sábado, 28 de fevereiro de 2009
Escola do Amor
Lembro dos primeiros dias na primeira escola, os primeiros rabiscos, o primeiro lanche, o primeiro descobrir dos livros.
Foi como magia pra mim e pra você...
Pra você bem mais conquista, pra mim uma mistura de festa por estares ali a aprender, a se reunir com novas amizades, a participar de um mundo novo cheio de letras, músicas, tinta guache, cores.
Era uma tarde quente, onde podia se ver o sol tremer na terra branca do sertão e a sua irmã se preparava pra ir a aula, você mais que depressa pegou a mochila e pôs nas costas.Porém quando percebeu que não era você quem ia estudar começou a chorar como quem fica desolado, tristonho por não conhecer o castelo mágico.
Como eu tinha amigas professoras que davam aula na creche escolar resolvi te levar lá como ouvinte pra ver como você se comportava, pegamos água, arrumamos seus lindos cabelos negros cacheados, um caderninho e lápis e fomos nós rumo ao mundo novo das fábulas, faz de conta e aprendizado.Para surpresa minha você nem olhou pra traz entrou na sala, sentou como se há muito conhecesse o lugar e lá ficou por toda tarde, não chorou, nem sequer sentiu minha falta.
Assim começou sua trajetória escolar, nos seus três aninhos já adorava desenhar, estórias e cantigas de ninar que eu cantava pra você dormir.
Foram tantas festinhas, tantas exposições de atividades, dobraduras, pinturas, teatro, massinha de modelar, e eu lá coruja esperando você se apresentar no pátio da escolinha do bairro, toda vez que você surgia dançando cantando minhas lágrimas rolavam como é até hoje.E sei, sempre será!
Anos se passaram você se alfabetizou, caminhou, aprendeu, percorreu e ainda trilha a vida escolar, só que agora de maneira diferente, independente, bem distante do meu olhar curioso e superprotetor.Como naquele dia em que entrou na sala de aula e sentou sem olhar pra traz, você percorre seu caminho de saber e vitórias sem ver que ainda estou lá, esperando a hora passar e você voltar pra meus braços ansiosos pra ser seu mundo.O seu mundo agora é bem maior e está ao seu alcance.O mundo de muitas coisas que você precisa experimentar sozinha, sem minha mão a te conduzir.Mas espere ai! O meu amor estará sempre aqui entrelaçando sua mão e levando você a descoberta das coisas que a vida te pode apresentar, a mais linda delas; o amor que nos ensina que nada somos ou seremos se não aprendermos a amar.
Paula Belmino
*Para minha Sobrinha Artilia Sara
*As fotos são de momentos na vida diária escolar, festas, apresentações, datas comemorativas.
sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009
Pra você voltar
O que faço pra você voltar?
Conto estrelas, carneirinhos?
Pra ver o sono chegar e o tempo passar depressa?
Ou saio pelo caminho colhendo flores
Pra adornar sua passagem de regresso aos meus braços?
Talvez fique em silêncio a beira da estrada
Sussurrando ao vento que ecoe meu grito de saudade
Ou até mesmo meu grito seja ouvido em pensamento nas muitas vezes que transmito em telepatia meu amor por ti.
O que faço pra você voltar aos meus braços?
Planto bananeiras?
Viajo pela terra inteira?
Atrevo-me a fazer ginástica e fortaleço esse desejo de te ver ou acalmo o coração?
Vôo ao céu em busca de uma estrela guia que me leve até teu colo
Ou aguardo sua vinda com essa ansiedade maluca me queimando noite e dia?
Seja o que for farei!
Só pra ter você novamente aninhada em meu colo
E os meus olhos nos teus terão a certeza de que nunca me despedi do teu olhar
Paula Belmino
*para minha sobrinha Artilia
Bolha de Sabão
Suave, leve, solta,
Flutuando no ar
Dança com o vento
Num gostoso balançar
Colore o dia
Traz à infância magia
Borbulhando entre as flores a perfumar
Brinca, lambuza, voa!
Guarda em si ternura,
Doçura!
É pura, leve, é bolha!
De sabão, a pequena bolha,
Faz a menina feliz
Que com a bolha voa leve
Saltitando entre as flores do jardim
Paula Belmino
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009
O fim do mundo
O fim do mundo
O mundo se desmancha tal como nuvem em dia chuvoso
Há ódio e desarmonia que tal como água fria congela os corações
O homem vive sem alvo
Não sabe pra onde vai
Semeia-se a inimizade
Tristezas e mágoas é a porta das mazelas
O que seria alívio se torna esconderijo de um povo sem paz
Esquece-se do amor, da solidariedade, do olhar ao céu e orar juntos pela humanidade.
O mundo vive num caos...
O diálogo esgotou-se e a violência gera morte e vingança
Há escuridão na alma do homem
E na luz não deseja se encontrar
Planta-se feridas no coração de Deus
O que seria felicidade se faz inveja, murmuração, vaidade e intolerância.
O homem se distância do amigo
E de Deus faz-se inimigo.
O mundo jaz no maligno
Só o coração em oração, perdão e amor ao próximo pode quebrar as algemas do mal
Paula Belmino
Paulabelmino.blogspot.com
O mundo se desmancha tal como nuvem em dia chuvoso
Há ódio e desarmonia que tal como água fria congela os corações
O homem vive sem alvo
Não sabe pra onde vai
Semeia-se a inimizade
Tristezas e mágoas é a porta das mazelas
O que seria alívio se torna esconderijo de um povo sem paz
Esquece-se do amor, da solidariedade, do olhar ao céu e orar juntos pela humanidade.
O mundo vive num caos...
O diálogo esgotou-se e a violência gera morte e vingança
Há escuridão na alma do homem
E na luz não deseja se encontrar
Planta-se feridas no coração de Deus
O que seria felicidade se faz inveja, murmuração, vaidade e intolerância.
O homem se distância do amigo
E de Deus faz-se inimigo.
O mundo jaz no maligno
Só o coração em oração, perdão e amor ao próximo pode quebrar as algemas do mal
Paula Belmino
Paulabelmino.blogspot.com
quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009
Meninos São estrelas
Meninos são estrelas
Menino é sempre um presente azul
Um mistério de força, proteção.
Meninos... são sempre aconchego,
Ombro amigo, amizade em constelação.
Meninos...
Pipas, carrinhos e bola de futebol,
Alegria, energia,
De manhã até o pôr do sol
Meninos são fortes
Vitória, superação!
São constantemente ativos
Indo de lá pra cá
Mil sorrisos!
Caem, e voltam a correr,
Sobem em árvores
São traquinas de se ver
É luz no começo do dia
Pra despertar a paixão do coração
Um reflexo de magia pra se enxergar a pureza
Uma estrela brilhante nos mostrando a imensidão
Meninos são estrelas que descobrem o infinito
São bonitos!
É de Deus a imagem
Meninos é a passagem pra vida
O elo do amor
Meninos foram desenhados pelo criador
Pra ser amigo, companheiro, protetor!
Meninos... A cor azul que Deus do céu pintou
Paula Belmino
*Homenagem ao meu sobrinho Amós Aquila
terça-feira, 24 de fevereiro de 2009
Revistas, Orelhas e Sonhos
Antes de ser mãe eu passava os dias a ler e colecionar revistas, que me fazia sonhar em ter na minha casa uma criança pra me chamar de mamãe.
Dispunha as revistas em pilhas, organizadas, lidas com cuidado pra não amassar e as mantinha capa a capa tal qual chegavam da banca.
Foram anos de sonhos, de pilhas e revistas, ia janeiro, chegava dezembro e meu sonhos ali em cima da estante ou nas caixas dos desejos.Em cada revista, amor, proteção, cuidado aos primeiros dias de recém-nascido, chás, mamadeiras, aleitamento, dúvidas e conceitos pra qualquer mulher que deseja e é mãe.E eu ali por dentro me corroendo, me consternando, ansiando ferozmente ver o sonho pular das páginas de revista e fazer morada no meu quarto e coração.
Nas noites em que estávamos sozinhos eu e meu marido deitávamos cedo e ficávamos na cama lendo as tais revistas, até o sono nos dominar e meus sonhos de ser mãe repousarem sob a cama em meio a páginas abertas.
Foi assim como um passe de mágica em meio a contos de fadas que descobri que estava grávida, agora a leitura se fazia mais prazerosa, e nela eu escolhia a cor dos meus sonhos, rosa ou azul? Vestido ou macaquinho? Cesárea ou normal?
Nove meses de alegria a espera da linda menina que se descobrira fascinante de pernas cruzadas e boca sonolenta no primeiro ultra-som morfológica.
Ela veio linda, contente, meiga, e carinhosa, e minhas pilhas de revistas deixaram de ser uma coleção de sonhos, tomaram o lugar de guia para as cólicas, moda, aconselhamento, e estavam sempre a mão pra esclarecer as dúvidas de uma nova mãe coruja.Porém elas deixaram de ser alinhadas, organizadas capa a capa tal como compradas, a menina arteira começou a querer folheá-las, sem querer fez orelhas, rasgou aqui e ali de uma folha qualquer.
Hoje observo a coleção incompleta, com orelhas quase em todas elas, mas de fato vejo a magia das páginas saltarem pra o mundo de verdade, bebês belos desenhados se tornou real em minha vida.E as orelhas só me dizem que o sonho realizado é de carne e paixão, curiosidade e querência, ansiedade e contemplação.
.Não faz falta uma revista se está todo o sonho disposto ao meu lado.
Orelhas nas revistas me fazem sempre ver é criança crescendo querendo aprender.
Paula Belmino
segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009
Coisas Pra Se Gostar
Coisas pra se gostar
Ler um bom livro
Plantar uma árvore
Brincar de esconde –esconde
Colher flores
Semear amor
Está debaixo de uma sombra fresca
Poesias de amor
Acordar cedo pra ouvir os passarinhos
E mergulhar no mar
Tomar um sorvete de casquinha
E comer uma fruta colhida do pé
E abraçar os animais
Fazer muitos amigos
Mas ter aquele especial
Brincar de roda
E andar de pé no chão
Ver a vida com os olhos de criança
E amar a Deus como Ele é!
Ler um bom livro
Plantar uma árvore
Brincar de esconde –esconde
Colher flores
Semear amor
Está debaixo de uma sombra fresca
Poesias de amor
Acordar cedo pra ouvir os passarinhos
E mergulhar no mar
Tomar um sorvete de casquinha
E comer uma fruta colhida do pé
E abraçar os animais
Fazer muitos amigos
Mas ter aquele especial
Brincar de roda
E andar de pé no chão
Ver a vida com os olhos de criança
E amar a Deus como Ele é!
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