As crianças ouviram a lenda contada como os antigos
faziam, depois na versão de genêro poético.
Reescreveram a história, corrigimos o texto coletivamente.
Criaram os fantoches de dedo
Depois foram ler na turma do 1° ano da tia Cláudia Guimarães e contar a história, mostrar os fantoches, brincar e vivenciar a leitura.
Agora com esse novo poema vivenciaremos a história em outras releituras e expressões.Pois Agosto só iniciou com muita cultura, folclore e muita leitura sempre! Leitura do livro para outra turma
o inatingível do ser, que só a poesia pode conhecer.
Olhos nos olhos
a palavra recitada, brincante
lida, encenada junto com
a multidão de sentimentos de desejo e boa sorte:
a educação a mudar as gentes,
a poesia a sensibilizar
e tecer novos caminhos
dentro de cada coração ansioso.
Em cada criança, em cada um dos familiares
regando com fé a certeza de um dia novo.
E fomos levando poesia á escola Municipal Manoel Belmino que por sinal é meu sobrenome, e fica na zona rural da cidade de Cerro Corá, a convite da bibliotecária Maria Altiva que está com um projeto de incentivo à leitura está arrecadando livro para o acervo da escola.Além de recitar, ler e brincar com as crianças, também fizemos nossa doação, livros da Editora Paulus, que recebemos de uma amiga em Natal, para ir semeando poesia e livros onde por aqui precisa.
Ainda encontramos por lá o professor de música de Alice, Francisco Aprígio, que nessa escola é supervisor, e claro convidou a Alice pra tocar flauta doce com o grupo, ela prontamente aceitou, pois está amando mexer os dedinhos e ouvir o doce som da flautinha:
Assistam:
Alice tocou e cantou, eu li, e deixei uma homenagem em forma de acróstico ao homenageado na Feira Literária O Padre Ônio Amorim Caldas
A escola promoveu diversas apresentações culturais sobre o folclore, e foi uma tarde linda cheia de poesia, arte, cultura e conhecimento popular com dramatizações, apresentação de parlendas com os alunos de todas as turmas.
Fica aqui o pedido de ajuda na doação de livros para essa linda escola Manoel Belmino, (nome de meu pai) que logo mais estarei voltando por lá!
a índia tupi que nasceu com a pele branca como a via-láctea
alva feito uma flor de narciso?
Uma índia a trazer felicidade para sua tribo.
Mas ela ficou doente
e deixou a todos preocupados.
O pajé rezou
a tribo chorou,
mas de nada adiantou
Quatro estações apenas Mani durou.
E os avós com lágrimas
dentro da própria oca
o corpo de Mani sepultaram
e muitos tristes os índios ficaram.
Todos os dias as lágrimas da família
a sepultura de Mani regava
a terra seca era molhada
lágrimas de saudade e amor.
E ali uma planta brotou
de caule delgado
com as raízes saltando pra fora da terra.
Por fora uma raiz cor de canela
por dentro branca como a uma flor bela.
E nessa hora todos ali comprenderam
Mani era um milagre para trazer à sua gente fartura
E o cacique ouviu
Uma cotovia lhe disse:
É Mani que ainda vive!
Essa é a lenda de Mani,
a lenda da mandioca,
raiz que os índios transformaram
em tapioca, farinha e beiju,
raiz que alimentou todos na aldeia,
e as terras vizinhas.
Paula Belmino
Foi assim nossa aula com inspiração no poema de Eloí Elisabete Bocheco Mani, no livro Cobra Norato e outras miragens com ilustrações de Dane D'Angeli pela Habilis Press Editora
As crianças leram, criaram suas releituras, um texto coletivo, depois fizeram arte com reciclagem usando revistas e rolinhos de papel para dar vida a Mani.
Vejam:
E essa e outras atividades sobre o folclore brasileiro sempre incentivando à arte, a leitura e as vivências poéticas serão apresentadas á toda escola na próxima semana. As crianças estão ansiosas!