domingo, 14 de julho de 2019

Como grão de areia




Cansada de relutar

contra o vento,
contra as ondas do mar,
pousa na areia.
Se firma, se funde,
germina leveza
nas asas,
 ainda mesmo feridas.
E como quem sonha,
descansa.
É mais um na imensidão.
Deitou na areia
 o voo breve
e transformou-se em grão.


Paula Belmino

É preciso aprender  mais que ver olhar, saber ver, transver o mundo como disse o poeta Manoel de Barros.
Estávamos na semana com a família na praia, e lá de repente vi, não uma mais duas borboletas feridas, findando a vida na praia, e aprendi com elas esta bela lição, todos somos grãos de areia, partimos, descansamos, nos transformamos.
Esta é minha participação para o Poetizando e Encantando do blog da Lourdes Filosofando na Vida

Escolhi a imagem abaixo




A vida é passageira, é como uma borboleta de asas leves, saibamos aproveitar!


Deixo uma canção que reflete a temática

domingo, 7 de julho de 2019

Manhã Literária na Escola Mun. Arnaldo Monteiro Bezerra





A literatura tem poder de transformar, humanizar, sensibilizar.
É de grande importância plantar poesia na escola, bem ali no chão, alicerçadas, as sementes de afeto e cura, que decerto germinarão e crescerão no coração das crianças e farão com que elas se expressem, se emocionem, se completem, aprendendo, desenvolvendo as habilidades necessárias para ser um humano melhor. 


A Escola Municipal Arnaldo Monteiro Bezerra da cidade de Natal-RN trabalhou meu livro A Menina que sabe chover Editora InVerso de forma lúdica, e as crianças puderam vivenciar, brincar, cantar, dançar, sentir, expressar.Após o trabalho com a literatura o livro ainda foi inspiração para o projeto Junino Literário e eu fui convidada para uma manhã literária de entrevista




Vi hoje o trabalho fantástico da biblioteca , mas não só na biblioteca, mas toda a escola foi envolvida neste trabalho de incentivo à leitura: professores, coordenadores, gestores, apoio, pais e alunos envolvidos na poesia que canta o sertão, a chuva, a esperança de ver tudo germinar, como minha poesia. Um cenário lindo com releitura da ilustração de meu Livro feita por Francisco Daniel.








Vi crianças emocionadas, chorando pra me entrevistar, abraçar querendo fazer um poema pra mim, e também receber um autógrafo.
A Escola é pública, é de todos, e não deixou aquém o imaginário e toda eloquência da leitura, para formar cidadãos críticos e leitores com prazer, ávidos por educação e respeito à natureza, com olhar atento para ela.
A professora de artes dançou com as crianças, elas estão ensaiando meu poema chuva no sertão pra festa junina da escola. Outros criaram coreografias, leram, cantaram, se expressaram, entrevistaram, aplaudiram.
Agradeço a acolhida de toda escola, em especialmente à Lenira Gurgel e Francinete que são mediadoras de leitura e fizeram esta ponte. 

                                                  Eu e Lenira
                                          Eu e Francinete

A cada professor meu muito obrigada pela homenagem. Foi um prazer conhecer de uma escola que é pura poesia. 





Sai dali emocionada e de alma lavada por esta chuva de poesia. 

Vejam mais da beça manhã maravilhosa literária na Escola Municipal Arnaldo Monteiro Bezerra em Natal /RN

Cantando com os alunos o Poema: Chuva no Sertão do livro A Menina Que Sabe Chover



Coreografia feita pelos alunos para apresentação na Festa Junina




E aos amigos leitores deixo o link aqui para adquirir meu livro no site da Editora Inverso

https://www.editorainverso.com.br/pagina-de-produto/a-menina-que-sabe-chover o livro também está à venda nos sites Americanas, Submarino, Magazine Luísa, Amazon, Extra entre outros.

Agradecer




Aos céus se ergue
estendidos braços,
humildes,
os galhos

envoltos de flor.
Pintam o azul celeste
de rosa e verde, de amor. 
cresce, floresce,
celebra a vida
em alto azul
O jasmim manga rosa
pincela o céu 
como quem clama
a vida colorida
para não perder a esperança. 
Agradece a flor rosa ao céu 
que dele a  busca a paz 
nunca se cansa.
.
Paula Belmino 


Este vai para cada um que sabe mais que ver, olhar , transver e a natureza perceber como exemplo de simplicidade para nós. 
Em especial o post vai para a amiga Chica do Céus e Palavras, que me ensinou a sempre olhar os céus

quarta-feira, 3 de julho de 2019

Flor da Paz



Floresce miúda 
do nada,
A flor branca delicada
Sem fazer alardes,
Em qualquer que seja a estação 
de orvalho molhada,
Terna e inexplicável.
A flor da paz
Brota feito 
uma borboleta
de asas brancas
Entre as folhas pousada
E faz nascer a primavera
Onde ninguém nela apostava.
A paz é essa a miúda flor
cândida e pálida.
Um sopro de vento 
E tudo se acaba!
Vivamos a beleza da erva,
em tempo,
a flor em nós plantada
A paz, esta flor alva.


Paula Belmino 

segunda-feira, 24 de junho de 2019

A lua por testemunha



A lua a tudo observa
e enxerga,
nas entranhas escondido,
este choro dolorido,
que sufoca
na dor , este amor perdido.
A lua por tudo se compadece
sente saudade quando éramos nós,
outrora extasiados
boca a boca, o respiro único, 
nós dois numa a vida
à luz , de nosso amor.
A lua sonha por nós
e vaga no tempo, no espaço
infinitamente demasiada
 de uma paixão antiga e esquecida.
A lua se põe em nosso lugar:
só brilha sob à luz do sol,
sem ele, é  noite,  é véu
escuridão.
A lua na solidão desaparece
é alma amargurada
de saudade 
feito esta alma aqui, 
na penumbra
deste amor de mil faces
antes pleno, hoje vazio.

Paula Belmino



Esta é minha participação na Blogagem Coletiva do blog da Lourdes
que se chama Poetizando e  Encantando, a brincadeira consiste em escolher uma das imagens sugeridas pelo blog Filosofando na Vida e dar asas á criatividade.
escolhi esta da lua e deixo esta espetacular testemunha de amores e sonhos, de dores e lagrimas falar na minha alma.




Participe você também!

domingo, 23 de junho de 2019

Ser mãe me deu sentido pra viver


Antes de ser mãe de Alice, perdi um filho,e quase perdi a razão de viver, mas lutei, fui sobrevivendo ao luto dia após dia, e como já contei aqui, quando achei que tudo ia passar, eu sofri um acidente que me impossibilitou de andar, de ser mãe, devido as sequelas, mas por teimosia engravidei, um milagre, o sonho de fazer real o desejo de ser mãe.
Ao ver a Alice , seus olhos me deram motivo para viver, para tentar ser melhor.
Tudo que eu faço é por ela, minha vida, meu trabalho, minha poesia.

Ser mãe me ensina a cada dia a ser mais paciente, a superar meus limites físicos e psicológicos. Quando me descobri mãe, esqueci meus problemas, meus medos, mesmo cheia deles, tentando ser mais confiante, sabendo da fragilidade de meu coração, de minha mente intranquila e cheia de traumas.




Ser mãe me faz evoluir, crescer, absorver conceitos e reinventar-me, tomar partido e posição, me colocar à frente de meu tempo, do espaço em que vivo para ser abraço, olhar, sorriso, palavra .
Com isto não digo que sou uma mãe excelente, pelo contrário, erro muito, por vezes magoo, mas eis ai a dualidade de ser mãe, bicho errante, que mais aprende com o filho, e pede perdão, sabendo não não ser heroína, e sim uma eterna aprendiz.


Ao ser mãe ficou para trás meus desejos de juventude, que demonizavam meu espírito, sempre à procura de um amor inventado na minha memória, e s[o quando mãe  percebi que ao nascer a Alice, o amor verdadeiro estava em mim,  pulsando agora fora de meu coração. Um amor para vida inteira, que me fez deixar o luto, a lágrima, a saudade de um filho morto,
para ser mãe de um anjo que  agora pousa a mão em minha mão, um beijo em minha face, o brilho de seus olhos nos meus. Ao ser mãe eu renasci, ressuscitei de dentro para fora.

Paula Belmino



Esta é minha participação na Blogagem Coletiva  Projeto: Na Casa Da Vizinha – Blogagem Coletiva uma iniciativa de Cris Philene e Tê Nolasco

quinta-feira, 13 de junho de 2019

Um brinde ao amor




Há um tintilar de taças,
lá fora todos celebram o amor,
cá dentro,
a alma embriaga-se nas lembranças
da paixão indolente,
outrora flamejante
a queimar o corpo,
o torpor, indecente,
suando as mãos,
trêmulas de desejo
pelo teu corpo
agora sagrado, 
intocável.

Há um sonho, um desejo
de que o tempo volte
e ofereça o beijo
com sabor de pecado
que nunca se desmanchou
nem perdeu-se e meu hálito. 
Este amor sorrateiro
se abateu em mim
e nunca mais se despediu
ainda que a vida siga e
o tempo voe...

Há um louco anseio
de olhar dentro de teus olhos
e poder libertar a minha alma
 engaiolada
dentro da tua.
Minha vida caminha a te buscar
presa em teu olhar,
como se pudesse,
ao sentir teu cheiro
e sob o brilho de tua face,
a minh'alma
voltasse a ser quem  era.

Há, apenas, saudade,
enamorados sob à lua
ternas confissões, 
lembranças dos
corpos lado a lado
abraçados,
cansados, ritmados
em  frenesi.
este amor paixão despedido há tempos
mas que inda mora 
nestas lembranças dentro de mim.


Paula Belmino


Esta é minha participação no Poetizando e  Encantando do blog Filosofando na Vida