quinta-feira, 7 de junho de 2018

Guida, a égua dançarina



Eva ganhou uma égua 
E lhe deu o nome de Guida.
A égua adora passear, 
Que égua sabida! 
Quando vão à cidade, 
Na garupa de Guida, 
Eva e Guilherme para comprar
grampo e comida,
Guida empaca na estrada
Ninguém a faz desempacar. 
Eva dá água, 
Guilherme oferece guaraná, 
Guida nem se mexe no lugar! 
Mas se alguém toca uma gafieira,
Ou se ouve Luiz Gonzaga cantar
Guida logo sai galopando 
Eta! Guida é uma égua divertida
Guida gosta de dançar!


Paula Belmino

Nessa época de Festas Juninas mais uma recordação do Rei do Baião Luiz Gonzaga e toda brincadeira e poesia para encantar as crianças. Leiam e me digam o que acharam!

Ilustração linda da Danda Trajano

quarta-feira, 6 de junho de 2018

A Poesia das Árvores



"As árvores são os cabelos do mundo."  Henrique

Foi assim que meu aluno Henrique me definiu a função das árvores para o meio ambiente.



Ao ouvir essa filosofia e poesia pura de uma criança constatei mesmo que Manoel de Barros tinha razão: a
Poesia não é para compreender mas para incorporar
Entender é parede: procure ser árvore.

Este é o Henrique com a mão no globo, e olha a carinha de Rodolfo encantado em descobrir países, cidades, hemisférios, onde é mais frio e mais quente, onde fica noite e dia de acordo com a posição da terra.


Realmente Henrique as árvores são os cabelos do mundo, por ela vem proteção e beleza, perfume e movimento, luz, cor e vida.
Se são cabelos do mundo as árvores deixam o mundo mais bonito e cheio de vida.

Eu educo as crianças diariamente para cuidar do planeta com mudanças de atitudes, mais que aprender apenas conceitos e conteúdos, ter atitudes que promovam a vida, que desenvolva a cidadania e o amor pela terra e todos os recursos hídricos e naturais.
Este é meu aluno Henrique, uma criança maravilhosa e ativa e após falarmos de tudo que já aprendemos para cuidar da natureza sugeri que escrevessem um texto que falasse por exemplo, da importância das árvores, para a vida de todos nós.

Que coisa linda!
Henrique eu guardarei tua poesia e filosofia dentro de minha alma para sempre!



No dia mundial do meio ambiente as crianças na escola tiveram aula divertida e com incentivo à leitura e à consciência ecológica.


As crianças estudaram sobre o calendário, os movimentos da terra . Rotação que define dia e noite e o movimento de translação que determina as estações do ano.
Em matemática compreenderam as medidas de tempo, estimativa e ferramentas para medir o tempo como o calendário, o relógio, minutos e horas, quantos minutos têm uma hora? e três horas quantos minutos contem? Situações problemas envolvendo o movimento da terra , a rotina de cada um me casa, os horários dos afazeres etc..



Em geografia e ciências da natureza compreenderam como é importante cuidar da preservação do planeta, já que só aqui existe vida.
Pesquisaram e apresentaram em seminário o resultado da pesquisa no intuito de se expressar e melhorar a apresentação em público.
Em Língua Portuguesa escreveram pequenos textos sobre os cuidados com a natureza e ações de mudança de atitude para economizar os recursos naturais.



Tudo inspirado no livro : Os doze amigos e a bola azul
Escritora Débora Ciciola
ilustrações de Fabiano Vianna
Pela parceria coma  Editora InVerso
.
Livro lúdico com muita criatividade para incentivar a cada um se responsabilizar pela terra, preservando a vida, e trazendo qualidade para a vida de cada um.
O livro traz nessa história doze amigos todos relacionados aos meses do ano, cada um dele com uma característica, uma preocupação para com a natureza. De acordo com o mês as estações do ano, e os problemas causados pelo aquecimento global, desmatamento, poluição etc... Os doze amigos decidem com ideias legais salvar o planeta, ideias essas simples que cada um pode fazer sua parte para poder ajudar a preservar a vida.
Este livro é daqueles que necessita muitas leituras é como um poço de inspiração para atividades educativas e que conscientizem o ser humano para se perceber responsável pelo bem estar do planeta.

O vídeo abaixo conta mais de como as crianças aprenderam



Para adquirir o livro

https://editorainverso.com.br/livros/infantil/os-doze-amigos-e-a-bola-azul/

terça-feira, 5 de junho de 2018

Natureza Azul



A natureza seca

deserta, vazia.
E ei-lo alto e azul,
o céu a inspirar
a pincelar de nova vida
árvores que parecem definhar.
Sob o sol castigante
Insistem em florear 
esguios galhos
e folhas verdes
balançados ao vento
como quem tem ânsia 
de tocar o céu,
todo azul.



E sem se deixar vencer
pela escassez,
pela seca,
pela vida cinza e dolorida,
a natureza se porta firme
e resiste, nos galhos firmes,
robustos de altivez.
Folhas leves feito a brisa
e galhos levados pelo vento, 
num vem e vai
sem desprender-se da terra
por suas raízes profundas.


E de repente, ei-los altos frutos:
verdes folhas,
flores a brincar
embelezando o céu azul,
azul como é a vida.
É a natureza a falar
e nos dizer:
Olha sempre para cima
e não te deixes desertificar.


Paula Belmino


E deixo um poema de Manoel de Barros musicado sobre os melhores jardineiros, os pássaros. Aqui a Alice toca e canta comigo O Bem-te-vi

sábado, 2 de junho de 2018

O canto da natureza



Chamam-me no sonho
Ouço um canto suave
uma sinfonia a
inspirar cuidados
e chamar atenção.
Sigo a voz
e adormecida pela singeleza
encontro
um campo de flores lilases.
Corro pelo campo
 fascinada 
e levada pelo cheiro, 
toco e sento de perto
as perfumadas flores
a encantar -me em sonho.
Sigo sempre em frente.
Na pequena bicicleta,
apenas água, e flores.
Pássaros e borboletas 
me acompanham,
leves voam
no imenso campo florido 
nunca visto em minha imaginação
Ali as flores não definham
e  a natureza não sofre
qualquer que seja a intervenção.
Avisto infinitamente o campo florido,
belo, perfumado e fértil,
até despertar ainda sob o efeito do canto
e da canção suave que me clama cuidados
seria anjo, seria pássaro?
É sinfonia singular!
Acordo, respiro, sinto,
volto à lembrança do sonho
e um pensamento  me toma:
a paz é lilás,
e a natureza inspira cuidados
e amor 
que não pode cessar jamais!


Paula Belmino


Poema inspirado na semana do Meio ambiente para o Poetizando e Encantando do blog da Lourdes que nos dá cada semana uma imagem para inspiração.
escolhi essa abaixo, uma moça num campo de flores lilases, montada numa bicicleta e vestida também de lilás. Penso na natureza que necessita de amor e cuidado a cada dia e que cada um de nos faça sua parte, seja reciclando, consumindo menos, deixando o carro em casa e usando um transporte alternativo, plantando mais, economizando energia etc...


E você o que tem feito pela natureza?

Deixo a Nona Sinfonia de Beethoven por Alice na Flauta Doce
Chamada também de Hino da Felicidade ou ode á alegria



A Nona Sinfonia de Beethoven foi apresentada pela primeira vez no Teatro Kärntnertor, na Áustria, em 7 de maio de 1824 e é marcada como a primeira obra de um compositor que tenha utilizado a voz humana com tamanha importância tal qual os instrumentos. É a obra mais conhecida do gênio musical. Ela foi encomendada pela Real Sociedade Filarmônica em 1817 e começou a ser composta no ano seguinte. A base para sua criação foi a tentativa de Beethoven, musicar o poema "Ode a Alegria" de Friedrich Schiller, que lera quando era jovem e com o qual ficou emocionado por fazer menções a fraternidade humana. 


A Nona Sinfonia de Beethoven foi inspirada no poema Ode à Alegria, do dramaturgo alemão Friedrich von Schiller , os versos originais de Friedrich Schiller exaltavam a liberdade individual e a fraternidade universal. A opressão sofrida por Schiller na adolescência acabaria tendo influência em sua obra, repleta de protestos contra a desigualdade social e a corrupção.


Quando compôs a Nona Sinfonia, Beethoven já estava surdo e na estreia da obra, em 1824, o bem-comportado público vienense interrompeu a performance, aplaudindo no fim do primeiro movimento. Conta-se que o compositor cochilava em seu camarote e teve de ser acordado para, incrédulo, agradecer a ovação da plateia. Nos 175 anos seguintes, a Nona seria utilizada como símbolo, tanto para o bem como para o mal. Em 1942, a peça foi escolhida por Goebbels, ministro da Propaganda de Hitler, como trilha sonora da superioridade alemã. Um ano depois, em Auschwitz, era cantada, em checo, por um coro de meninos judeus, dessa vez como trilha da esperança.

Influenciado pelos ideais da Revolução Francesa, queria que sua obra fosse imortal. Beethoven não conseguia realizar tal tarefa, e sempre ficava preso em determinadas passagens do poema. Felizmente, num belo dia, Beethoven adentrou correndo ao escritório para avisar ao secretário que havia conseguido.
Os versos do poema, que compõe a ¨Ode à Alegria¨ estão no 4º e último movimento da 9ª Sinfonia. 
 A Nona Sinfonia apresenta a alegria e a felicidade como possíveis, e para que sejam atingidas, basta estreitar a mediocridade política e cultural que nos cercam. Daí a compreensão do motivo que levou a União Européia a adotar a obra de Beethoven como hino oficial.

  





Para participar do Poetizando e Encantando

https://filosofandonavidaproflourdes.blogspot.com/2018/06/38-edicao-do-poetizando-e-encantando.html

Milena Vareta, Milena Cipó




A menina tinha

pernas tão compridas

Que ao nascer o berço 
precisou ser adequado,
Dona Cegonha ao trazer-lhe
Precisou de muito cuidado
Pois quase se desequilibrou.



Os pais da menina

Tinham medo dela cair e quebrar

Pelos varões do berço flutuar
No banho o trabalho dobrado
Perninhas agitadas 
Milena parecia nadar.


E para brincar no escorregador 

As pernas tão compridas de Milena

Fazia o pé logo encostar no chão
Que situação!



Ao crescer nada foi diferente
A não ser o corpo esguio de Milena

Milena apelidos ganhou

 E triste ficou!

Milena era sempre a última da fila

Não podia sentar na frente

nem no cinema, nem no teatro,
Na escola então:

Milena era sempre a do fundão.
Que problemão!!!




Mas a vida de Milena mudou

Quando soube aceitar sua diferença

e seus amigos 
sua condição respeitou.
Afinal ninguém é igual, 

e para tudo na vida

há uma sugestão,

Há uma intervenção.




Milena usou a seu favor sua altura

A destreza de suas pernas 

Lhe deu medalhas no esporte
Ninguém corria, ou saltava melhor
Do que Milena Vareta, Milena Cipó
Ela se encontrou.
E seu corpo aceitou.


E aprendeu mesmo na diversidade

Tudo que sonhou, realizou.

Podia ser alta ou magra
Gordinha, ou baixinha
O importante era o seu valor.


Nas diferenças a gente se completa 

Pode ser feliz sendo atleta.

bailarina ou pintora,
Fotógrafa, e até professora
E tudo mais que imaginar.
É só preciso estudar
E ao outro aprender respeitar!


Paula Belmino


Poema inspirado no livro Milena Vareta Milena Cipó de Roseli Barbaresco com ilustrações de Altair Vianna pela Editora InVerso



Alice leu e amou afinal ela tem pernas finas  e compridas e sempre foi motivo de as pessoas falar que ela é reta a perna completa. Achamos o livro colorido e alegre, mas faltou trabalhar mais essa questão de apelidos, de como Milena se sentia, e assim evitar que outras crianças passem pelo constrangimento por causa de como veem seu corpo, mas cabe aos pais, mediador de leitura e professores interagirem com as crianças sobre a valorização de cada um, a auto-estima e a aceitação, respeito á diversidade.

Vejam:



Mais sobre o livro?



https://editorainverso.com.br/livros/infantil/milena-vareta-milena-cipo/

De Natureza Vestida


Veste-te de vida
Adorna teu sorriso de paz
Alimenta a alma
Deixa colorida
Com ações a promover o bem:
Planta uma árvore,
Protege a terra
Preserva o verde,
Observa com amor as flores
E sejas tu como os pardais
Canta o jardineiro
Por onde passam trazem encanto
Voam e fazem o milagre
do recompor as plantas.
Sejas tu passarinho,
No versejar de um lindo canto
Vê como voam leves e livres
Sabendo que lhes têm no ninho
a vida desabrochando.
Veste-te de flores na alma
Semeia, planta frutos de amor
Cuida bem dos animais
Preserva a vida,
Ama o planeta,
E o futuro te garantirá a paz!

Paula Belmino


Deixo uma cação por Alice inspirada na Poesia de Manoel de Barros que fala de bem-te-vi

sexta-feira, 1 de junho de 2018

REVISTA BARBANTE - EDIÇÃO DE MAIO DE 2018


Tenho o privilégio de ter alguns poemas de minha autoria na Revista Barbante


Editorial

A edição de maio de 2018 da Revista Barbante está especialmente rica!
Atendendo à nossa chamada para uma reflexão sobre o Golpe de 2016, Gilvan Santana de Jesus
nos oferece o estudo “Processos de significação do impeachment da Presidente Dilma Rousseff
na/pela mídia brasileira”. Com viés político, Ivânia Nunes Machado Rocha nos convida à
reflexão a partir de “Literatura: uma categoria política”. Ainda na seção “Artigos”, Fabio Mario
da Silva nos apresenta a poesia de Airton Souza, em “A solaridade da obra Manhã cerzida,
de Airton Souza” e Aretha Ludmilla Pacheco Lira Barros, em “Caldeirão: quando a memória
revela a história”, um estudo filosófico sobre a obra de Cláudio Aguiar. Outra abordagem a
obra literária também pode ser lida: “Senhora de engenho: resistência e fragilidade feminina
em Fogo morto de Jośe Lins do Rêgo”, de Augusto Petronio Pereira. Já Margarida Maria
Araujo Bispo nos contempla com um estudo sobre o cinema no artigo “Babel, quatro histórias
entrelaçadas”.
A seção “Ensaios” também apresenta texto sobre o golpe 2016: “Refletindo o golpe de 2016”, de
Lidiane Almeida Silva. Além disso, traz “As Cantigas de Santa Maria – Séc. XIII” e “Leituras
Cascudianas”, ambos de João da Mata Costa; e o belo “Depoimento: do autismo ao altruísmo,
uma história de amor”, de Mirtes Veiga.
Em “Crônicas”, o texto de Bruno Elias “Sigamos o nosso caminho: Lula livre, Lula presidente”
e “Tarde de sol”, de Gilberlan Santos.
Já em “Contos”, este número reúne: “Dominuscídio (ou a morte de meu pai)” e de Antonio
Trindade; “Entre o asfalto e o infinito”, de Maíra Estela Santos.
Em “Literatura Infantil e Juvenil”, encontramos “O robôzinho medroso”, de Rosângela Trajano.
Na seção “Poesia”, uma surpresa especial: dois poemas da poeta e professora-doutora iraniana
Ulker Ucqar, traduzidos por Christina Ramalho (a partir da versão em francês), mas também
apresentados no idioma original, para que vocês confiram o “azeri”. E, na sequência, uma galeria
diversificada de poemas assinados por Antonio Trindade, Clécia Santos, Edson Santos, Fátima
Gonçalves, Gilberlan Santos, Jean Sartief, Lívia Ferreira, Maria Gabriella, Paula Belmino e
Renata de Castro. O último poema, “Golpe”, de Christina Ramalho, encerra a contemplação
do tema principal desta edição.
Em “Literatura de Cordel”, trazemos “Branca de Neve e os sete anões” de Rosa Regis.
A seção “Resenhas” traz uma bela resenha de Rosângela Trajano sobre o romance “As meninas”
de Lygia Fagundes Telles.
Fechando este número, a seção permanente, assinada por Mario Brito-Semedo, Esquina do
Tempo. Desta vez, Brito-Semedo nos presenteia com “Sport d’cinéma. Herói de cinema”.
Boa leitura! E continuem com a Barbante!

As Editoras





Na Edição do Mês de Março


Leiam a Revista na íntegra https://issuu.com/dandatrajano/docs/marco2018_completa