terça-feira, 8 de agosto de 2017

O grão de milho (Dica de Livro)



Esta é a história de um rei, bondoso, amigo, cheio de virtudes, mas que tinha uma preocupação: Por não ter filhos se preocupava como seria quando morresse e não tivesse alguém à sua altura para cuidar do seu povo, reinar como ele com retidão.
O rei perdia o sono, e num dia de tanto pensar, sonhou e no sonho ouviu uma voz que o mandava adotar.
O rei saiu pelos quatro cantos do reino a procurar crianças , e trouxe consigo três crianças .
O rei educou e amou seus filhos como príncipes, sem fazer distinção.


 O tempo passou e o rei mais velho ficou e fez um desafio aos três filhos.
Deu-lhes a cada um um grão de milho e disse que aquele que trouxesse a melhor colheita seria digno de ser seu sucessor no trono.


Os três meninos voltaram pra sua terra,e começaram a plantar e regar todos os dias
O grão de nenhum deles não nasceu!


E agora o que fariam?
Como poderiam se tornar reis?
Agradar o seu pai?
O mais velho pediu conselhos ao tio
O do meio pediu conselhos também.
Resolveram a questão e voltaram no tempo certo levando consigo seus molhos, a colheita boa de sua plantação.


O mais novo voltou triste, nada trazia nas mãos.
Ouviu o conselho da avó , sábia e centenária de dizer o motivo ao pai.
E agora o que fara o rei?
Quem poderá lhe suceder?

Essa é uma historia linda escrita por Manfei Obin e Olivier Charpentier pela Editora Rovelle

As crianças puderam ouvir a história, ler , brincar, encenar, recriar, recontar desenvolvendo a oralidade com a participação de alguns encenando o conto.
Além disso nossa sequencia didática com a roda de conversa sobre valores como honestidade, integridade, respeito e amor , foi introduzido no tema, pais adotivos, mostrando que a figura do pai vai além do biológico, cabe a de quem cuida, quem ama, que representa a figura paterna na família.
As crianças ainda recriaram a história em HQ

Olha a beleza que o aluno Lukas Valdoni fez:




E também com a reescrita em forma de conto, se preocupando com a pontuação nos diálogos dos personagens







E ilustrações lindas:




Agora assistam o vídeo com a encenação e um momento para eles recontarem a história levando em conta a sequencia lógica, o enriquecimento do vocabulário, a expressão, o falar em público, o vivenciar a poesia da leitura.



Se inscrevam em nosso canal!

Para comprar o livro:

http://www.rovelle.com.br/livro/o-grao-de-milho

segunda-feira, 7 de agosto de 2017

Ser flor em meio aos espinhos




É por falar de flores que ás vezes esquecemos os espinhos e nos detemos no perfume, na beleza, na cor que se abrem pelo caminho.
E se se olhar bem as flores vão ver bem que se alçam ao céu, não olham para baixo, cativam borboletas e pássaros, abelhas e insetos que lhe fazem bem. Por vezes uma formiga cortadeira lhe sobe o fino galho e quer adentrar sua delicada vida, os espinhos ali como empecilho , algumas vezes impedem o duro destino de destruir a beleza, de arruinar sua cor e perfume. 
Que importa na vida uma flor que não traga beleza e graça? Cheiro de amor pelo ar? Que deixa-se destruir sem lutar?

Assim é a vida, a gente se pinta, se rodeia de graça e olha ao redor fazendo o bem, por vezes tem algum espinho no caminho, um empecilho, algo a nos destruir, vejamos o outro lado da flor o espinho, há que saber a hora de ser só beleza, outra hora que a dureza da vida requer que a gente lute, ande por outros caminho, o espinho pode ser a força pra gente lutar e não ser destruído pelas agruras diárias. A flor em sua delicadeza tem dois lados, um que perfuma e encanta, outro que fere e impede que a destruam, vejamos esse símbolo da natureza que nos mostra que é preciso sempre ir à luta. 
Sim, os espinhos, pedras, empecilhos que encontramos na estrada não devem nos fazer desistir, esmorecer,  mas ser o motivo pra erguer o sorriso, tornar a gente mais forte pra perfumar o caminho e voltar a encantar.
 E mesmo sendo flor, rodeada de espinhos, saber o momento de perfumar, brilhar, lutar, fazendo o bem, pois o que importa na vida é ser cheio de graça e ser bondoso sem olhar a quem.
Sejamos flor, mesmo com espinhos, nunca se deixar deles ferir ou alguém magoar, mas com a beleza de um sorriso, a amizade dentro da gente viver, e todos poderão ver que somos cativos de afeto e carinho e quem quiser pode na gente morar.


Paula Belmino



Seguimos sempre tirando exemplos na vida e na natureza, e foi esse olhar que seguimos para esse ensaio lindo com look Bugbee da coleção Inverno 2017 com o tema Girl Gang que traz sua inspiração na onda do empoderamento feminino, com uma mostra street bem divertida, onde as meninas  curtem o Hip Hop e vem na música a ferramenta para a auto expressão, nas frases de estímulo e encorajadoras o poder de transformar  a realidade, mostrando que as meninas são fortes, e podem sim, usar azul,ou rosa, que não há cor de menino ou menina, que as meninas podem brincar de boneca ou skate, dançar, e fazer esportes de aventuras, ser o que elas quiserem ser. 

Confira o look lindo com estampa com a frase encorajadora: Seja forte!





Sejamos flor nesse mundo sem cor, perfumando a vida, mas mostremos a todos que somos fortes e diante dos espinhos podemos transformar a nós mesmas, com resiliência e empoderamento, a garra para transformar a realidade ao redor.

Paula Belmino

Alice usa Bugbee

Para conhecer a coleção


domingo, 6 de agosto de 2017

Josefina da Perna Fina



Quando os pais de Josefina  a viram pela primeira vez , já perceberam que ela seria diferente, e que de lá pra frente a vida deles iria mudar, era preciso cuidados, uma criança em casa requer bom trato, educação, carinho e  tempo disponível.A mãe deixou de trabalhar fora, pra cuidar da menina, e assim que ela nasceu, batizaram-na  de Josefa, pra cumprir a promessa que o pai fizera. A menina era magrinha e sapeca e ao crescer foi sendo chamada de Josefina.
E se alguém a chamava mais séria de Josefa, ela logo dizia:
_Sou Josefina!
O nome combinava com a menina.
Josefina não gostava de banana, preferia tangerina.
Não gostava de saia longa, achava melhor curtinha.
Se a mãe deixava o cabelo dela solto com cachinhos, ela logo prendia, achava mais bonito feito um coque com parafina.
Não gostava de sorvete no copo, preferia de casquinha.
Josefina era magrela, com as pernas bem finas. E por causa disso, todos a começaram a chamar de Josefina da perna fina.
Quando os amigos queriam brincar com ela logo gritavam : _Vamos brincar Josefina da perna fina?
 De início a menina não se importava, era um apelido com afeto, não magoava, não zombava,  nenhum amigo a desrespeitava, todos por ela tinham carinho. Com o tempo começou a ficar com vergonha de ser magrela, tentava esconder as pernas com galochas, meias grossas, saias longas e calças compridas.
A mãe de Josefina logo estranhando o comportamento mudado da menina,  lhe chamou pra conversar e começou a explicar a ela que a gente deve se amar, se aceitar do jeito que é, afinal cada um é de nós tem seus defeitos e qualidades, e o que parece feio pra um é bonito para outro, não existe ninguém  melhor que outro, por questão de raça, credo, cor, e biotipo , existe sim as diferenças. E é ver com olhos de amor cada um como Deus criou, respeitando a todos na sua diversidade.
A mãe de Josefina disse para ela:
_Filha, todos somos diferentes, uns gordinhos, outros magros, uns altos, outros baixos, uns com pernas compridas  e pés chatos, outros com as pernas grossinhas, e os pés pequenos. Cada um é como é, e eis ai a beleza da vida, a diversidade.
Foi ai que Josefina refletiu e descobriu que com suas pernas finas podia correr muito de bicicleta, subir em árvore e pegar as pipas dos meninos, correr e chegar sempre na frente. Suas pernas longas e e finas não era defeito era qualidade, habilidade e pra tudo se tem serventia.
E quando os amigos chamavam: _Vamos lá Josefina da perna fina! Ela não dava mais bola , achava engraçado , compreendia, os amigos não queriam maltratar, era só como a viam.
E assim Josefina passava o dia a andar de bicicleta ou jogando peteca na esquina, mas dentro de casa desenhava, lia muito e brincava sozinha.
Filha única, Josefina começou se sentir sozinha. E pediu pra sua mãe uma irmãzinha. A mãe desconversou, disse que ia pensar.
Josefina falou com o pai, que também mandou esperar. E a menina cada dia mais crescia, e se sentindo só vivia a chorar.
Os pais preocupados conversavam, planejaram e surgiu uma solução, pra não deixar Josefina viver na solidão, arrumaram uma gatinha, bem magrinha e sapeca, pra passar o dia inteiro brincando com Josefa.
Certo dia à noite alguém a campainha tocou. Josefina foi correndo atender, com as perninhas finas, de um pulo do sofá, já estava à porta. Era uma encomenda, uma cestinha delicada, toda rosa.
 Dentro da cesta uma gatinha branquinha, peluda e bem magrinha, desejando afeto e cuidados.
 Josefina levou logo pro seu quarto. Deu leite na mamadeira, fez uma caminha perto da dela, mas a gatinha miou a noite toda inquieta, e por causa disso, Josefina deu-lhe o nome de Serenata, pois passava a noite toda acordada.
 E com o tempo passando, dia e noite as duas brincavam.
A menina esqueceu de pedir uma irmã, já tinha com quem brincar dentro de casa.
E quando os amigos vinham chamar pra jogar ou andar de bicicleta, da esquina já gritavam:
_ Vamos brincar Josefina e Serenata? E as duas saiam em disparada!
Um dia Serenata subiu numa árvore e não conseguia descer, sem ajuda de uma escada os amigos não podia socorrer, e foi ai que Josefina com suas pernas compridas e finas deu um pulo e se agarrou num galho, escalando de um para o outro, acabou por salvar a Serenata. E mais uma vez percebeu que suas pernas finas sempre servia para ajudar.
A menina da perna fina crescia feliz a brincar. De saia curta e sem meia-calça, queria mesmo as pernas mostrar, subia em árvore, corria sem ninguém a alcançar, andava de bicicleta e de patins, de skate ninguém dela podia ganhar. Josefina com suas pernas finas só pensava me brincar!
Era uma criança feliz rodeada de amigos que aprenderam a respeitá-la.
A gatinha Serenata também crescia sendo amada. E de tanto correr atras de Josefina parecia que ia ser bem esbelta, uma gata de patas ligeiras para subir em árvore, no telhado da casa, sempre muito esperta.
Josefina e Serenata, uma para outra fazia companhia, e com os amigos não se sentiam sozinhas.

"Pra solidão, um amigo é remédio certo. E a gente tendo alguém que ame e respeite sempre terá alguém por perto."
Paula Belmino

Alice usa BUgbee

sexta-feira, 4 de agosto de 2017

Cor e Luz com Dedeka







Luz e sol
Vida no ar
azul do céu 
beijando o mar.
E tudo deseja sorte
 a natureza fala com a gente
É tempo de paz
de plantar da esperança as sementes.
Guardar como menina dos olhos
a infância
e ser sempre criança!
Oferta-te os dias de luz
deixa  a alma tomar sol
encher-se de vida
e esparrama alegria
até encher o mundo de ternura
e o caminho ser doce feito poesia.

Paula Belmino


A coleção Verão 2017/2018 da Dedeka já ancorou por aqui trazendo beleza e graça, muito conforto  e proteção na hora de mergulhar na piscina e no mar.



Com inspiração nas aventuras entre os amigos, um sorriso, e os laços de infância a Dedeka apresenta a coleção Melhores Amigos
com o espírito de alegria, afetividade, pra brincar, rolar, passar um dia na praia e na piscina. Quem não adora passar as férias e todo verão com os amigos?
Dentro da coleção a linha summer traz cores e estampas geométricas, com padronagens matemáticas, caleidoscópios, natureza exótica, sempre levando em conta a fauna, a flora, o tropicalismo de nosso país e além dele  relembrando a India, O Japão e  Bali.






Alice usa um lindo e  confortável maiô em poá vermelho com as costas de fora entrelaçadas com todo charme numa mistura de estampa com joaninhas
Além do maiô a coleção traz biquíni, e macaquinho com estampa poá e joaninhas que já estão disponíveis na loja virtual
Todos os produtos são em lycra light Santa Constância com proteção solar 50+ UV-A e UV-B, os produtos são acompanhados de embalagem em PVC fosco com Zip Lock que além de proteger  organiza as peças na hora de guardar.



E a linha Baby



Confere mais da coleção que logo em breve trazemos mais por aqui


Para conhecer e comprar:




quarta-feira, 2 de agosto de 2017

A pipa e a flor (releitura)



Era uma vez uma flor
bela, perfumada, 
cheia de encantos.


Era uma vez uma pipa
a voar leve e feliz
por todos os cantos.


Como por obra de feitiçaria
a pipa viu lá de cima a flor
e ela era tão linda
seus olhos encantados lhe hipnotizaram
e pela flor a pipa se apaixonou.


E assim a amizade entre elas começou
a pipa voava 
e voltava ao chão
contava os segredos dos ares
as aventuras na imensidão.
A flor gostava de ouvir, mas
começou a sentir ciúme
uma raiz de amargura
a inveja ardeu no coração.
Não podia voar tão alto quanto a pipa
ficava sempre a mercê da vida
presa ali ao chão.


E a flor se entristeceu
um sentimento ruim tomou conta de sua alma
agora não sorria
e nem a linha da pipa soltava
cada vez mais prendia, apertava
que agonia!


Cada vez mais presa 
a pipa não podia cumprir sua missão de alçar voo
seu destino seria ara sempre ser presa à flor?


E a pipa sofria
assim presa não sorriria mais
não seria feliz ela
nem a flor jamais!


E agora o que fazer?
Viver presa sem sorrir?
Ou tentar agradar alguém que diz amar , mas prende, acusa,afoga, ofende
tira a liberdade?



Essa é a história do livro de Rubem Alves : A pipa e a flor,que já contei aqui de uma outra forma com oficina de pipas com as crianças na escola e sequência didática. Hoje trago a releitura  da obra escrita em versos, uma forma de interagir com o livro, a encenação por parte de Alice e Anayara é uma forma que uso de incentivar à leitura, delas podere guardar na memória afetiva o amor pelos livros, o gosto pela leitura, assim fotografando e contando a história seguimos o passo a passo, a sequencia de fatos e imagens, e as meninas vão refletindo sobre sentimentos de respeito e amizade, o verdadeiro amor que não submete à escravidão, mas é livre e traz paz.


A Pipa e a flor foi lançado pela Editora Adonis em parceria com o Instituto Rubem Alves e traz lindas ilustrações de Bruna Pellegrina , neta do autor Rubem Alves, e as crianças fizeram questão de dar vida a essas imagens



A pipa e a flor ao se conhecerem e deixar o amor reinar



Uma semente do mal foi plantada na flor?
Seria feitiço?



A pipa com a linha curta, não voa e se entristece
Quem seria feliz vivendo preso ao lado de alguém que faz sofrer?

 Rubem Alves criou essa história com inspiração numa pessoa que ele amava , mas que tinha um relacionamento que não era saudável
Ouçam e vejam o  vídeo com a raquel Alves, filha do autor falando sobre o livro



O livro traz três finais diferentes que o leitor pode escolher
Nós aqui preferimos ver a pipa e a flor cobertas de amor livres a sorrir e brincar



Para saber como termina a história encomende seu livro aqui

http://www.gostinhodeleitura.com.br/livro/a-pipa-e-a-flor-325


Alice usa Bugbee

terça-feira, 1 de agosto de 2017

Rapadura é doce , mas não é mole (Dica de Livro)






Leitura tem que ser prazerosa, aquela que te faz voar, viajar, rir, relaxar, se expressar e deixar fluir os sentimentos.
A leitura literária na escola para mim é mais que prazer , é garantir o direito à poesia, ao imaginário, ao lúdico, aprendendo sem pressão, sempre com a intenção de aprender brincando.





O livro: Rapadura é doce, mas não é mole que recebemos do autor José Vilela, jornalista e escritor, é de natureza extremamente prazerosa, com linguagem de fácil acesso e faz sucesso entre adultos e as crianças.
Quando li não consegui me conter de rir, e gostei muito da história do tamanduá-bandeira e seus quatro genros: O martim-pescados, o jacaré, o carrapato, e o pica-pau.
Hoje na escola li com as crianças, à primeira leitura deleite, depois eles puderam ler em duplas, a sós, rir e brincar, recontar a história com suas palavras e sempre como faço reescrever a história, registrar, compreender o que leu e colocar no papel.
Incluímos nossa roda de conversa sobre meio ambiente e preservação das espécies, pesquisamos sobre peixes desconhecidos da nossa cultura, assim como árvores que aparecem no texto, falamos sobre os valores e as características de uma fábula sem sair do prazer de ler e voar na imaginação.

Vejam só:










Assistam:



José Vilela nasceu no Município de Guiratinga (MT). É graduado em Comunicação Social, com habilitação em Jornalismo. Começou faculdade na Unisinos (1977), em São Leopoldo (RS), e terminou na Universidade Federal do Amazonas (1981). Trabalhou aproximadamente dez anos, como professor na rede de ensino público. No jornalismo, prestou serviço como repórter, chefe de reportagem, editor e correspondente no interior. Trabalhou em jornais diários, semanários, revistas e informativos de empresas e de sindicatos. É assessor de Imprensa do Sindicato dos Servidores Públicos Federais no Estado de Roraima (Sindsep-RR) desde julho de 2005.

Vilela tem 13 livros editados: Os agricolinos (1983); “Você tem muito de sozinho” (1984); Os bravos de Oixi: índios em luta pela vida (Vozes/1994), traduzido para o italiano com o título "Gli eroi di Oixi" (1995); Eu sou MM (1998); Xununu Tamu: uma saga indígena (1998); A chave do impossível (1998); Macaco velho não pula em galho seco (1999); Rapadura é doce, mas não é mole (1999); Fragmentos da história do Sindsep-RR (2005); OAB Roraima: um resgate histórico (2009); O Guru da Floresta (2013); João Ferreira Mota sem fronteiras: biografia de um migrante que trocou o Maranhão por Roraima (2014); O Profeta da Irreverência (2017).


Já morou em vários Estados brasileiros. Atualmente reside em Boa Vista, Roraima. E-mail para contato: jvm.autor@gmail.com