Vívida insensatez
de se deixar florescer,
a paixão dolente
na alma intermitente.
Um amor de juventude
feito erva daninha
que não se acaba,
enraizada, reaparece,
mesmo quando o tempo passa.
Sempre em primavera
na alma se revela
bela e calma,
esta insensatez rubra
paixão aberta à vida,
pura saudade
que interrompe a paz
A flor deste amor antigo
com suas pétalas frágeis
inquieta a alma
renascida de tempo em tempo
só para lembrar:
A vida é cara demais
para quem tem escondida
dentro do peito
a paixão latente,
feito botão a desabrochar.
É flor do desassossego
a paixão antiga
e nunca se permite esquecer
o verbo original de
saber amar.
Paula Belmino
































