sábado, 31 de janeiro de 2009




Espelho de amor


De tanto olhar pra sua foto


Desejei um ser semelhante a você


Senti que seriam uma só


Alma corpo e coração


Gerei vida


E em toda ela o sonho dela ser bonita


Preferida!


Igualzinho a você


Olhei tanto seu retrato


Observei bem seus cabelos


Como que num espelho refleti-me


E deixei que tua luz entrasse dentro de mim


E tomasse conta do ser em meu ventre


Foi assim...


Como mágica


Ela ao nascer me surpreendeu


Sua meiguice era a sua


Os cabelos da cor dos seus


No total corpo físico não parecia


Mas com o tempo pude perceber


A alma era semelhante a sua


Quando lhe encontrou sorriu


Ao crescer com você aprendeu


Trocou experiências e carinho


Gosto e sorrisos mil


Duas flores no mesmo jardim


Parecidas e diferentes


Uma rosa


A outra vermelha


Uma da paixão


Outra do amor


Foi do sonho que se sonhou,


Que brotou


foi semelhante alma e coração.


E hoje crescidas embelezam o jardim que as formou.


Trazendo o mais suave perfume às minhas mãos






Paula Belmino




*Alice e Artilia, minhas duas rosas lindas.Obs: O tic tac de ursinho que Artília usa desde seus 4 anos , sempre e sempre, adorado.esqueceu aqui e fiz questão de transpor pra Alice , uma bela lembrança dos lindos passeios, de quando ia com ele pra escola, era um xodó, agora guardo com carinho nos lindos cachinhos da Alice , espero que dure mais 4 anos. rsssssssssss

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009


Sentidos da Alma

Sinto
Tua pele de seda
Minto
És pétala de rosa vermelha
Cheiro
Teu perfume por toda casa
Pressinto
Que tua essência é da minha alma
Vago
Na imensidão do céu azul
Vôo
Em busca do teu beijo de norte a sul
Penso
Como é grande essa saudade
Reflito
Ainda me mata essa vontade
De está contigo aqui
Sentindo tua mão perto de mim
Falo a verdade eu bem sei
Teu cheiro é meu alimento
Sem ti morro por dentro
Vago...
Vôo...
Penso e insisto
Só contigo o paraíso é mais bonito!

Paula Belmino

Inspirado na saudade da minha sobrinha Artília Sara qu foi morar em GO

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009




Fases


Cordão umbilical...
Sangue
Alimento
Amor
Doei vida
Doei afeto
Criei a flor

Peito materno...
Força
Laço
Enlace de vida
Doei tempo
Alimento
Meu mais puro sentimento

Mamadeira...
Infantil
Bebê sadio
Vitamina
Doei alegria
Poesia

Copo e canudo...
Crescimento
Amadurece o bebê
Escolhe coisas que quer ter
Foge aos padrões impostos
Alimenta-se de amor

Cresce...Faz-se homem e mulher!

Paula Belmino
*Hoje minha Alice pela primeira vez tomou vitamina em Copo, está largando a mamadeira, sinal de que cresce, e deixa no meu coração a alegria de se tornar amadurecida e a saudade da linda criança da minha vida!

terça-feira, 27 de janeiro de 2009






Vereda de Amor


Tanto procurei o caminho

Enveredei-me por ele

Ao encontro do jardim

Observei flores, amores,

Rosas que se abriam pra mim

E de lá avistei uma trilha

Um percurso curto e bonito

Que me levava ao infinito de sensações

Guardei a estrada dentro do coração

Pus sobre meus olhos a vereda enluarada

A silenciosa curva de amor

Fui esperando sua chegada

E na sua companhia faria um trajeto

Seguindo os passos do amor

De mãos dadas como na infância

Olhando borboletas e crianças

A brincarem por entre as árvores

A estrada a me esperar

E eu ali ansiando sua presença

A vereda calada a me convidar

O vento veio

O tempo a trouxe

Sua mão eu pude beijar

Mas tive medo, receio,

Uma certa vergonha de te abraçar

Minha alma aberta, o corpo fechado,

Somente lágrimas a derramar

E a tarde caiu vazia

O dia passou sem dar lugar

Não passeamos pela estrada

Pela vereda não pude passar

Ficaram lá as borboletas

As flores todas que ia te dar

Ficaram lá os passarinhos

O silencio do caminho

E o meu sonho de criança

Andar contigo de braços dados

No jardim de sonhos da minha infância


Paula Belmino


*Esta poesia nasceu hoje cedo ao lembrar dos planos que fiz com a vinda da minha mãe aqui e não pude realizar pelo pouco tempo que ela passou comigo.Atrás do meu condomínio tem uma vereda assim , descrita nos versos, cheio de silêncio e paz, flores e passarinhos, e eu sonhava passear com ela por lá , porém não deu tempo, ela já foi embora pra cidade Natal e eeu fico na saudade e ansiedade de que um dia ela retorne pra que jiuntas possamos ouvir os cânticos dos pássaros, sentir a calmaria do lugar e nos envolver no silêncio, deixando que só a voz do amor no coração possa falar.

soluços da Alma

Soluço da Alma
Solidão na alma
Madrugada
Silêncio por dentro
Pensamento
Escuro profundo
Vazio
Soluços do chorar
Ausência do amar
Amor...
Que voou, ao céu voou,
Bateu asas e deixou
Uma tristeza aberta
Que teima em queimar
Ferida aberta que não quer sarar
Paula Belmino

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009


Faz de conta...


Meu penúltimo dia com você

Levo-te ao paraíso

Brincadeira que sei que é amar

Levo-te ao monte dos beijos

E ao castelo encantado

O faz de conta

Faz de conta que a gente não vai se separar

E seu sorriso será sempre para mim

Faz de conta que a distancia não vai nos afastar

Seremos sempre amor

Um par!

Meu último passeio por agora

Antes que o ônibus te leve para longe

Vamos voar...

Passear pelas ruas desertas abraçadas

Nada há de nos distanciar

Levo-te ao céu de paz

E canto uma canção de ninar

Sou anjo alado

Em meus braços tu podes descansar

Faz de conta que o tempo não passa

E que a estrada vai te guiar ao meu colo

Faz de conta que eu sou teu destino

E em meus olhos tu vais mirar

Meu penúltimo beijo de muitos

Dos milhões que o coração ensaia para te dar

Dou-te meu coração

E a esperança que breve bem breve mude a estação

A primavera chegue

Rosas pousam em minhas mãos

E minha lágrima enxugada

Em mil novos versos de amor fluirão.


Paula Belmino

sábado, 17 de janeiro de 2009


Estou triste

Meu bem vai embora

Despede-se de mim

Minha família leva embora

Vem a saudade

A dor da separação

Os dias que eram alegres

logo com a distancia vão.

Estou bem triste

Dor demasiada afeta meu peito

Resta pouco tempo

Eu só em meu lamento

Estou só

Eu e a saudade

Casa vazia

Olhos rasos de lágrimas mar afora

Estou em cicatriz

Uma ferida aberta

Minha companheira me abandona

Vai com a mãe morar de novo

Eu aqui só no meu chorar

Vou morrendo pouco a pouco

E o que será de mim um dia

Quando a minha também for e me deixar?

Estou triste, muito triste,

Tristeza é a palavra que nem cabe aqui

É mais forte e poderosa

É a própria morte em mim!


paula Belmino