quarta-feira, 19 de setembro de 2018

Para Cobrir-te de Flores



Cubro-te de flores criança,
da beleza do meu amor,
cubro-te de hibiscos coloridos
para pintar teus cabelos negros,
e encher tua vida de cor.
Cubro-te de flores menina,
e de perfume banho tua alma
incenso a eternizar
nossa relação
feita de apreço
com alegria e calma.
Cubro-te de flores meu anjo
das sementes de paz
plantadas nos teus olhos
e em tuas mãos modeladas
 Logo  pelo vento levadas
as flores da vida
 o teu, o meu peito, enfeitarão
cubro-te de flores de esperança
 para exalar cheiro bom a todo coração.

Paula Belmino


Poema inspirado na imagem da minha Alice coberta de flores. Logo ela fará 12 anos e como o tempo voa, é preciso cuidar, plantar e enfeitar a infância de belas flores de amor.

Esse poema também fiz para ser minha participação na 53ª BC do Filosofando na Vida o blog da Lourdes que nos estimula sempre a ler, escrever, interagir com os amigos
A inspiração foi essa imagem de uma moça adornada de flores


Para participar basta seguir o blog, visitar os amigos participantes, escolher uma imagem para a semana e usar a criatividade.
Essa foi a minha!

Participe




https://filosofandonavidaproflourdes.blogspot.com/2018/09/53-edicao-do-poetizando-e-encantando.html

sábado, 15 de setembro de 2018

Plantio




Colhe-se o que se planta!
É a lei da semeadura:
se a terra adubada não vinga
a semente talvez seja imatura.
Planta-se o bem
colhe-se cem vezes mais.
Um fruto de amor
a paz vingará
acolhimento no coração
para fome de justiça saciar.
Colhem-se frutos perfumados
os que semeiam com paciência,
ao cheiro da terra,
ao sopro do vento,
regando com lágrimas,
vivendo a resiliência.
Brotará a flor da alegria
da dor vivida no âmago
para ser frutos de poesia
e salvação com urgência.
Colhem-se frutos de sabedoria
quem planta verdade
dia e noite,
noite e dia,
semeando na alma essência.

Paula Belmino

Essa é minha inspiração para essa imagem sugerida pela Chica no blog Chica Brinca de Poesia. Botando a cabeça para pensar 22. Um poema, uma reflexão, a vida nas palavras, no olhar. 


 Participe também! http://chicabrincadepoesia.blogspot.com/2018/09/botando-cabeca-pra-funcionar-n-22.html



terça-feira, 11 de setembro de 2018

Grata pela Vida



Toda sorte de benção
agradecer
perante o mar da vida
crer e esperar
vai acontecer
O melhor!


Um dia após o outro,
cada passo por vez,
em todo tempo amar, perdoar.
A esperança latente
corre feito rio ao mar
e dentro de nós
 promove encontros
traz a paz.
Agradecer a vida
dia e noite
desde o nascer do sol
ao anoitecer
é sinal de resiliência e fé.


A gratidão aformoseia o rosto,
um sorriso
mesmo quando o vento sopra em desfavor.
Sê fervoroso, 
alentado pela presença do Criador
que caminha ao nosso lado
deixando em suas pegadas a certeza
de que em tudo 
nos faz mais que vencedor!

Paula Belmino


 Minha participação no Filosofando na Vida com a blogagem coletiva da Lourdes

A imagem escolhida esta semana foi dessa jovem de braços abertos agradecendo à vida, à Deus


Agradecer por aquilo que ainda não recebemos é como crer no impossível e ser grato sempre pelo que a vida nos dá é aformosear o rosto e agradar a Deus.

Para participar da BC basta seguir o blog Filosofando na Vida escrever usando a criatividade a partir de uma imagem sugerida na semana, visitar os amigos e interagir, deixar fruir a imaginação.






 Alice usa Dedeka

domingo, 9 de setembro de 2018

Esperança do Brasil




Sob um céu azul
a esperança ao alto
resplandece em luz
anseios de um tempo de paz,
onde todos respeitem a vida,
o verde das matas,
a diversidade,
os animais.
A bandeira hasteada simboliza
o amor à nação,
cidadania, e moral
a humanização.
Valores da família que une
direitos e deveres para todos.
Bandeira da Pátria
 brada justiça,
liberdade aos cativos,
força e trabalho,
oportunidades.
E acima de tudo a fé
como vento de renovação
 debruça sobre nós
esse manto sagrado
a esperança,
e nos impele de desacreditar
 em meio à crise,
mas nos eleva ao sonho,
a utopia do amor para todos
 e em todos, 
na figura desse Brasil criança
a seguir marchando feliz,
pois acredita;
o futuro é agora!
E do fundo do peito grita:
Independência e vida!

Paula Belmino


Momentos de desfile cívico da Policia Mirim, da qual a Alice já faz parte desde o ano passado. Este ano ela foi porta bandeira do RN com responsabilidade de dobrar a bandeira como manda o protocolo, recebida das mãos do comandante e depois repassar às mãos da policial mirim para depois entregar ao coordenador do projeto. 







Essas são imagens do Desfile Cívico com participação do Polícia Mirim Projeto desenvolvido pela Polícia Militar em parceria com a prefeitura Municipal de nossa cidade que tem por obejetivo
inserir as crianças e jovens  em práticas voltadas para a aprendizagem de valores morais, éticos e de cidadania e juntamente com a família e escola oportunizar aos alunos oportunidades de socialização, direitos e deveres entre outros.


Este ano os Policiais mirins desfilaram em lagoa Nova e Currais Novos, sede do projeto e mais de 300 crianças agora se fazem irmãos de farda e bons costumes numa miss]ao de aprender a servir e fazer o bem.


Desfile em Lagoa Nova RN


Hora do Hino Nacional


Desfile em Currais Novos RN


Para saber mais sobre o projeto Polícia Mirim

segunda-feira, 3 de setembro de 2018

Chuvinha Pinga Pinga



Plinc, plonc,
plonc, plinc,
uma cantoria sem fim.
Chove fino.
Lá fora, os sapos
coaxam no jardim.

Plinc, plonc,
plonc, plinc,
coral de pingos de chuva,
flores sedentas se abrem.
Traz poesia e vida
a chuva no fim da tarde!

Plinc, plonc,
plonc, plinc.
Chuva mansa a correr é riacho.
Banha o chão  a dançar,
deságua entre as pedras,
doce fonte a cantar.



Plinc, plonc,
plonc, plinc,
fina chuva no telhado.
Molha a calçada, banha o mato,
suave melodia 
o coral de chuva afinado.

Plinc, plonc,
plonc, plinc,
névoa e sereno.
Pinga, pinga, esverdeia a mata
alegra o dia
a bela
chuva de prata.

Plonc, plinc,
plinc, plonc.
Doce
chuva calma,
De gota em gota
a fazer
lagos, rios, riachos
a banhar os dias de paz.

Plinc, plonc,
plonc, plinc.
Abençoada chuva molha a terra,
germina sementes,
alegra as crianças
e a alma também floresce
de fé, renovo e esperança.


(Paula Belmino) 

Ilustração de Danda Trajano

domingo, 2 de setembro de 2018

Balanço


O tempo traiçoeiro
marca no calendário, 
saudade.
E é inevitável pensar:
a criança não cabe mais 
no colo.
são hormônios da idade e
distanciam por vezes, o sorriso fácil,
o caloroso abraço.
A adolescência chegou
e como um balanço frenético
vertigem de 
mil sentimentos complexos.
Coração se parte,
a dor do parto nunca cessa?
Vinicius estava certo:
Filhos... Filhos?
 Melhor não tê-los!
Mas se não os temos
como sabê-lo?
E a gente vai pintando nesse calendário:
Reverberação da infância,
o desejo presente de colo e abraço,
o futuro de felicidade e paz
Para quem ao balanço,
já não vem mais!

Paula Belmino

Essa é minha inspiração  para a Blogagem Coletiva Poetizando e  Encantando do blog da Lourdes
Por aqui estamos vivendo os dramas da pré- adolescência, o humor variado, hora muito criança, hora crescida,  cara amarrada e lágrimas, pressão e sentimentos de uma mãe que sente o filho voar do ninho, da barra da saia. Não tem sido nada fácil, mas é a vida, é preciso para os pais, aprender a crescer.





Para participar da Blogagem coletiva basta entrar no blog, curtir seguir, visitar os amigos e usar a imaginação.
Clica na imagem


terça-feira, 28 de agosto de 2018

Clarice. Dica de Livro






Um livro para falar de realidade mas devanear, sem julgar abrir horizontes do pensamento, o livro fala de ilusão, de forma ficcional conta a história do país no tempo da ditadura militar, inspirado em Brasília, e em fatos reais, mas vai além de dar sentido a um fato histórico mas ao pensamento subversivo, sob o olhar de uma criança, a protagonista Clarice, titulo do livro de Roger Mello e Felipe Cavalcante pela Global Editora



O livro Clarice  é uma homenagem à Clarice Lispector,  e narra a história de uma menina que mora com seus tios e um primo e tem os pais desaparecidos, os pais poderiam ser militares ou adeptos ao movimento a quem Clarice chama de E.L.E.S, e tudo que a menina percebe na ausência dos pais e ouve atenta ao seu redor faz ela perceber que nem tudo é bom ou mal, nem tudo é como é, as conversas dos adultos  sussurradas  se calam ante a presença das crianças e pertuba Clarice que anseia compreender o mundo, o tempo, o que se passa ao redor, os motivos de esconder a beleza de uma história, de uma palavra, de dizer quem é . A história é ficcional , instigadora ,mas traz uma reflexão poética sobre a solidão, a vida, a criticidade, cidadania, e é também a plena poesia, um movimento de encontrar a alma, de compreensão do ser humano e suas possibilidade para a existência criativa, o livro fala de forma lúdica e despretensiosidade, sem didáticas sobre o  jogo de forças para a construção da história, da humanidade, da vida.
É em meio a estranhamentos e torturas, silêncios e coisas obscuras que a menina vive, sem poder entender o que se passa, o porquê do sumiço dos pais, o porquê não deve contar sobre livros ,  livros esses amarrados com pedras e jogados no lago.
Fatos  reais, ou ficcionais, distopia e realismo de outros tempo e dos dias de hoje inspirados no  terror da época da ditadura, e as contradições, a censura á arte, à palavra, o pensamento se misturam á história. Poderia  a mente humana ser censurada do poder de voz e do pensamento livre?


O livro tem projeto gráfico de Felipe Cavalcante e traz no colorido, a agressividade que faz o leitor se aprofundar na história, rever releitura de imagens inspiradas nos grandes nomes de artistas como Burle Max, Maria Martins,   artistas Brasileiros que idealizaram e formaram a vida ao redor de Brasilia  um lugar utópico feito para outros viverem, mas que em suas  produções há sempre a  mensagens subliminares ao encontro do olhar do outro, e que pela arte puderam desafiar a consciência, o grito preso na garganta dos brasileiros, mesmo tendo enfrentado exílio político e censura, a busca do sonho, em linhas entrelaçadas, de histórias, de buscar, de lutas


O romance e projeto gráfico interage com o leitor infanto juvenil, mas tem uma leitura não tão fácil que necessita ser mediada e compreendida o contexto em que se passa a história, as questões políticas e sociais, mas além disso é poética em seu diálogo de compreensão da vida, dos rumos e desejos da alma, da liberdade de expressão e convida a todos à reflexão para além desse tempo passado e sua importância observar ainda a censura que somos impostos, a democracia que ansiamos viva, as ideias, o novo, o melhor através da arte e da poesia, dos livros que são tão perigosos, e transformadores.


É uma história sobre ausências, vazios, busca, sobre a solidão, sobre opressão, e é também uma reverberação da história de vida do autor e sua família que viveram no tempo da ditadura, mas para o leitor que não viveu a dura época ecoa como aventura, por curiosidade conhecer mais da história do país e não deixará mais calar a voz da liberdade, inspirada em Brasília  como cenário, mas em todo lugar,   personagens que desafiam a construção pela cidadania, pela liberdade, sem nunca explicitar o que foi esse momento histórico do Brasil, mas sim escrito com vez ao leitor poder interagir no livro, na escrita e nas imagens, escrever seus pensamentos, deixar sua visão sobre a obra, cheia de elementos artísticos como pontes, prédios, cinemas etc...


Uma história de pura aventura que não se entrega à primeira vista a uma interpretação única, mas necessita de um pensamento amplo para formar ideias e vai além de repercutir valores, é uma história sob o olhar de duas crianças: Clarice e Tarso ligados pela paixão dos livros, da literatura que para tudo alimenta, salva e transforma.
O fim da história também é livre como a ideia do próprio livro e todo projeto gráfico que amplia olhares e construção do olhar sob à arte, sobre o mundo, sobre a liberdade.



Na escola as crianças tiveram o contato com o livro, uma leitura mais densa, a que não estão acostumados sozinhos e necessita de mediação, li sempre instigando, inferindo informações, com as crianças para que elas pudessem ampliar o olhar a visão de mundo, identificando a função sociocomunicativa reconhecendo as esferas do tempo, lugar , quem produziu, a quem se destina, o gênero, buscando o conhecimento prévio e ampliando assim o vocabulário e as ideias.







Após leitura e mediação as crianças puderam produzir sua arte inspirada no projeto gráfico do livro Clarice e contextualizando com o conteúdo de matemática, polígonos.
Para alem da leitura, as crianças produziram seus textos mostrando sobre a importância dos livros na vida das pessoas 



 Vejam a percepção das crianças e a construção do entendimento a partir da história








Vejam o autor Roger Mello lendo um trecho do livro



Aqui Roger Mello que foi premiado pelo Prêmio Hans Christian Andersen em 2014 fala sobre o romance




Para comprar o livro:

http://globaleditora.com.br/catalogos/livro/?id=4036