terça-feira, 11 de maio de 2021

Lançamento

 


Neste sábado dia 15 de Maio acontece o lançamento do meu livro Bichonário Poético com ilustrações de Laura Mocellin e publicação da CJA Editora 


O lançamento acontece na V Jornada Potiguar de Leitura e Educação Evento  organizado pela Casa das Palavras 


O livro já está em pré venda e custa apenas R$ 38 reais com frete grátis para todo o Brasil.


Para comprar  https://editoracja.lojaintegrada.com.br/bichonario-poetico

domingo, 9 de maio de 2021

Toda mulher é mãe maravilha




Ainda  criança,  nos tempos da TV  compartilhada com os muitos vizinhos, eu e minhas irmãs  saíamos  de casa para passar o dia  na casa da avó,  e enquanto a mãe  ia trabalhar podíamos  ver  televisão na casa das vizinhas.  She-Ra , mulher maravilha e outras heroínas que amávamos.  

Eu sonhava ter perto de mim   uma heroína como a Mulher Maravilha,  saída  dos quadrinhos ou da TV para me socorrer quando   ia brincar no quintal, eu e as crianças  da redondeza e pensávamos  que uma árvore qualquer fosse um prédio onde a gente pudesse fugir do gato do mato, do lobisomem, da alma penada. As amigas maiores subiam os galhos mais altos,  e me amedrontavam dizendo que por estar no tronco da árvore  o bicho ia me pegar. Era na hora do terror, que a mulher maravilha aparecia:

- Mãe , vem me socorrer?

A mãe mesmo não vinha,  mas chegavam a avó  ou a tia.

E  cada uma cuidava de mim com carinho  dando  banho, fazendo cafuné,  uma  espécie de água  com açúcar  para aliviar  o ardor da pimenta nas mãos e na boca. Artimanha  que as amigas mais velhas pregavam na hora  do cozinhar inventado. 

Mãe é  a presença heroica  sempre ali na infância, uma espécie de salvadora, de fada madrinha, da mão   cuidadosa a alimentar minha infância. Às  vezes na face da avó  servindo  café com manteiga  pra aliviar as dores de garganta, e um pedaço de queijo que estava  guardado  enterrado na farinha, ou o olho de peixe  com o caldo, o feijão machucado. A avó, mãe  duas  vezes  alimentava o corpo ou a alma, as memórias  quando  contava   histórias e catava piolhos. 

A mãe heroína,  mulher maravilha não estava nas telas, estava sempre ao fogão,  ou com o terço  na mão  ensinando  o sinal  da cruz,  o Creio em Deus  pai.

Se a avó  saía de cena, a tia estava ali, a cuidar dos  banhos  mornos, a brincar no quintal,  fazendo balanço,  plantando  coentro e cebolinha e dando  muitas  risadas,  tornando  a infância lúdica e perfumada. 

A figura materna era sempre bem representada, já que saia cedo pra cuidar de outras crianças  na escola,  mãe  educadora  , dois a três  turnos ensinando  o bê-á-bá , as primeiras lembranças  e se tornando eterna na mente  das crianças que logo se alfabetizavam, enquanto eu aguardava  a mãe  maravilha me salvar  no quintal da vizinha das traquinagens das amigas.

À  noite a mãe  voltava, fazia macarrão com molho de  cebola, um ovo estalado, ou em tempos melhores,  nos servia qualhada,  enquanto mexia mingau de chá para matar a fome do filho menor pois  a meia garrafa de leite não era suficiente para as muitas mamadas da noite.

Nas noites de inverno, nossa mãe  nos colocava em roda em cima da cama, cantava, e contava histórias sob o som da chuva  no telhado e das goteiras que caiam nas vasilhas. Mas se  o trovão bravejasse, a gente  fazia silêncio, e o jantar era adiado. 

-Ninguém come quando tá  relampejando. -Dizia  o pai embrulhado  numa rede na sala.

A figura materna virava a mulher  maravilha da vez,  nos  guardando  dos perigos dos raios, com suas orações à  Santa Bárbara. 

Apagavam-se as luzes 

E sob a  luz de velas,  cobria com as cobertas esgarçadas,  todas as três  filhas num colchão de chita ensacado com algodão, assim como aos  meninos, embalando numa rede.

A hora de dormir tinha um ritual com cara de mãe:  Um copo d'água para não sentir sede,  senão o anjo guardador caía dentro do pote, mesmo  quando  a gente sabia que acordaria com sede e lhe chamaria para trazer água, sentindo  muito medo de que na  hora da mãe  ir pegar a água, achasse  o anjo afogado. A mãe  vinha com dois copos na mão  passando  a água de um  para o outro, quase a nos matar de sede. Era preciso antes de nos dar de beber  acordar  a mãe  d'água, pedir-lhe licença, já  que também dormia.  E só  ai   nos saciar.  

 Uma oração final e um boa noite, e os olhos pesavam vendo  a sombra da mãe  na parede, feito mulher maravilha a nos  guardar de todos os fantasmas soltos no quarto. Dormíamos felizes, fosse com a barriga vazia ou cheia, e sonhávamos os sonhos mais lindos onde a mãe  seria fada, rainha, heroína. 

E não entendíamos que todos os dias a avó,  a tia, e a mãe  eram mulheres maravilhas de verdade, pois matavam um leão por dia,  enfrentavam seus fantasmas e  os muitos inimigos da vida.


Paula Belmino

quinta-feira, 6 de maio de 2021

Amor de asa. Homenagem ás mães




Amor de asa- Passarinho

 

Aninha os filhotinhos

Com amor e proteção

A mãe passarinho

Cria os filhos com afeição.

 

Ensina a reverenciar a vida

Bem cedinho a cantar

Saúda o sol, asas abertas

Diz bom dia a quem passar.

 

Sai em busca de alimento

Acolhe a todos com amor

Um besourinho, uma flor cheirosa

Para o pequeno beija-flor.

 

E no tempo certo

Ensina-lhe a liberdade

Voar pela natureza, de flor em flor

É sinal de amizade

 

É aconchego a sua asa

Estar junto é felicidade.

Quando, porém, parte o passarinho,

Longe do ninho é saudade.

 

Colo de mãe é abrigo,

Amor primeiro, é sua asa,

Coração de mãe é porto seguro

Seu abraço é nossa casa.

 

Paula Belmino



 Elaborei uma série de poemas com o tema  "Amor de asa" em homenagem às mães.





segunda-feira, 19 de abril de 2021

Boneca Emília

 




Uma boneca de pano,
De macela recheada,
Olhos de retrós preto,
Por Tia Nastácia criada.

Assim se deu vida,
À espevitada Emília
Para brincar com Narizinho
E ser parte da família.

No Sítio do Picapau Amarelo
Onde tudo é magia,
Narizinho viaja ao mundo encantado,
Emília lhe faz companhia.

Emília, no entanto, é muda,
Não consegue se expressar,
Até que o senhor Caramujo,
Uma pílula falante lhe dar.

Muitas palavras já usa,
Agora Emília é faladeira,
Filósofa, resmungona, matraca,
Inventando mil asneiras.

Mesmo falante e pensante,
Narizinho lhe coloca no bolso,
Quando Emília tem uma ideia,
Causa no sítio alvoroço.

Troca os nomes das coisas
Escreve suas memórias,
Ajudada por Visconde,
Inventa muitas histórias.

Diz que a vida é um pisca-pisca
A gente pisca, acorda pisca, dorme
Depois pisca uma última vez,
Morre  e vira hipótese.

Emília tem vida própria
E é muita viajada
Da via láctea trouxe flor
E um anjo de asa quebrada.

Emília é inteligente.
É sua a grande invenção:
Criar um livro comestível,
Um livro para a boa digestão.

Lê o livro e depois come,
Quem não lê, também come o Livro-Pão
Para Emília o livro é alimento
Com gosto de sopa, tempero ou feijão.

Emília, a boneca de retalhos
É sonhadora e independente
Criada com muito carinho
Para viver na alma da gente.


Paula Belmino

Vejam a pequena Alana recitar o poema com grande maestria.


https://www.youtube.com/watch?v=bgMPEmHX7P0&t=49s

sexta-feira, 16 de abril de 2021

Quem vive no sítio do Picapau Amarelo?












Quem vive no Sítio do Picapau Amarelo?

 

É um lugar bem divertido

O Sítio do Picapau Amarelo

Onde se vive aventuras

Um lugar calmo e belo.

 

Lá tem pomar, jardim e rio,

e bichos falantes no quintal,

mitos e animais fantásticos

lá mora uma família especial.

 

No Sítio vive a Dona Benta,

a vovó contadora de historias.

Tio Barnabé e Pedrinho

O Burro, Rabicó e o Visconde de Sabugosa.

 

Tem a tia Nastácia

No fogão a cozinhar

Bolinhos de polvilho e de chuva

Para a criançada experimentar.

 

Das mãos de Tia Nastácia

Nasceu a sapeca Emília,

Uma boneca de pano

Melhor amiga de Narizinho.

 

A boneca espevitada

Vive a arquitetar mil planos

Tomou uma pílula falante

E agora fala pelos cantos.

 

Ali também vivem o Saci e a Caipora,

Protetores da natureza,

E a personagem chamada Cuca

Uma bruxa cheia de esperteza.

 

No seu caldeirão a jacaré

Mexe, mexe devagarzinho

Magia para enganar Emília ou Visconde,

Pedrinho e Narizinho.

 

No sítio tem mil histórias

O Sítio é um mundo encantado

Segredos e mistérios do Sítio do Picapau Amarelo

Foram escritos por Monteiro Lobato.

 

Paula Belmino


E estamos com um projeto de intercambio literário entre as cidades de Lagoa Nova, Parnamirim e São José de Mipibu, no RN com o objetivo de ler a obra de Monteiro Lobato e vivenciarmos o campo artístico com vistas a desenvolver habilidade cognitivas e socioemocionais.



conheçam algumas ações


Entrevista no Rádio

Equipe da Secretaria Municipal de Educação




Secretária municipal de educação lê um trecho da obra


Intercâmbio com a professora Francisca de Assis de Parnamirim, aluna Ala , sua mãe Diana e a professora Rozineide Dantas do Centro Evilásio Luiz Victor


Professoras Vitória Lopes e Josefa da escola Municipal Francisco Jerônimo de Medeiros


Alunos de Lagoa Nova e Parnamirim e famílias


Professoras Maria José Garcia, Joselita, Josiane Darc e Salete Galdino da Unidade de Educação Infantil Maria de Lourdes Medeiros


Professores Luciano Pereira , Francisco da Escola João XXIII


Alunos das escolas de Lagoa Nova


Professores da Escola Municipal Cicero Romão de Souza





No site Papo Cultura


Pessoas e livros

Nessa perspectiva, a Prefeitura Municipal de Lagoa Nova, através da sua Secretaria de Educação (Projeto Ciranda Literária), se une à Escola Municipal Edmo Pinheiro, da cidade de Parnamirim, ramificação do Projeto Rio de Leitura, e iniciam o projeto de intercâmbio literário  “Leitura Virtual: Leia de lá que eu leio de cá”, com objetivo de que os alunos possam ler virtualmente a obra de Monteiro Lobato e outras obras posteriormente, e aprenderem juntos a cidadania, com o lema do próprio escritor: “Um país se faz com homens e livros.”.

Como disse o autor, que desejava escrever livros onde as crianças pudessem morar, os dois projetos de formação de leitores se unem para realizar ações  e trocas de experiências como saraus virtuais, recitais no rádio, recontos da obra, leitura dos livros do sítio do picapau amarelo, lives, leituras em famílias e etc…

Poesia em lives

Em Lagoa Nova o projeto será desenvolvido pela salas de leitura e bibliotecas escolares e é coordenado pela poeta Paula Belmino, que também escreveu uma série de poemas inspirados na obra do homenageado. Além de leitura acontecerá uma live com apresentação dos alunos dos municípios envolvidos no projeto.

Já em Parnamirim a mediação fica a cargo de Francisca de Assis e Ana Raquel. Em São José de Mipibu as mediadoras são Ladiara Urbano e Miriam Batista.

Leiam na integra

domingo, 4 de abril de 2021

Promessa




Era domingo
Um silêncio  infindo
A dor em cada  coração 
Parecia perdida a  salvação . 

Era domingo, e
As mulheres ainda choravam
o sepulcro visitaram
Para adorar o corpo santo

Mas um anjo apareceu
E logo lhes respondeu 
O que buscam aqui?
Já  não é morto,  reviveu!

A tristeza se fez alegria 
A dor se fez calmaria
Toda lágrima silenciou.
E ao povo lembrou:

Era domingo...
E  muito forte é o  amor
Rompeu as trevas, 
Venceu  a morte

Cumpriu  a promessa, 
Se fez felicidade
Jesus ressuscitou!

Paula Belmino

terça-feira, 30 de março de 2021

Coelhinhos na Coleção Dedeka

 




Segredos do Coelhinho


Coelhinho da Páscoa, que trazes pra mim?

Amor, alegria, amizade enfim!

Coelhinho da páscoa que cor é o amor?

Rosa, vermelho, branco furta cor!


Coelhinho da páscoa qual melhor presente?

Brincar, abraçar e estar sempre contente

Coelhinho da páscoa que será do futuro?

O futuro é agora, é a esperança do mundo.


Coelhinho da páscoa qual segredo da felicidade?

Afeto, poesia, alegria e bondade,

Coelhinho da páscoa como é ser feliz?

É amar, cuidar e escrever com papel e giz!


Paula Belmino






Quem mais aí ama fantasia de coelhinho?

Com proposta para brincar sem sair de casa, agasalhar, criar vínculos e memórias afetivas nas crianças a Dedeka traz a linha coelhinhos com peças como pantufas e toucas com orelhinhas, além de casacos, macacão, pijamas com rabinho feito em fleece, material quentinho e confortável como o pelo de um coelhinho e com a vantagem do double face , que traz a vantagem de usar dos dois lados nas cores marfim e conza, sendo uma parte apeluciada e outra sedosa.


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