sexta-feira, 1 de janeiro de 2021
Oração de um dia novo
terça-feira, 29 de dezembro de 2020
Natal de verdade
Natalino
Ainda é Natal
Todo dia se espera o presente
O Papai Noel virá?
Ainda é Natal
É tempo de esperança
De luzes a piscar
A família reunida
É Natal
O amor está no ar.
Todo dia deveria ser Natal
Não apenas o símbolo
Mas o espírito a brilhar
Natal o ano inteiro
A paz a se espalhar.
Se o Natal verdadeiro
Nascer em cada coração
A humanidade salvará!
Paula Belmino
.
Recebemos um livro lindo sobre o Natal, um clima diferente, uma história que remete ao tema tão conhecido, mas que traz o contexto de uma família pobre que anseia conhecer o Papai Noel e receber um presente. Na família de três irmãos, criada apenas pela mãe, vive Natalino , seu nome tem significados e herança, o afeto, o simbolismo. Natalino deseja viver o Natal que tantos falam, a mãe diz que o Papai Noel não virá pois a casa tem cachorros que podem morder, e outros motivos o menino imagina para que ele não venha aparecer . O livro é escrito por @eliandrorocha e ilustrado por @alerampazo
Ao ler e ver as imagens que mostram um Natal simples numa família pobre, lembrei que quando criança não tínhamos árvores cheias de enfeites, gigantes, mas era meu avô quem fazia um espécie de árvore usando cabo de vassoura e arame, depois de pronta a base, minha mãe comprava papel seda verde e cortava , fazia cola com goma de tapioca , uma espécie de grude, e a gente montava , colocava-se as bolas, e um festão verde, ou dourado que brilhava luzinhas e acendia emoção em nossos corações. Estes enfeites natalinos eram guardadas de um ano para o outro numa caixa de sapato, com muito cuidado. Enfeitava-se uma lata de leite com papel de presente, colocava-se areia e a árvore dentro, e embaixo dela um menino Jesus simples, um anjinho, alguma imagem cristã como presépio . Ainda fazíamos uma vela usando as antigas latas de óleo vazias coberta com papel camurça, uma chama de cores diferentes e sob um prato de ágata, ali a vela acesa, a luz do Natal sob a mesa. Pisca-pisca era coisa das casas abastadas de nosso lugar.
Algumas amigas de minha mãe sabiam fazer sinos de papel de seda, nunca consegui, mas admirava o sininho a tocar no portal das casas, como quem badalasse convidando o Papai Noel ou avisando que Cristo nasceu, era Belém, e junto ao sono da matriz diziam: Cristo vem!
Nossa ceia não tinha perus, panetones, chesters, a iguaria era uma galinha criada no quintal, que se matava no dia, e bem temperada, cozinhava devagar numa panela de barro em fogão à lenha ou carvão. Servida com macarrão ou arroz e farofa. Ás vezes mamãe fazia salgadinhos ou pastéis com massa por ela estirada e cortadas bem feitos em óleo quente. Lembro que uma vez até estourou um pastel no óleo quente, e caiu mim e na minha irmã e fomos dormir com as costas ardendo, cozinha não era lugar de criança.
O Natal era diferente , era a família junta envolta da mesa , celebrando a vida. Por sorte mesmo em meio à simplicidade o Papai Noel passava em nossa rua, num carro de som com muitos presentes e nos dava um copo com canudo, uma boneca de plástico, e não entendíamos porque ele não dava o que nós tínhamos pedido na carta que escreviamos e deixavámos para ele. Outras vezes o Papai Noel deixava algo embaixo da nossa cama, é éramos advertidas: - Cuidado para não fazer xixi na cama, senão papai noel nao deixa o presente !
A história de Natalino é como a minha, como a de tantas famílias, como o sonho de tcriantantasças, e devia ser mesmo e ter o real sentido supremo do Natal, o amor em família, o maior presente a vida, o afeto , as boas relações de amizade, a esperança, a fé, o nunca perder o espírito da humildade, do ser feliz nas pequenas coisas, mesmo quando existem as dificuldades, as adversidades, saber que o tempo passa, o sino toca trazendo um dia, a felicidade.
Paula Belmino
📕 Natalino
Livro escrito por Eliandro Rocha
Ilustrado por Alexandre Rampazo
Publicado por Escrita Fina Edições, pertencente ao Grupo Editorial Zit.
quinta-feira, 24 de dezembro de 2020
Natal é poesia
Natal de Jesus
É noite,
Lá se vão os reis
Seguem a estrela brilhante
Luz guia para o caminho
Ao encontro do filho de Deus.
Na pequena estalagem
A vida raiou,
Maria dá à luz,
A luz para salvação do mundo.
Jesus chegou!
Numa manjedoura simples
Eis Jesus menino,
Um berço de simplicidade
Para o recém-nascido.
Os reis chegam e o adoram
Com perfume, ouro e incenso
Reverenciam a majestade.
Pastores e suas ovelhas,
Também ouvem
do céu a mensagem :
O rei Jesus nasceu
Mostrando humildade.
" Glória a Deus nas alturas,
e paz na terra
aos homens de boa vontade".
Toda natureza vibra,
Silenciam os animais.
Na noite estrelada
Só se ouve o cantar dos anjos,
E o rei menino dorme
Sob acalanto de seus pais.
A estrela de Belém brilhou
É Natal!
Nasceu Jesus,
Cantem aleluia
Nasceu o Rei da paz.
Paula Belmino
Meu poema recitado por Alana Cavalcanti de Parnamirim para lhes desejar um feliz Natal
segunda-feira, 14 de dezembro de 2020
MOMENTO CULTURAL
Momentos lindos e reflexivos por meio da literatura,
da arte, da música, levando poesia aos lares, pensando ser essa época do Natal,
o tempo de agradecer as coisas simples da vida e renascermos cada dia, pessoas
melhores.
sexta-feira, 20 de novembro de 2020
Dia da Consciência Negra
No dia da consciência negra, não esquecer o passado, mas sempre lutar para que no presente não se repita o preconceito, o racismo, e lutar por um futuro, agora, de paz e direitos iguais.
O professor Deyvis Castro de Teresina-PI fez este lindo vídeo com o poema que eu e a Camila Angelis publicamos para tratarmos esta data de consciência que deve ser constante.
terça-feira, 17 de novembro de 2020
Dara, criança bonita
segunda-feira, 2 de novembro de 2020
Minhas Gavetas
Guardo em gavetas antigas amores sonhados, platônicos, iludidos, desejados, vividos. Dentro delas, com perfume de alfazema a infância, as brincadeiras, as árvores antigas, onde a menina se atrevia a escalar, sempre mais alto, e o pai pelo senso comum, de certo machista, dizia que menina não subia em árvore, mas ela atrevida, num instante, ia do chão ao mais alto galho, para sentir o calor do sol no rosto, o vento levar os cabelos, como se levasse as flores desabrochadas.
Bem guardadas em gavetas envernizadas pelo tempo, guardo nomes sagrados: meu avô contador de histórias, minha avó passarinho, vizinhos amados que já se foram, primos, amigos, todos que se encantaram no céu, e bem acomodados, os nomes que fazem minha alma, anunciam, contam quem sou.
Guardo em gavetas forradas de cetim, os sonhos, as manhãs dos livros lidos e das histórias ouvidas e contadas, vividas.
Guardo neste armário, de gavetas imagináveis, os nomes, os cheiros, gostos, cores amareladas, jardins.
Guardo em gavetas, um fichário incontável da minha história, minhas memórias, toda a saudade, toda vida, a poesia que habita em mim.
Paula Belmino










