Momentos de muito encantamento no Sarau em celebração ao dia da Poesia em que meu livro: A Menina Que Sabe Chover com ilustrações de Francisco Dam, pela Editora InVerso foi mais uma vez lido, relido e vivenciado a poesia na prática na Escola Municipal Antônio Basílio Filho em Parnamirim-RN
As crianças leram fantasiadas, encenando com os personagens trajados como sertanejos
Professores também leram, e brincaram com suas crianças fazendo som de chuva e trovão
Maria, a menina que sabe chover, levou água na moringa, enquanto o sertanejo carregava a lata d'água
guarda-chuvas pingavam água, e choveu de verdade a manhã inteira na cidade, tanto que faltaram crianças
Tive a honra de dividir a mesa com o mestre cordelista Acaci que encantou as crianças com sua cantiga ao violão, e a contadora de histórias Daluzinha Avlis que também contou uma história de sapo, contextualizando com a poesia Sapo Julião de meu livro
A mediadora Vânia me recebeu com muita alegria, num cenário preparado por ela e Erica e a equipe da escola
Também conversei na Biblioteca da Escola, com as crianças do 5º ano, recitamos, ouvimos poemas e respondi a entrevista deles e nos emocionamos.
Vejam mais:
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A história de hoje é: A lenda do teatro de sombras que
nos conta a antiga lenda chinesa que envolve o imperador Wu'Ti , a bailarina
preferida dele, Li, e o mago da corte: Shao-weng. A lenda recontada de forma
poética por Marco Haurélio pela Editora Paulinas
Com versos lúdicos que nos faz compreender como a paixão do rei foi
interrompida após a morte levar sua bailarina favorita.
Wu'Ti logo ordena ao mago que traga à vida sua amada ou teria sua cabeça
cortada fora.
Shao-weng incomodado sem saber o que fazer , pensa em como do Reino das sombras
alguém trazer?
E o imperador ansioso aguarda a presença de Li. E foi assim numa noite escura que o mago descobre a solução:
Um teatro de sombras e eis a aparição:
Li a dançar para o imperador agradar.
Alice leu para Hadassa, e logo desenhou os personagens.
É claro essa linda lenda nos acende a curiosidade de entender como surgiu o teatro de sombras. O bom da leitura que prende a atenção são as rimas, e a arte de Fernando Vilela com traços que lembram a arte chinesa.
O bom da leitura que prende a atenção são as rimas, e a arte de Fernando Vilela
com traços que lembram a arte chinesa.
As meninas Alice e Hadassa brincaram de teatro
de sombras e claro, confeccionaram um teatrinho usando caixa de papelão, tinta
guache e para os personagens desenhados no papel cortados e colados no canudo.
Vejam mais da leitura:
O teatrinho de sombras reciclável e a ludicidade de saber que ler é movimento e luz!
Amizade é um amor que nunca morre disse Quintana e amar a perder de vista, foram ditos e escritos tantos poemas e frases que se entrelaçam à nossa história, um poeta que via nas pequenas coisas a grande poesia da vida, e os escreveu, frases de grande impacto na vida dos leitores, a brincar com as palavras e até para assuntos mais difíceis usou o humor, a ironia, a percepção aguçada para deixar partir os problemas e o modo como via seus inimigos, disse: eles passarão...eu passarinho.
Foram canções de garoa, de primavera, poesia a falar de natureza e do cotidiano.
O livro Sapato Furado que aqui mostramos é bem diferente, reúne vários poemas e frases, com certa graça, na alegria dos causos escritos em prosa poética, falam de morte, de fantasma, de vampiro, sem causar terror, mas aguça a curiosidade e aquele friozinho na barrica para os temas que põe medo nas crianças, no entanto ao lê-los em sua obra Sapato Furado, percebe-se a dor de um mendigo que não bem visto, tem o sapato aberto que parece sorrir para quem o vê, fala de uma princesa que tinha um nome esquisito e por isso se sentia a pessoa mais infeliz do mundo, fala nas entrelinhas de problemas sociais e desconfortos, de bullying e de nosso eu, e nos encontra com sua poesia.
Alice e Hadassa leram e amaram e ao chegar na escola o livro causou espanto e arroubos de felicidade nos alunos
Li em voz alta, fizemos a escuta ativa, deixamos que as crianças interagisse, cada par lendo o seu preferido, ou em trio, depois ilustrar e reescrever a seu modo.
E aqui parafraseio o poeta Mário Quintana: É preciso amar uma criança a perder de vista, lendo para ela até ver sua alma de poesia transbordar. Paula Belmino
Mário Quintana foi poeta , tradutor, jornalista
brasileiro. Gaúcho, nasceu em Alegrete no dia 30 de julho de 1906 e faleceu no
dia 5 de maio de 1994.
Quintana escreveu em 1948 o livro Sapato Florido , culminância de poemas
irônicos , curtos e com muita densidade poética
Recebeu prêmio Machado de Assis por sua obra em 1980. Quintana
Neste livro Sapato furado foi publicado no ano de sua morte e esta é a 6°
Edição pela Global
Editora com Ilustrações de Andre
Neves
O livro Sapato Furado é uma Antologia de poemas e prosas poéticas, e reúne humor, brevidade e simplicidade, com densa brincadeira que aguça a curiosidade e faz o leitor ver com sensibilidade assuntos do cotidiano.
O livro chegou aqui e já encantou as crianças Alice e Hadassa que se arrisca na
leitura fluente e lê: Que nome!
" Não sei ao certo quem era ela, nem o que ela fez,
mas tenho certeza de que Dona Urraca foi uma das princesas mais infelizes do
mundo...
.
O livro Sapato furado descreve com ar brincalhão e frases
curtas assuntos e temas, sentimentos, bichos e fatos.
"Amor
Quando o silêncio a dois se torna cômodo.
.
Amizade
Quando o silêncio a dois não se torna incômodo.
O pior
O pior dos problemas da gente é que ninguém tem nada com isso."
As crianças amaram escrever o que compreenderam e a poesia de Quintana que internalizam na alma
Aproveito o post para participar do Filosofando na vida do blog da Lourdes, que por sinal, ando atrasada, e das imagens lá sugeridas escolho esta na Blogagem Coletiva 80 de um jovem tocando violino descalço e interajo aliando a poesia de Quintana que aqui faço o interlace no livro Sapato Furado Alegre miséria Os teus sapatos parece que estão rindo. Quintana Minha participação Na minha alegre miséria, a canção é riqueza, desnuda a minha alma, e voa já não necessito de sapatos.
Que possamos ser gratos por todo bem
pela pequena abundância
que a vida nos reserva e diferente de lamentar o que não se tem
sejamos felizes pelo que o dia nos reserva.
Essa é a bela mensagem de um dos contos de Marina Colasanti no livro Quando a Primavera chegar pela Editora Global
Embora mínima conta a história de uma mãe que se reserva a multiplicar uma única fava para poder alimentar sua grande família.
Certo dia ao dormir o pé de fava nasce e cresce de em seu ouvido e se alastra pela cama, ao acordar a mulher se impressiona e imagina que o pé de fava poderá dá muitos frutos, mas ao limpar apenas duas vagens. Agora a mulher não faz mais pedido, mas sente-se feliz pela pouca abundância, antes era uma única fava, agora duas , uma a mais para alimentar seus filhos.
Que possamos ser gratos pelo pouco e pelo muito
E que em 2019 tenhamos muita prosperidade não só material mas espiritual
Estou incentivando a Alice a ler um por dia e a me explicar, uma maneira de incentivar a interpretação, nas entrelinhas, a compreender o texto e mais saber reproduzi-lo , contando, mesmo que com suas palavras. Uma forma de expressar-se e de se entender!
Assim é o livro: Poemas de Céu de Roseana Murray com ilustrações de Mari Ines Piekas pela Paulinas Editora.
O livro reúne 26 poemas sobre corpos celestes e celebra a vida, trata os mistérios do desconhecido com delicadeza, afetuosa curiosidade, revela o lúdico e mil constelações no olhar de quem lê.
O livro chegou na escola trazendo o brilho no olhar das crianças, incentivando a leitura e contextualizando com os conceitos científicos que eles vão internalizando, formando, compreendendo a ciência, a física, a matemática, o olhar poético atrelado a tudo que se conceitua, no espírito, o som da solidão, a gravidade, o voo noturno, a busca de caminhos entre as estrelas, a vida fora da terra, o mistério do crepúsculo, as cores do arco-íris.
Li o livro, cada aluno pôde ler um poema, e oferecer a um amigo, falar sobre o que sentiu, de que fala o poema, ilustrar, brincar, desenvolver o vocabulário no conhecimento de outras palavras e termos científicos bem como desenvolver a leitura fluente na entonação do ritmo da poesia.
Após a leitura cada criança fez sua estrela e escreveu nela uma palavra, uma frase sobre o poema aliando aos termos da ciência das estrelas, do espaço , do sistema solar, e fizeram o painel negro representando a noite e os corpos celestes.
Puderam ilustrar e também criar seus versos inspirados nos de Roseana Murray, para uma turma de alfabetização percebo o avanço na escrita, nas ideias, no ver a poesia além da gramática
Vejam mais:
As crianças interagindo com o livro:
E contextualizando o conteúdo Sistema solar com a poesia