sexta-feira, 13 de março de 2009
Dança do Ventre
Desde seus primeiros dias
Era música e dança
Girando sob o som do amor
Dançavas sincronizada
Pés soltos em um leve deslizar
Contorcendo o lindo corpo
Numa dança de vida e amar
Desde o primeiro som que ouvias
O bater do meu coração
Dançavas noite e dia
Era só festa e alegria
Ao nascer foi como música
Teu choro a melodia sem par
Rompeu o silêncio e com os anjos
A mais linda música veio louvar
Tua existÊncia é dança
Da vida a música e poema
Agora cresces com ritmo
Compondo a mais linda cena
Bailarina...
A criação pura, arte de expressar felicidade
Danças como que uma borboleta em flor
Um passarinho em liberdade.
És folha levada ao vento
És o sol dançando por sob a terra
És as asas de Deus abençoando
Linda bailarina, minha quimera!
Desde os primeiros dias eu já sabia:
Serias a mais linda dançarina que conheceria.
Paula Belmino
*Hoje foi o primeiro dia de balé oficial de Alice, pois desde seus primeiros dias, já era a própria dança da vida dentro de mim.
quinta-feira, 12 de março de 2009
Caminhos da saudade
Pelos caminhos trilhados
Ainda vejo as marcas dos nossos passos de amor
Sinais de nossas mãos entrelaçadas
E de nossas conversas tão boas em fim de tarde
Era bom dividir com você minhas alegrias, dúvidas, angústias, ansiedade.
Eu agora caminho pela estrada sozinha e na saudade.
Passo sempre pelo mesmo jardim, tem flores no chão talvez morreram ao sentir a sua falta.
Estão lá enfeitando o chão pra que eu passe e ao menos sinta seu perfume
Pois que elas roubaram de ti.
Em toda minha caminhada está nas paredes de todas as casas os teus desenhos, a tua cor, elas são claras e desenhadas, pois foi você quem as desenhou.
Nas árvores que me sombreiam eu posso ver clara a tua luz, são os teus olhos em lembrança que me conduzem ao norte e ao sul.
E assim por mais longo e triste que seja o caminho, mesmo que a lágrima de saudade venha me encontrar. O teu sorriso oh! Amada minha, está estampado no luar.
O teu beijo vem como brisa e toca minha face com carinho e eu consigo o meu destino encontrar
Vou seguindo os passarinhos, pois ouço assim o seu cantar.
Entre flores, brisa e pardaizinhos eu sigo a tua luz olhar.
Que escondida entre as nuvens, novamente e breve há de me iluminar.
Paula Belmino
*Pra minha sobrinha Artilia Sara
quarta-feira, 11 de março de 2009
Anjos falam
Disse assim a Angélica Gouveia poetisa do Recanto das letras, a mim em referência ao meu filho morto:
P ois esta tua lembrança é abençoada
A lcança o céu e os anjos
U m saudade que te faz feliz
L embrar teu filho que sempre quis
A gora lá de cima ele diz.
B rinda minha irmã com teu carinho
É a mim que estás fazendo
L ogo sei que estas me amando
M amãe, acredite, sou feliz
I nfinito é o amor que recebo
N a sua lembrança mesmo que chore
O uço teu pranto e levo meu acalanto.
COM CARINHO
ANGELICA GOUVEA
Respondo –te assim minha querida, anjo de luz e bondade
A njo que me trouxe alento
N uma tarde de solidão
Gratidão a Deus fez uma súplica
E levando os olhos do coração
L uz de Deus a iluminar
I luminou uma mãe cheia de saudades e dor
C om benção tal veio abençoar
A mor de anjo veio e doou
G rata a ele agora sou
O homem é mais nada que o pó
U m dia breve também parte daqui
V ai ao céu os seus abraçar
E na mansão celestial
A legria e amor sempre vão reinar
Paula Belmino
*Grata a minha amiga Angélica Gouveia que na sua inspiração d eanjo, iluminada por Deus veio a mim trazer alento, esperança e paz, pois sabemos que os entes queridos que se foram estarão em nossos braços em breve um dia.Obrigada amiga por seu carinho
P ois esta tua lembrança é abençoada
A lcança o céu e os anjos
U m saudade que te faz feliz
L embrar teu filho que sempre quis
A gora lá de cima ele diz.
B rinda minha irmã com teu carinho
É a mim que estás fazendo
L ogo sei que estas me amando
M amãe, acredite, sou feliz
I nfinito é o amor que recebo
N a sua lembrança mesmo que chore
O uço teu pranto e levo meu acalanto.
COM CARINHO
ANGELICA GOUVEA
Respondo –te assim minha querida, anjo de luz e bondade
A njo que me trouxe alento
N uma tarde de solidão
Gratidão a Deus fez uma súplica
E levando os olhos do coração
L uz de Deus a iluminar
I luminou uma mãe cheia de saudades e dor
C om benção tal veio abençoar
A mor de anjo veio e doou
G rata a ele agora sou
O homem é mais nada que o pó
U m dia breve também parte daqui
V ai ao céu os seus abraçar
E na mansão celestial
A legria e amor sempre vão reinar
Paula Belmino
*Grata a minha amiga Angélica Gouveia que na sua inspiração d eanjo, iluminada por Deus veio a mim trazer alento, esperança e paz, pois sabemos que os entes queridos que se foram estarão em nossos braços em breve um dia.Obrigada amiga por seu carinho
terça-feira, 10 de março de 2009
Saudade de um Anjo
Hoje é o dia de eu dizer: saudade!
Do quanto sinto sua ausência
Meu peito tem uma lembrança do teu som suave
Das noites e tardes que eu caminhava ao teu lado
Digo assim porque era eu e você somente
Juntos no caminho da vida
Embalava-te no som do meu coração
E eu era pra ti a respiração
Quantas vezes eu me alimentei de brisa
No calor que fazia pulsar-te mais depressa
Quantas vezes eu dormi cansada em teus sonhos
E acordava com teu carinho em minha barriga
Hoje é o dia de uma lembrança
Que ás vezes teima a ir embora
Não sei se o tempo apazigua a dor
Ou se o meu novo amor fez mudança nessa história.
Sei que estás sorrindo
Com os anjos louvas a Deus
Olhas pra mim com olhar sereno
À tua irmã brindas com o carinho seu
Olhos de anjo...
Vida de Deus...
Doaste a mim mesmo na tua morte
E hoje numa saudade que não tem mais lágrimas
Acarinhas minha face num adeus
Em cada som de passarinho
Eu sei que estás a cantarolar
E no crescer de tua irmã
Eu sei que ela é teu par
Deixaste o ninho
Voaste ao céu
E trocaste com ela de lugar
Anjo puro daquela triste madrugada
Fez-se anjo abençoado na linda tarde da primavera!
Paula Belmino
*Ao meu filho Rômulo Augusto( em memória)
*As fotos são da minha gravidez dele, onde eu o esperava com muito carinho e uma complicação no parto e o descaso médico fizeram ele ir embora.Que esteja bem feliz junto com o seu Pai do Céu.
segunda-feira, 9 de março de 2009
Você é...
Doce como açúcar
Que a formiguinha se lambuza
Tal como o mel que abelha faz em doçura
O néctar da flor
A essência mais pura.
Transparente como água
De uma fonte inesgotável
Lavando mãos e artelhos
Limpando a alma
E transformando lágrimas.
Delicada feito a borboleta
Pousando de flor em flor
Cultivando saúde
Trazendo cor
Voando sob o céu em lindo vôo multicor
Anjo translúcido
Em asas de Deus
Traz bênçãos e poesia
Real alegria
Milagre de anjo do céu.
Alegre criança
Vem em música e dança
Faz de minha vida novidade
Traz a mim a mocidade
Minha certeza de esperança.
Paula Belmino
domingo, 8 de março de 2009
O Pequeno Príncipe Na Minha Casa

Momentos lindos de minha infância foram trazidos à memória numa leitura, num piscar de olhos em torno das palavras do pequeno príncipe.
Tudo acontecera há cerca de vinte e cinco anos.Eu na minha inocência de menina, mas sempre curiosa e esperta, atenta ás coisas ao meu redor, envolvida por livros didáticos, que minha professora tinha na sua pequena estante, na verdade uma cristaleira, mas nada comparada as tradicionais vendidas na época, de madeira maciça para guardar cristais de vidro.
Na humilde sala de minha casa só tinham duas cadeiras de balanço feitas de fio plástico, algumas almofadas no chão, a máquina de costurar em que minha mãe fazia com carinho nossos vestidos, meus e os das minhas irmãs.Todos de mesma fazenda, comprada na loja do Zeca, aonde eu ia feliz escolher com ela quando algum dinheiro dava pra comprar as roupas, ou duas vezes por ano, uma no Natal e outra na festa do padroeiro que era linda e pra mim nada de religião, mas sim a magia do parque, que eu sempre ia, mas saia tonta do carrossel.
A saleta era simples , mas na cristaleira pequenina havia uma riqueza infinita que a pobreza de minha casa ofuscava.Lá existiam os livros, contos, fábulas, poesias que eu lia com afinco e destreza nos meus seis ou sete anos, mesmo não compreendendo todo o vocabulário.
Ali eu me transformava, era princesa, era rainha, era mocinha, era a menina Sacha amiga do pardalzinho de Manuel Bandeira.
E o pequeno Príncipe?
Esse era caro demais para minha casa, mas no armário de minha vizinha eu o descobri, entre adesivos no guarda roupa dos filhos da primeira dama da cidade, eu passava as manhãs ajudando a moça que arrumava a casa do prefeirto e adorava quando ela ia arrumar os quartos pois era neles que eu podia ver os adesivos com as frases do pequeno príncipe.Um livro pra mim com muitas letras, mas cada uma que eu li eu guardei com lembrança de um amor sem igual e um significado especial, o de que gestos e palavras mudam o coração, que não é preciso riqueza pra ser feliz, basta ser simples e fazer o bem, basta ler e ser transformado, que a imaginação mora dentro de nós o podemos ser quem desejarmos.
Minha casa humilde foi berço de lindas experiências, e a biblioteca de minha mãe contribuiu para ser quem sou, meio poeta, romântica, sensível, atenta aos mínimos detalhes.E o que eu não encontrei lá, eu achei na escrivaninha de meus vizinhos e amigos.
Melhor achei dentro de mim, por que lá já estava semeados a humildade e o prazer pelas coisas simples da vida.
Depois de tanto tempo ainda permanece acesa a chama da paixão daquela criança ativa e
dada a leitura de textos românticos e lágrimas ainda rolam no chão ao ler poesias e textos românticos como no tempo passado.
O pequeno príncipe foi responsável pelo que cativou em mim?
Ou eu deixei crescer, florescer a semente da paz?
Seja lá como for, depois de uma leitura mais compreensiva, mas com o mesmo resultado em sensibilidade, vejo com os mesmos olhos a importância de se ter bons amigos, bons livros, boas recordações, e pra isso tudo deve ser semeado na infância.
É por isso que guardo além da memória, a escrita deste para os meus entres queridos, em especial minha filha Alice, junto com a cópia do “pequeno Príncipe” e com ela a recordação de uma infância linda e feliz.
“Filha quando leres o Pequeno príncipe saberás que a humildade, o amor, e a amizade são a maior riqueza que alguém pode ter, o melhor tesouro, porém é o amor!”
Paula Belmino
A saleta era simples , mas na cristaleira pequenina havia uma riqueza infinita que a pobreza de minha casa ofuscava.Lá existiam os livros, contos, fábulas, poesias que eu lia com afinco e destreza nos meus seis ou sete anos, mesmo não compreendendo todo o vocabulário.
Ali eu me transformava, era princesa, era rainha, era mocinha, era a menina Sacha amiga do pardalzinho de Manuel Bandeira.
E o pequeno Príncipe?
Esse era caro demais para minha casa, mas no armário de minha vizinha eu o descobri, entre adesivos no guarda roupa dos filhos da primeira dama da cidade, eu passava as manhãs ajudando a moça que arrumava a casa do prefeirto e adorava quando ela ia arrumar os quartos pois era neles que eu podia ver os adesivos com as frases do pequeno príncipe.Um livro pra mim com muitas letras, mas cada uma que eu li eu guardei com lembrança de um amor sem igual e um significado especial, o de que gestos e palavras mudam o coração, que não é preciso riqueza pra ser feliz, basta ser simples e fazer o bem, basta ler e ser transformado, que a imaginação mora dentro de nós o podemos ser quem desejarmos.
Minha casa humilde foi berço de lindas experiências, e a biblioteca de minha mãe contribuiu para ser quem sou, meio poeta, romântica, sensível, atenta aos mínimos detalhes.E o que eu não encontrei lá, eu achei na escrivaninha de meus vizinhos e amigos.
Melhor achei dentro de mim, por que lá já estava semeados a humildade e o prazer pelas coisas simples da vida.
Depois de tanto tempo ainda permanece acesa a chama da paixão daquela criança ativa e
dada a leitura de textos românticos e lágrimas ainda rolam no chão ao ler poesias e textos românticos como no tempo passado.
O pequeno príncipe foi responsável pelo que cativou em mim?
Ou eu deixei crescer, florescer a semente da paz?
Seja lá como for, depois de uma leitura mais compreensiva, mas com o mesmo resultado em sensibilidade, vejo com os mesmos olhos a importância de se ter bons amigos, bons livros, boas recordações, e pra isso tudo deve ser semeado na infância.
É por isso que guardo além da memória, a escrita deste para os meus entres queridos, em especial minha filha Alice, junto com a cópia do “pequeno Príncipe” e com ela a recordação de uma infância linda e feliz.
“Filha quando leres o Pequeno príncipe saberás que a humildade, o amor, e a amizade são a maior riqueza que alguém pode ter, o melhor tesouro, porém é o amor!”
Paula Belmino
sábado, 7 de março de 2009
Simplesmente Mulher
Mulher
Mulher...
Eva
Maria
Mãe
Abençoada.
Mulher
Forte
Lutadora
sensível
Iluminada
Companheira
Solidária
Ventre santo
Sagrada
Mulher...
Símbolo da união do homem com Deus
Noiva celestial
Fruto de amor
Apaziguadora.
Mulher...
O anjo a serviço de Deus na terra
A palavra bendita
O colar de sedução
Mulher...
O ser mais completo que Deus fez em sua criação.
Paula Belmino
paulabelmino.blogspot.com
Feliz dia da Mulher!
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