quinta-feira, 9 de novembro de 2017

Vestidos de Algodão Para As meninas do Sertão em Lagoa Nova RN



                                                                 Eu e Janete Fontnelle


Os  vestidos de algodão das meninas 

Onde vais Maria
com teu vestido de algodão?
Vou brincar no parque
fazendo bolhinhas de sabão!

E esse teu lindo vestido?
Onde vais tão bonita Tereza?
Vou passear na praça
com meu vestido de princesa!

Onde vais com tanta pressa Alice
usando  vestido de bolinhas?
Vou no jardim colher flor
e procurar umas  joaninhas!

E tu Hadassa tão contente
de  que vais brincar?
vou dançar feito bailarina
E  fazer meu  vestido rodar!

Onde vão todas essas Marias, Alices, Hadassas, Terezas
Todas meninas e seus  vestidos de algodão?
Vão brincar de boneca, bambolê , amarelinha
E livres como borboletas num livro voar.

Ser princesa, flor, bailarina e tudo que quiser
É só  de fantasia  se vestir
E brincar de  imaginar!



Paula Belmino 







 Ontem aconteceu em Lagoa Nova-RN
a entrega de mais de  kits de roupas para meninas e meninos das escolas : Centro Evilásio Luis Victor e Francisco Jerônimo de Medeiros , além de mais de  crianças da  comunidade evangélica Assembleia de Deus.



As crianças foram inscritas no Projeto Vestidos de algodão para as meninas do sertão e dessa
vez os meninos também foram agraciados, mais de
 crianças receberam seus presentes num evento com música, poesia e solidariedade.




Cada kit continha:

Meninas
Vestido, calcinha, tiara, pulseira

Meninos:
Bermuda, camiseta e cueca

Recebemos a visita de Janete Fontnelle uma das colaboradoras do projeto que veio de São paulo para fazer a entrega dos kits às crianças

O evento iniciou com a leitura do livro de José de Castro: O mundo em minhas mãos



Teve também apresentação do grupo de flauta: Primeira Nota, do qual a Alice faz parte, sob a maestria do professor e músico Francisco Aprígio 



Ouçam e se emocionem 


Alice tem se destacado muito pro lado da música e eu sempre estimulo e envolvo para que leve a música a quem possa ouvir. Um trabalho bonito do professor Francisco que sempre tem se dedicado para que as crianças possam se envolver com arte. O grupo é parceria do Espaço cultural
Poeta Pedro Henrique de Assis e conta com o apoio da prefeitura municipal.




Além do grupo de flauta também teve encenação do poema aqui escrito : os vestidos de algodão das meninas pelas crianças Alice, Anayara, Hadassa e Tereza

Um pedacinho:


E a Alice tocando também violão


O evento contou com a presença da secretária de Educação Iralice Aciole e da coordenadora de cultura Josilene Olegário

                                               Secretária de Educação Iralice Aciole


Coordenadora de Cultura no Espaço cultural poeta Pedro Henrique de Assis entregando lembrança à Janete

O conjunto Cordeirinhos de Cristo também cantou e depois da entrega dos presentes as crianças receberam um lanche.

A manhã foi registrada pelo fotógrafo da TV Baraúna Wallace Frade e essas fotos aqui são apenas uma prévia desse lindo trabalho.
Em breve disponho o vídeo.


Minha mãe Cicera Simões também é coordenadora junto comigo aqui no município , entregando lembrancinha à Janete



O projeto Vestidos de Algodão para as Meninas do Sertão tem 3 anos de existência e esse ano eu e minha mãe Cicera fomos escolhidas como coordenadora aqui em Lagoa Nova.À frente do projeto grandes mulheres como Maria Elizabete Tavares, Célia Bonafe, Thereza Maria, Maria Cininha, e muitas doadoras, costureiras, colaboradoras. 
O projeto conta com o apoio de todos o ano inteiro quando se dá o trabalho de confeccionar os vestidos



Esse ano contamos com a ajuda de doação de tecido das amigas Anne Lieri e Ana Luiza Novis  e de Alexandra Casa e tecidos com a costura de umas bermudas pela irma Rita de Cássia  que supriu a falta de alguns números a mais que sempre aparece. Arte do cenário por Aldy Silva, lanches Jahny Dias e igreja Assembleia de Deus
A todos que colaboraram direta ou indiretamente meu muito obrigada!


Se você sentir o desejo em colaborar com a nossa campanha para 2018
entra em contato
pelo Whatsapp 081986181194 ou manda uma mensagem para o nosso e-mail: vestidosdealgodao@gmail.com

*Fotos de Wallace Frade TV Baraúna




terça-feira, 7 de novembro de 2017

Deixai vir a mim as criancinhas




Com Jesus meu capitão  no mar da vida vou  navegar

No meu barquinho vou
além das terras , além do mar
com Cristo no meu barco
com segurança navegar.

Se o mar ficar agitado
Ele  o vento pode parar
o mar também acalma
Em tudo Ele pode mandar.

Se meu barco for fraquinho
Meu capitão é Deus fiel
sabe das condições do barco
e em paz me guia ao reino dos céus.

Ancorado em minha fé
na polpa do barco Jesus está
com ele não temo perigo
ando até por cima do mar.

O barquinho sou eu
 nessa  imensa vida , o mar
Jesus meu amigo me guarda
E sabe onde posso chegar.

Com Ele navego oceanos
No Espírito Santo vou descansar
Jesus  é meu capitão
e nele posso confiar.

  
Paula Belmino


Disse Jesus quando os discípulos quiseram impedir as crianças de se aproximar dele.
-Deixai vir a mim as criancinhas pois das tais é o reino dos céus.

E Jesus sempre foi carinhoso e amoroso com as crianças provando que elas são mais que o nosso futuro, são o presente e precisam de amor, cuidados afeto.
Além de seus direitos  nos dias de hoje é preciso ensiná-las o caminho da verdade, da bondade e graça, a palavra de Deus. Seja qual for a religião ensinemos as crianças a fazer o bem, a buscar os céus, em oração, em caridade, em mais tempo lendo a palavra.
Na nossa igreja Assembleia de Deus  aconteceu o primeiro Congresso infantil com o tema: Jesus é meu capitão
As crianças puderam cantar, apresentar coreografia, tocar, encenar, demostrar seus talentos e o melhor de tudo, saber que existe um Deus que as ama e que se preocupa com elas.
Para a igreja também foi uma reflexão que as crianças precisam ser tocadas, ser abençoadas e amadas, ensinadas hoje, pois em pouco tempo serão os jovens. É preciso educar para ao bem, ensinando o caminho da paz, do discernimento para que ao momento de uma crise, ou de que se ofereça alguma raiz de maldade as crianças possam saber dizer não e usar a fé e a coragem que Cristo nos fala para ter a liberdade e não a servidão.
Com cristo no barco da vida tudo vai bem!

Vejam alguns momentos:

Entrada do conjunto





Palavra com muita dinâmica e entusiamos para as crianças


Alice tocando flauta


Hadassa cantando


Emoção das crianças mediante a palavra de amor de Deus e a presença do Espírito Santo


Assistam:
Alice toca Aleluia Gabriela Rocha


Conjunto cantando


                                                      Hadassa cantando



Cordeirinhos de Cristo




Foram dois dias de intensa atividades com as crianças tudo para levá-las mais perto de Deus.

domingo, 5 de novembro de 2017

Uma praça, um banco, dois amigos e a solidão se acaba.


Alice ama brincar de boneca com as amigas, um banco de praça é ideal né?

Um banco sempre à espera 
pra gente conversar e brincar
deixar o tempo rolar.
Não esquecer que a vida é breve
o tempo um arremedo de oportunidade,
pois na verdade quem faz a hora somos nós
Num pequeno espaço de tempo,
um banco de praça pra efetuar o amor
e contar um segredo
uma história que encante e faça morada na memória afetiva.

Na praça sempre que posso levo as crianças e os livros

Um banco pra gente dividir um livro e a amizade
colocar um sorriso na alma
e saudar a natureza plena de afeição.

Alice e Marina lendo na praça

Um banco sempre à espera pra gente matar a saudade do amigo de tempos
da família que anda distante e um dia chega.
Há sempre uma praça, um banco uma flor a se enfeitar pra nosso olhar
um campo seja verde ou ventilado
pra gente conversar.

Mãe e meu tio de Goiás matando a saudade


Só não vale deixar o banco vazio
por falta de tempo ou por falta de amor.


Paula Belmino

Em tempos onde as pessoas cada vez mais se fecham dentro de casa e de si, e apenas usam as redes sociais para se comunicar, as praças com toda violência das ruas estão cada vez mais abandonadas, mas deixo aqui ainda um incentivo que a gente possa buscar mais o ar livre, o contato com os amigos, um banco de praça pra conversar.



Essa é minha participação no Poetizando e Encantando com a Lourdes no blog 


O objetivo desa brincadeira é que as pessoas possam trocar, desenvolver a criatividade, refletir, brincar com as palavras e interagir uns com os outros nos blogs, com incentivo a ler e escrever.

A inspiração foi nessa imagem:


Descrição da imagem
 Uma paisagem verde com duas árvores floridas e debaixo delas um banco vazio.

Para quem quiser participar pegar o selinho no blog da Lourdes e deixar o link lá para todos conhecerem.

sexta-feira, 3 de novembro de 2017

Avó sertaneja


Lá no meio do sertão, entre umbuzeiros e aroeiras a avó acorda bem cedo  com o canto do galo e da cotovia, do carcará arreliando a quentura do dia. A avó diz bom dia à natureza, e segue entre a caatinga espinhenta buscando lenha para acender o fogo e fazer mantimentos.
No meio do sertão, a casa de taipa com chão de terra batida, abriga um grande e um pequeno coração, uma avó e sua neta, e o amor entre elas.
Todos os dias juntas, as duas  fazem descobertas entre as miudezas da cozinha: o  milho no moedor para fazer o pão, a fava escaldada já na panela de barro a cheirar ares de terra, e no alguidar escorrendo, os umbus maduros. Quantas receitas farão, que gosto tem o sertão?
Ao pé do fogão à lenha,a avó mexe suas colheres de pau, suas conchas de casca de coco e fumega a comida, feita pela avó, assim feito o sol que lá fora lampeja, e entre as receitas e afazeres da cozinha, a avó vai ensinando a menina a cantar enquanto lava a louça, a rezar e fazer os rituais e ao mesmo tempo  cuidar da natureza, valer-se de esperança enquanto a chuva não vem pra molhar a terra ressequida e ferida pela seca.
Do quintal da casa da avó se avista o mundo, a lagoa e suas garças, o cruzeiro e quem de longe faz uma prece, jogando um pouco da água na como quem benzesse a própria vida de fé e oração.Da porta da cozinha da avó se avia o tempo, se ouve canções de  passarinhos, grilos, ventos de paz.
Enquanto espera o almoço, a menina brinca com pedrinhas, e borboletas embaixo do pé de laranja, e imagina que elas são brinquedos, além de conversar com patos, galinhas e guinés que viram carro, com linhas amarradas a puxar os pedregulhos.
Perto de casa os bichos da criação são sustento e brinquedo, criação de intenso valor, o melhor  alimento para se celebrar nos dia de festa.
A avó varre com vassoura de mato as poucas folhas, e a menina ao ver as folhas voar se imagina voar com elas ao vento. A areia fina do quintal varrida pela vassoura é como areia de um rio que se secou, e as duas  fazem um montinho de areia, como que uma barreira para o dia que a chuva chegue. Avó e a neta anseiam água, esperam o que ninguém sabe...
Num debulhar de versos, num cantar o dia inteiro acompanhando a chaleira que assobia com elas as canções de ninar, a menina dorme tranquila,um cochilo no meio da tarde. 
No velar o sonho da neta, a avó prepara colchas de retalhos, fuxica pedaços de amor, remenda as roupas rotas.  
A avó na sua fé borda a chuva caindo e enchendo rios, benzendo as plantas, aliviando o calor. É tanta água bordada que a avó  até sente em seus bordados um pouco de frio e sede, e entorna a moringa de água para saciar-se.
A avó borda à mão o amor pela neta querida em fios de cor sob a luz da lamparina, mesmo com a vista acinzentada, cansada como a tarde a definhar no horizonte, a dizer  adeus a mais um dia.
É  hora de guardar no chiqueiro galos, guinés e galinhas, é hora de tecer mais histórias, de contar mais segredos, de brincar de adivinhas.
À hora sexta, a avó  benze com mato e fé toda casa, todo espaço que acompanha sua vista da janela, e  guarda também  a alma da neta querida, saúda a vida e a noite que chega pra trazer estrelas e mistérios, fagulhando como o fogo à lenha sempre aceso, ervas perfumadas, luzinhas de esperança.
Na mão da avó, linha e agulha nunca se cansam.
No olhar da avó, uma reza nunca descansa.
Na voz mansa da avó uma cantiga nunca cessa.
Uma história sempre se conta no cafuné.
E a menina deitada no colo da avó, ver a noite pelas frestas do telhado, e às estrelas faz um pedido:
Que esse tempo de paz e terna solidão não seja nunca esquecido!
E a noite adormece as duas, neta e avó entre os sonhos de um generoso inverno.


Paula Belmino

Na foto minha avó Sebastiana que me inspira essa história , e minhas irmãs menores Taise e no Colo Andreia.


quarta-feira, 1 de novembro de 2017

Vavá e Popó descobrem as famílias das emoções



Ser feliz é a mais nobre arte de se conhecer, é saber ter alegria nas pequenas coisas e saber que na vida existem momentos difíceis naturais como conflitos, momentos de luto, de dor, uma doença, a saudade de um amigo ou ente querido, a luta para conquistar, para resolver alguma situação conflitante, mas que mesmo assim esses momentos que por vezes,   vão roubando de nós o sorriso pode nos impedir de sermos felizes e dar a volta por cima, vivendo as emoções positivamente. Uma das famílias das emoções presentes no nosso dia a dia é a ansiedade, que traz nervosismo,desespero. Outras emoções como  tristeza, podem causar depressão se não forem tratadas desde cedo, e é importante desde  mostrar para as crianças que essas emoções são naturais do ser humano, mas que precisam ser bem elaboradas dentro de cada um sabendo esperar, contornar, se conhecer e saber resolver os conflitos, não deixar ser levado pela tristeza, ou nenhuma emoção que faça sofrer.
 No livro Vavá e Popó descobrem as famílias das emoções de  Miriam Rodrigues pela Editora Sinopsys, os dois recebem um convite para uma festa de aniversário de um amigo da escola.  No dia seguinte a roda de conversa  com os amigos da escola é sobre a festa, entre os amigos em conversa um diz está muito  empolgado, já o outro diz ser e estar muito ansioso.  Vavá e Popó vão pesquisar sobre as famílias das emoções e descobrem que empolgação e ansiedade são de famílias diferentes.
Empolgação vem da família da alegria, de está contente, sentindo vontade de brincar, se alegrar, reencontrar alguém.
Já a ansiedade causa medo, nervosismo, receio, já que a pessoa com ansiedade tem medo de que não dê certo, de como vai reagir, se vai conseguir, causando assim frustração.
O livro traz alem dessas famílias alegria e tristeza, a família do medo, do amor e  uma ótima maneira de conversar com as crianças como se sentem. Dando a  elas espaço para desenhar e falar sobre essas situações em sua vida, além de despertar para que a criança ou adulto que passa por ansiedade possa aprender a respirar e assim por meio da respiração trazer serenidade.
O livro é  como chamo de uma narrativa terapêutica e foi escrito pela psicologa Miriam Rodrigues que tem seu trabalho baseado na Educação emocional positiva que tem por objetivo prevenir ansiedade, depressão, violência e problemas psicossomáticos  por meio da leitura , exercícios e atividades educativas lúdicas e prazerosas que possam ajudar a criança desde cedo a lidar com suas emoções.

Alice e Anayara leram o livro e aproveitei pra conversar com elas sobre as emoções. 
Alice é bem ansiosa e já estamos sempre conversando sobre isso, e com alguns exercícios como leitura, música, respiração, conversa, afinal o diálogo é muito importante.
Elas fizeram carinhas para demonstrar as emoções


Representando a família do Nojo



Família do medo


Família da raiva




Na escola o livro foi muito bem recebido, as crianças puderam falar sobre suas emoções e demosntrar com os amigos com abraços, uma palavra. Depois escreveram para cada emoção uma situação já vivida.

A gente respirou profundamente e puderam também se olhar no espelho e se enxergar por dentro, como estavam se sentindo e assim expressar seu sentimento em um autorretrato











O livro Vavá e Popó Descobrem a família das emoções faz parte da coleção Psicologia Positiva para Crianças e é o terceiro livro da coleção




RESENHA
Neste terceiro livro da Coleção Psicologia Positiva para Crianças, Vavá e Popó, duas crianças curiosas, descobrem que as emoções têm família: a da raiva, da alegria, da tristeza, do medo, do amor, do nojo, das emoções positivas. 
Tendo como foco principal o lado saudável do ser humano, a Psicologia Positiva nos orienta sobre os fatores que permitem os indivíduos e comunidades a prosperarem.

Conheçam outros: https://www.sinopsyseditora.com.br/livros/vava-e-popo-descobrem-as-familias-das-emocoes-791



http://workshoponline.educacaoemocionalpositiva.com.br/