Nosso poema e inspirado no livor da Anne Lieri: Circo de Guarda-chuva e neste dia do circo encheu as crianças de imaginação e alegria.
As crianças ouviram a história fizeram a interpretação oral, compreenderam e recontaram umas com ajuda das outras o significado de se brincar inventado, da importância do brincar para o desenvolvimento infantil.
A literatura inclui e contribui para que os direitos de aprender de forma lúdica e eficaz chegue a todos.
Detalhe do circo de Luis com a cadeira de rodas ilustrada, que haja inclusão e espaços abertos para a arte, a poesia, a música para todos!
Depois listaram em ordem alfabética o que tem no circo, ilustraram a história, e criaram a partir da forma plana um sólido geométrico cone e com ele um circo colorido e inventado, sempre contextualizando as disciplinas e os conteúdos coma literatura e a magia do brincar e do expressar sentimentos e sensações a partir da arte, poesia, etc...
Após o recreio se apresentaram com poemas , cantigas e viram outras turmas ler e apresentar atividades alusivas ao circo , deixando que essa troca seja colaborativa para o aprender E mais um poema de minha autoria para comemorar o dia do circo que foi recitado pela professora
Dia de Circo
Hoje tem palhaçada?
Tem sim senhor!
Hoje tem marmelada?
Tem sim senhor!
Tem alegria, tem energia,
Tem gargalhada e muita folia!
Hoje tem pirueta?
Cambalhota e mariola?
Tem sim senhor!
Tem muita risada,
Tem música e tambor,
Palhaço engraçado fazendo o show!
Hoje tem perna –de-pau?
Tem sim senhor!
Hoje tem bailarina?
Tem sim senhor!
Deixe a dança e a música
tomar conta de ti,
Voltar à infância
e no circo dos sonhos
Pular e chorar de rir.
Hoje tem festejo!
Hoje tem muita cor!
Piruetas sob a lona
do circo de interior.
Trapezistas e malabaristas
fazendo arte
Mágico trazendo vida
e graça por toda parte.
Hoje tem espetáculo?
Tem sim senhor!
Começa em poucos instantes
o show da alegria.
No circo a vida se faz magia!
Hoje tem felicidade?
Tem sim senhor!
No circo a alma do homem
é sorriso e amor!
Paula Belmino
Vejam o vídeo das crianças e a compreensão da história de Anne Lieri e com muito carinho para o ilustrador Carlos Klein que é palhaço e fez toda a arte para este livro lindo, e aniversariou ontem e queremos mandar nossa homenagem
No colo do Palhaço cartuchinho a minha pequena Alice
Nossa homenagem ao palhaço Cartuchinho e a todos os circenses também está na Revista De Ouro
Um sonho, uma visagem, um pedido urgente pela água que
demora cair do céu e um menino,
O guardião da chuva que surge como um milagre a amparar a fé dos quase desfalecidos
pela falta d' água. Um menino que ultrapassa seus limites pela fé, trazendo bonança e água para
lavar a terra e a alma. Seria uma profecia?
A oração de tantos atendida?
Um anjo?
Assim em meio à poesia e encantamento chega o Guardião da Chuva, livro de Dailza Ribeiro para nos encantar.
Assim é a história de Miguel, no livro O guardião da chuva de Dailza Ribeiro, com ilustrações de André Flauzino pela Editora Bambolê que já contei várias vezes aqui , mas é impossível deixar essa história esquecida, ela é parte de nós como o sangue, e o suor, a lágrima e a água que nos banha e faz viver. É gota de esperança, Hoje foi o dia dessa história na escola, como podem ver estamos trabalhando o tema água e sempre faço o possível para introduzir os livros de literatura que façam as crianças vivenciar, refletir, se tornar consciente participando, bem além de aprender conceitos e ficar no blá blá blá, elas vão formando seus conceitos e suas atitudes, mudando ações e aprendendo para a vida. Após a leitura e toda a roda de conversa em torno do assunto fiz um ditado com algumas palavras do texto e a partir delas as crianças reescreveriam a história, pois sempre incentivo o escrever o ler e reler, para que avancem e assim possar corrigir erros de ortografia e gramática, ler com entonação e brincar com as palavras.
Após a reescrita e ilustração foi hora de encenar e dar vida aos personagens e pensar como as pessoas se comportam depois da chuva , para isso contextualizamos com canção e poesia de Mário Quintana: Canção da garoa, musicada pelo Crianceiras
As crianças interpretaram nas entrelinhas e houve mais que participação, mas inclusão, respeito ás diferenças e amor pela poesia.
Destaque para a encenação das crianças. Vejam o vídeo e deixem lá no Youtube o like de vocês:
Adelaide é uma canguru diferente, ela nasceu com asas. Essa é a personagem principal do livor de Tomi Ungerer com tradução de Ronaldo Simões Coelho pela Aletria editora acaba de ser lançado e já voou aqui pro RN encantando a Alice e os primos Amós e Hadassa que é apaixonada por cangurus.
Na escola o livro fez a criançada se esbaldar de alegria, brincaram de conhecer algumas curiosidades da França, já que na história Adelaide vai voar para lá e conhecer museus e monumentos, a torre Eiffel por exemplo e a catedral de Notre-Dame em Paris.
Iniciei a aula querendo saber deles o que já conheciam sobre os cangurus, classe, alimentação, uma vez que já estudamos os animais, mesmo assim sempre estamos rememorando e aprendendo juntos.
Depois sobre a França como se fala, algumas saudações por exemplo.
O aluno Paulo logo disse que se diz Merci em francês para se dizer obrigado.
Daí fomos falar sobre o autor consagrado um dos mais influentes do mundo na literatura infantil e premiado pelo prêmio Hans Cristian Andersen, um dos maiores prêmios da literatura infantil.
Li uma vez o texto, fizemos a roda de conversa sobre a personagem principal, suas características, os valores da família dela, o amor, o quanto é importante a gente estar em família. Uma roda de conversa que visa por meio da literatura a aproximação de pais e responsáveis, de ser cada vez mais unido, de amar os amigos e respeitar suas diferenças, aceitação e inclusão.
Depois da primeira leitura chamo as crianças para ler a três, em duplas, quartetos, por agrupamentos produtivos para que lendo em voz alta ajustem a pauta sonora, tirem dúvidas sobre fonemas e grafemas, para ler sem medo de errar e se apoiar nos outros para uma leitura fluente.
Enquanto isso os demais vão recontando suas histórias transformando em histórias em quadrinhos, onde estimulo o uso das características como os diálogos, ainda não o fazem por completo, mas conhecem o gênero, suas características e importância.
Minha sala de aula parece um circuito literário: Uns leem, outros desenham, outros que terminam primeiro podem ajudar os colegar, montar os jogos, ler de novo, até todos estarem prontos, e a gente recontar e avaliar o que estudou naquele dia.
As crianças recriaram assim suas histórias
Adelaide, a canguru voadora
Adelaide nasceu diferente de todos de sua família, tinha asas, erra apaixonada por tudo que voava e sonhava conhecer o mundo.
Quando cresceu se despediu de seus pais e acompanhou um avião que passava, o piloto se admirou. Adelaide logo fez amizade e quando cansava deitava-se sob a asa do avião.
Com seu amigo Piloto ela conheceu muitos lugares do mundo. Foi até a Índia, conheceu um rico marajá
Depois seguiu viagem até à França, lá resolveu aterrizar e conhecer museus, monumentos, os lugares mais interessantes
Adelaide não sabia das regras da sociedade, que precisava de dinheiro para por exemplo pagar um táxi e quando foi cobrada ficou bem envergonhada. Nessa ocasião conheceu o Monseur Marius, um homem muito gentil com quem logo fez amizade. Monseur Marius lhe mostrou pontos históricos de Paris como a torre Eiffel, a Catedral de Notre-Dame, entre outros lugares e passeios divertidos.
Adelaide na França se tornou artista, e uma salvadora de crianças
Adelaide era feliz, realizava seus desejos, mas algo lhe faltava ,ela queria conhecer um canguru como ela.
E assim Adelaide percebeu que as asas lhe foram úteis para realizar seus sonhos.
Um lindo livro que não vou dar spoiler para contar o final pra não tirar a graça da história, mas que garanto foi ricamente aproveitado pelas crianças.
Além de todas as atividades contextualizando as disciplinas as crianças usaram o Tangram, um jogo de origem japonesa, para montar as personagens e cenário da história usando as formas geométricas
Assistam a interação das crianças com a história:
Para saber mais sobre o autor Tomi Ungerer que ontem fez 86 anos e comprar o livor com desconto especial de lançamento aproveitem e visitem o site da Aletria
Jean-Thomas Ungerer, mais conhecido como Tomi, nasce na
cidade francesa de Estrasburgo, região da Alsácia, no dia 28 de Novembro. Filho
de Alice e Theodore, Tomi tinha três irmãos: Bernard, Edith e Vivette.
Com uma infindável lista de prêmios, dentre eles o Hans
Christian Andersen, maior premiação da literatura infantil mundial, Tomi
Ungerer tem nada mais nada menos que um museu fundado pelo governo francês em
sua homenagem, o Tomi Ungerer Museum. Seu museu, localizado em
Strasbourg, foi escolhido pelo conselho de Arquitetura da Europa como um dos
“Top 10” museus europeus. Tamanha é a importância do autor e ilustrador, que
o Tomi Ungerer Museum foi o primeiro museu público na história da
França a homenagear uma personalidade ainda viva.