quarta-feira, 24 de maio de 2017

Moletom pra Aquecer o Frio





Para os dias nublados...
Cor!
Para os dias frios...
Moletom!
Para todos os dias...
Amor!


Estilo, conforto, empoderamento, é o que marca a coleção Bugbee que traz looks super Trends com sutiliza em detalhes, e colocam o moletom em alta trazendo modelagens amplas, alegres e coloridas para meninos e meninas, numa proposta street pop, trazendo despojamento que combina com aventura, brincadeira, ares de satisfação para que as crianças possam estar protegidas nos dias mais frios do ano, mas também que possam brincar sem se importar com os detalhes de uma roupa que não permita subir em árvore, correr, saltar, ser criança de verdade.
O moletom vem como peça-chave nessa proposta da Bugbee e eleva  com muita qualidade as belas estampas e modelagens versáteis e diferenciadas como a calça Jogger, a jaqueta jeans com mangas em moletom, os shorts em moletom entre outras que se tornam essenciais nos dias de inverno todas com empoderamento mostrando que azul também é para meninas, que elas podem brincar de skate e de tudo que desejarem, uma proposta de desde cedo fugir dos padrões impostos pela sociedade à meninos e meninas.

Confere só:













Sobre a inspiração:

GIRL GANG 

O tema surge da onda de empoderamento feminino, trabalhado em uma pegada street divertida. É o poder das garotas! Fofas mas fortes, elas formam uma gangue que pode mudar o mundo! Girl Gang se inspira no movimento underground do Hip Hop, na inteligência das meninas, e na ideia de que "azul" não é só para meninos, fazendo surgir três famílias de produto. A família Hip Hop busca a auto expressão, trazendo música e frases encorajadoras, mostrando que as meninas são fofas mas fortes. A família Clever traz a inteligência das meninas brincando com o símbolo da coruja, com os balões de fala de quem tem opinião, e com os patches, que há muito são símbolo de auto expressão e personalização. Já a família Sneakers, mostra o lado cor-de-rosa em harmonia com o azul, que são só para meninas de personalidade forte - aquelas que adoram um tênis bem confortável pra andar de skate, seja ele estampado de flores ou não. 



Para conhecer mais:
http://www.bugbee.com.br/

segunda-feira, 22 de maio de 2017

Abraça-me




Abraça-me ao acordar
forte, demorado
abraço terno
com afago.

Abraça-me antes de sair
com carinho, afeto
alma na alma
abraça-me com com teus braços.

Abraça-me quando me encontrares
com amor
olhos nos olhos
abraça-me de corpo colado.

Abraça-me  quando fores dormir
com saudade, nostalgia
abraço de boa noite
abraça-me pra desejar bom dia!


Abraça-me em todos os instantes
ombro no ombro
sinuosa devoção
abraçar seja nosso ritual
abraça-me com emoção.


Abraça-me forte, demoradamente
com braços ternos
alma na alma 
abraço a guarda o tempo dentro da gente
Abraça-me fervorosamente!


Paula Belmino


Hoje é dia do abraço, e mais um para abraçar muito quem a gente ama!!!!

Eu e Alice usamos Lecimar!!!

sexta-feira, 19 de maio de 2017

Esperando a chuva...A chuva de poesia!






Falo das lutas
Do luto 
das dores do mundo
da brava gente que resiste às feridas
ao calabouço
ao roubo da alma, e de sua terra.
Do povo africano
trazido em navios negreiros, desolados
separados, pais, mãe, filhos.
Falo das gentes isoladas de sua família, 
do rito, da cultura
de sua pátria.
Falo de cultura
contando a história a brincar
criando, imaginando
numa interação cocriadora
onde a poesia sensibiliza, humaniza,
restaura, fecunda.

Falo do amor e da luta dos negros aos montes
num navio açoitados, amofinados trazidos ao Brasil
com lucidez e seriedade no assunto
para que as crianças possam desde cedo aprender 
a respeitar e a valorizar as diferenças,
e a grande importância da herança cultural.

Falo de sonhos de liberdade
de acalanto de mãe para  seus filhos
rasgando a alma em lágrimas
dando o melhor de si, 
o que podiam ali, presas em terra estranha
uma boneca de trapos, rasgada da barra da saia
com nós tão fortes como a própria alma
deveras atormentada , mas na esperança de sobreviver
lutar pra viver e garantir seus direitos
ali sob o sol a pino ainda tão alienados.

Falo dos negros nas senzalas, moídos, 
alma, carne, sangue derramado
ora na capoeira, ou quilombos
lutando e chorando
pra hoje pintar nossa história
com todas as cores da África!


Paula Belmino


Através do livro Esperando a chuva de Véronique Vernette pela Editora Pulo do Gato, pudemos  relacionar de forma interdisciplinas assuntos e conteúdos tratados em sala de aula de forma lúdica e significativa.
A leitura se deu ainda em nosso projeto Chuva de Poesia, que trata sobre a importância da água , e tudo a que ela se relaciona como estados físicos, para que serve a água, os cuidados com a água para evitar doenças etc...
Além disso fizemos atividades que mostram o clima do nordeste e toda dificuldade que as pessoas no sertão passam nos anos de seca. Aliado a este lindo livro que acontece na África onde uma menina espera a chuva , pudemos trabalhar as semelhanças dos costumes africanos, as diferenças no modo de vestir, falar, comidas, rituais etc...
As crianças leram, interpretaram, fizeram a reescrita, ilustraram:





E hoje fizemos uma oficina de bonecas Abayomi , que significa "Encontro Precioso", ou "O melhor de mim " que é símbolo dessa resistência e conta que as mulheres presas ao navios vindo traficadas para o Brasil , á própria mão, rasgavam suas saias e criavam essas bonecas para acalantar os filhos, 
As crianças ouviram a história confeccionando suas bonecas, e vestindo-as com cores alegres como no livro Esperando a chuva, que também narra a luta de uma mãe a cortar lenha, a fazer o fogo fora da casa, a cuidar da filha que ansiosa aguarda a chuva, que por ali demora a chegar 



Depois de prontas puderam perceber que mesmo usando alguns tecidos iguais todas saem diferentes, e que não existe diferença na hora de dar o melhor de si, se é menino ou menina, as crianças todas fizeram suas bonecas com muito prazer para levar para casa e contar essa bela, real, triste para seus pais,, levando assim, à valorização de nossa cultura Africana e toda contribuição dos negros para nós, podendo assim reconhecer o poder feminino e da tradição cultural.

Olhem o resultado:












terça-feira, 16 de maio de 2017

Ela tem olhos de céu(dica de livro)








Aqui pra banda do nordeste
a chuva é coisa cara
mais preciosa que o ouro
já que é muito rara



Quando não chove no sertão
a seca maltrata o povo
e ai toda gente reza, faz poesia
busca na fé o renovo.


A história que conto hoje:
Ela tem olhos de céu
fala de uma menina
que ao nascer rasgou o véu

e trovoou, choveu bastante
enchendo açudes e rios
deixando toda cidade de Santa Rita 
em uma grande euforia.

Mas a menina só chorava
e quanto mais chorava, chovia
um irmão disse logo: ela tem olhos de céu
pois era chorar e o céu se abria

E foi um grande rebuliço
numa cidade tranquila
veio televisão e jornal
pra com a família fazer entrevista.

Queria saber o milagre
de tão grande valor
uma menina que chorava chuva
Que alegria Senhor!

Sebastiana a menina
filha de Lúcia Natalina e Tibúrcio
com cinco irmãos meninos
Agora vivia em soluço,

Só parava de chorar no peito,
mas assim nem a mãe aguentava
precisava trabalhar
pois a faxina na prefeitura lhes sustentava.

Um dos filhos mais novos
O Piúba, logo percebeu
que quando Sebastiana chorava
o céu negro em chuva se fez

E toda gente já sem saber onde tanta água colocar
começou a reclamar
Pare de chorar menina!
ou se era seca e não chovia : chore mais pra o céu se derramar!

Só sei que nessa história
Sebastiana não tinha paz
Era Romaria, era procissão
a cidade queria uma solução.

A menina responsável 
ora pela seca e todo clima
ora pela grande enchente
que triste a sua sina!

E para saber o final
aconselho a ler o livro
só digo uma coisa
a menina de olhos de céu
é coisa do paraíso!

Paula Belmino



Essa é minha inspiração no cordel desse livro : Ela tem olhos de céu de Socorro Aciole com ilustrações de Mateus Rios que recebi da Editora Gaivota, nossa parceria

E a resenha está aqui em forma poética e bem tradicional de nosso povo nordestino.
O livro foi lido na escola e as crianças fizeram suas releituras e seus versinhos, foi um sucesso, creio que logo teremos grandes poetas aqui pela escola também.

Vejam:















Pra saber mais do livro:

Depois do nascimento de Sebastiana, nada será como antes em Santa Rita do Norte: a menina tem olhos de céu. Será dom ou maldição? A cidade inteira está em polvorosa, ninguém sabe mais o que fazer para controlar os fenômenos provocados pela pequena criança.
Os versos e imagens do cordel rico e sensível de Socorro Acioli, ilustrado por Mateus Rios, apresentam a realidade e a cultura nordestina com lirismo e magia.  Em Santa Rita do Norte, tudo pode acontecer.
PRÊMIOS | SELEÇÔES:
Prêmio Jabuti 2013 - Infantil
Catálogo Feira de Bolonha FNLIJ 2013 | Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil – Brasil
Itaú Criança 2014 | Fundação Itaú Social