A gente não nasce leitor, a gente vai se formando leitor,
desde o útero, recebendo variedade de leitura, muito antes do nascimento, recebendo
a leitura alimento, o pão de poesia.
E ao nascer, num
berço, o ser pequeno e frágil, de livros coberto e vestido, além toda a sorte
de afeto, ouvir as canções e cantigas, dorme-se e se sonha entre contos de fadas
e fábulas, um leitor em criação.
A gente vai crescendo e se transformando leitor, renascendo de fora para
dentro, quando pelo prazer da leitura se cresce e voa, se aperfeiçoa:
Das letras ao sonho,
da palavra à imaginação,
da realidade à fantasia numa história ouvida, ou lida.
A gente não nasce leitor, a gente se cria por meio das histórias contadas, dos
livros vivenciados!
A palavra nos refaz e nos constrói
leitores, célula a célula, no amor e no prazer de se criar num ambiente chamado
cercado de amor e respeito: O livro!
Paula Belmino
Obrigada aos parceiros: Editoras, amigos, poetas e escritores que
nos ajudam nessa construção de uma sociedade leitora na formação da cidadania e
de indivíduos conscientes de seus direitos.
Contando histórias na praça: O guardião da chuva de Dailza Ribeiro, editora bambolê
Contação do livro Sebastião de Nice Lopes
Roda de leitura em nossa casa livro da Eloí Bocheco, Gaitinha tocou, bicharada cantou Paulinas editora
Conta histórias
celebra a vida
cria, inventa
se reinventa
desafia a imaginação.
Sonha e voa,
e nas palavras
tece a paz,
os sentimentos diversos.
Guarda na voz
preservando com afeto
o tempo,
o espaço,
a boa memória!
Paula Belmino
Hoje é o dia dos Contadores de Histórias. Dos que leem para as crianças, dramatizam, contam e recontam desde antigamente os contos fantásticos da carochinha, e de Trancoso, ao pé da rede, à beira da fogueira, em noite de lua cheia.
Avós, pais, professores, contadores de histórias, dos quais faço parte e aprendi com meu velho avô que contava histórias por horas a fio, mesmo sem saber ler, recitava, cantava. Contando histórias além do tempo que mudaram minha história, e hoje repasso às crianças ao meu redor para também poder transformá-las
Mãe e minha irmã Anna Andreia contando a história do livro: Cadê o pintinho de Márcia Leite, pela Editora Pulo do gato
Leitura na praça do Livro: Ou isto, ou aquilo por minha mãe
nosso expresso literário, onde lemos para as crianças em trânsito poem
as de Cecília Meireles
mãe e minha prima Inês Simões contando sobre sua vida de criança e as histórias que aprenderam com seus pais
Minha mãe Cicera Simoes é
um exemplo de vida. Há mais de 40 anos educa e conta histórias, na igreja, na
escola, em casa, na rua, por onde vai. Aprendeu com seus avós e pai, meu
querido avô Nico, e vai passando de geração para geração. Eu hoje conto histórias, minha irmã também trabalha na igreja com as crianças contando histórias e na escola nos ajuda, sempre dando aulas de leitura, e a Alice vai pelo mesmo caminho, não deixando as histórias se perderem.
Eu lendo para uma mãe de aluno e amiga de trabalho o livro de Roseana Murray, Jardins pela editora Global
Minha irmã Andreia dando aula de leitura com o livro de Pablo Morenno, O rei descalço
E para celebrar esse dia e parabenizar aos contadores de histórias, um poema inédito de Roseana Murray
" Para mergulhar no céu
e buscar o vazio
que nos preencha,
não há setas, não há
nem ruas nem caminhos
cobertos de heras.
Há somente a nossa vida
e perdas e as alegrias
que às vezes encontramos,
pequenos trevos
inesperados.
Apenas as palavras,
instrumentos
de navegar entre
as linhas e margens
do não tempo."
Roseana Murray
Visitando Dona Alice no Abrigo de Idosos e lendo nosso livro Bem Poesia, editora Delicatta
Aconteceu na escola mais leiturinha maravilha com direito à fantasia de reis e
rainhas.
As crianças leram O rei descalço de Pablo Morenno pela Editora Physalis
Depois de ler teve interpretação de texto, e as crianças confeccionaram suas
coroas dando ênfase a unidade de medida, as crianças fizeram a medida da coroa
usando régua e assim fazendo a operação da adição. Para descobrir o diâmetro da
cabeça de cada um faziam operação de adição ou subtração.
Além de trabalhar medidas, as crianças puderam ver a geometria no trabalho com
linhas retas na confecção das coroas, nas formas, no recorte.
E antes dessa montar pudemos ver nas formas da coroa: os dentes do jacaré, a
ponta da lança dos soldados, as grades do portão, as torres etc.. .e perceberam
assim a geometria no espaço e no livro.
O livro: O rei descalço conta a história de um menino que ia tomar posse no trono, mas no dia da coroação arranjou um bicho de pé e não podia calçar sapato. Para evitar a vergonha de os seus súditos o verem descalço , o bispo o coroa no quarto. Rei João ainda criança não tinha infância, tinha muitas ocupações para reinar, e de cama como ia ordenar?
Surge na história alguns personagens do reino animal para ajudar o menino rei, mas todos sem solução.
Até que chega às portas do castelo um menino que tem o segredo da cura para aquele mal, o rei vai com ele para alguns dias fora do reinado e tudo acaba extraordinariamente bem, com um final surpreendente.
Um livro para criançada ler, imaginar, brincar, refletir sobre o tempo de brincar e o cuidado com o meio ambiente.
As crianças leram aos trios, ás duplas, ouviram, brincaram,ilustraram, fizeram a interpretação escrita e entraram na fantasia desse rei descalço.
A lição de casa ficou para cada um recontar a história para seus familiares. Um Incentivo à leitura com objetivo de aproximar a família da escola.
O dito pelo bem dito, falado, e impulsionado com muitas vozes a beleza do mundo
a natureza a florescer e criar-se em jardim dentro de nós.
Por meio da poesia podemos acordar pra dentro e fluir em encantamento
Em multifacetadas almas a voar sem sair do lugar.
Paula Belmino
Parafraseando Mário Quintana: Ler é acordar-se para dentro e sonhar, transformar-se a si e a própria realidade.
Por aqui as aulas ainda não iniciaram, voltamos de férias e encontramos as crianças ansiosas para estudar, mas que por problemas de estrutura as escolas ainda estão em manutenção, e como educadora e apaixonada pela poesia e pela leitura , ansiosa que sou, não poderia deixar os tantos livros lindos que por aqui chegaram encostados na poeira, convidei amigas da Alice, ex-alunas, vizinhas, primas e tivemos uma manhã de leitura, onde cada um pôde ler livre, os que leem convencionalmente lendo para os demais, os que ainda não leem convencionalmente com intervenção, e fazendo a leitura de imagem e as suas próprias inferências ao livro, sem medo de errar, sem pressão, ler por prazer, sentir o cheiro dos livros, brincar.
Escolhi a colcha de retalhos confeccionada ano passado com as crianças cheia de poesia e distribui os livros que as editoras parceiras nos enviaram, as crianças amaram muitos entre eles: O peixinho de São Francisco de Luís Pimentel, Gato Sapeca de Valéria Souza os dois pela editora Rovelle, e aproveitei para que como o livro é com frases curtas todos pudessem ler, dividindo assim o livro de forma que todos pudessem participar da leitura e sempre intervindo , ajustando o falado ao escrito, já que essa é a estratégia de que melhor se usa para aprender a ler, lendo , de memória, partindo do senso comum, do que a criança já sabe para desenvolver habilidades e capacidades de analisar, inferir ideias, fazer a analogia do que ler ao seu significado e assim interpretar. esses dois livros, O peixinho de São Francisco, e Gato sapeca falam sobre animais e meio ambiente, uma maneira de incentivar as crianças desde cedo a cuidar do planeta, e a amar e respeitar os animais.
Além desses leram: As peripécias de Florbela de Claúdia Rodrigues, ouvindo a interpretação que a pequena Hadassa deu ao livro com o conhecimento que já tem da história.
Entre outros livros ali acolhidos os do escritor Lalau e Laurabeatriz Beleza Marinha, também leva a criança de maneira lúdica e com versos criativos e cheios de alegria a perceber a importância de se preservar a vida marinha, conhecendo alguns animais em risco de extinção.
Sobre amor de mãe e avós os livros da Editora Adonis renderam muita interação e comparações com as mães , tias e avós de cada criança.
Ler é a forma mais plena de conhecer e enriquecer o vocabulário e o repertório das crianças, levando a elas o amor pelos livros e por tudo em volta , a natureza, os animais, a vida.
Por fim as crianças leram o que mais lhe chamou a atenção, sem tempo, sem pressão, ler para brincar, aprender significativamente , ler e sonhar.
Ainda dispostos na roda livros de Eloí Bocheco: Rua âmbar,
Bem Poesia , de minha autoria que leram a história de um outro gato, o Damião.
A aranha tatanha, do livro Versos de Nem-te-ligo de Maria Helena Zancan Frantz pela editora Physalis
Alguns sobre medos infantis e comportamento da Editora Synopsis que logo mostro aqui
E também o livro que ler gente de Alex Gomes, esse logo tem interação linda por aqui a lhe apresentar.
A decoração ficou à cargo das bonecas Marias da artista Maria Cininha do Estúdio MariaCininha que logo aparecerão mais por aqui!!!
Ler em todo tempo, para todas as idades, em qualquer lugar!
Pedacinhos de leitura:
Com mediação para as crianças que ainda não leem convencionalmente, cada uma divide um pedaço da história, e essas fazem a leitura de imagem e assim vão construindo a leitura, de forma produtiva aproximando as hipóteses silábicas , onde todos leem sem medo de errar,pois aqui o erro é o ponto de partida para acertar e aprender de verdade. Usamos o livro: Gato sapeca de Valéria Souza pela @editora.rovelle
O livro com frases curtas conta a história de amizade entre um menino e um gato levado.
Trabalhamos o respeito aos animais e o valor da amizade verdadeira e ninguém ficou de fora da roda de leitura.